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Vamos falar de... Bla bla bla

Vamos falar de... Bla bla bla

05
Fev20

Vamos falar de...tendência para o desastre


Bla bla bla

Talvez o titulo seja demasiado exagerado mas a verdade é que sou muito desastrada...


Quando era miúda sempre tive vergonha de usar saias por ter as pernas sempre marcadas de nódoas negras, cortesia do meu gentil irmão e, como tinha muita apetência para quedas aparatosas, receava que ao cair ficasse de pernas para o ar com as cuecas à mostra.

Esse medo persegue-me até ao dia de hoje. E as nódoas negras também embora já não possa culpar o meu irmão, as nódoas negras que tenho agora advém de golpes desferidos por mim mesma.
Não se preocupem não me auto-mutilo, pelo menos não intencionalmente, mas sofro de uma qualquer espécie de psicose que me faz ir contra as pernas de mesas, cadeiras, portas e paredes. Mesmo parada, completamente imóvel tropeço em mim mesma e caio redonda no chão.

A minha esteticista torce o nariz todos os meses quando vê que curei uma nódoa negra mas que entretanto adquiri uma nova. Apesar de se rir sempre quando lhe conto a historia hilariante de como me magoei novamente creio que no seu intimo deve achar que sou vitima de violência doméstica.


Se consultarem o meu historial clínico vão ver que já parti 3 dedos do pé, o pé duas vezes, o braço esquerdo e a perna ao mesmo tempo, uma fratura exposta, quatro dentes, e parti a cabeça... cinco vezes!

 

Portanto já devia estar habituada.

Mas eis que no meu trabalho há uma sala de arquivo que tem estantes deslizantes por meio de roldanas. Com certeza que há uma palavra para isto mas eu não sei. Bem, estava eu ontem num desses corredores, tão absorta à procura de um dossier em particular, que não reparei que a estante atrás de mim se começou a mexer. Quando dei conta estava encurralada entre estantes e com a velocidade vertiginosa a que um simpático colega girava as roldanas a minha cabeça foi de encontro a uma das prateleiras.

Não parti a cabeça mas fiquei com um galo negro e gigante.

Ao colega que me encurralou só faltava chorar, não creio que com pena de mim mas sim a temer por si mesmo porque devia recear que fosse interpor um processo crime de tentativa de homicídio por esmagamento.

 

Já estou a ganhar fama neste trabalho porque no pouco mais de dois anos que aqui estou já me viram de muletas duas vezes, uma com a cabeça partida e agora com um galo.

 

Se soubesse tinha fingido um desmaio, ia para o hospital, alegava um traumatismo craniano... queria era ter ficado em casa hoje porque, coincidência ou não hoje, dói-me muito a cabeça.

 

Bla bla bla

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