Vamos falar de...Desafio dos pássaros #12
Aqueles pássaros não se calam
Bla bla bla
Quando ele me apareceu cá em casa com um periquito e um canário, separados em duas gaiolas, quase lhe deitei as mãos ao pescoço.
Quem?!? Quem no seu perfeito juízo traz pássaros para uma casa onde já há dois gatos?
Barafustei que ele é que havia de limpar a merda que eles fizessem, que não me responsabilizava se acidentalmente os deixasse fugir nem se os gatos mandassem com as gaiolas abaixo.
Ele não disse nada, ficou calado. Já sabe que quando estou em fúria só preciso de disparatar e o melhor é deixar acabar a cassete. Depois passa.
- Mas porque raio é que te lembraste de trazer pássaros cá para casa??
- Foi um sonho.
- Como assim um sonho?
- Sonhei que tinha de ter pássaros.
A minha testas franze-se automaticamente já que ele não é gajo para estas merdas.
- Tás a gozar comigo?
- Não – diz meio a rir-se – O que queres que te diga? Foi um sonho.
Pirou de vez!!!
...
O sonho:
Primeiro senti os seus beijos no pescoço. Húmidos.
A respiração. Funda.
Uma perna sobre as minhas.
O seu corpo emanava calor.
A mão afagava lentamente o meu membro que despertava bem disposto.
Não demorou muito a que começasse a descer.
Primeiro devagar. Com beijos que lambuzavam. Demorados.
Mas rapidamente perdeu a paciência, ansiava por mais, saltou beijos.
Seria de esperar que começasse devagar.
Que primeiro lambesse. Aos poucos. Por partes.
Mas não.
Enfiou-o logo todo na boca sugando vigorosamente.
Um choque. Como uma pequena descarga elétrica.
Vejo tudo branco e agarro-lhe os cabelos com mais força do que pretendia mas preciso de fazê-la perceber que tem de abrandar ou não durará muito mais tempo.
Sem parar, ela olha-me. Percebe.
Mas não para.
Volta a concentrar-se em mim e suga-me mais rápido, com mais força.
Não consigo aguentar. Deixo-me ir. Começo a libertar. Alívio. Descompressão. Paz.
Ela continua, mas começa a abrandar. Só vai parar quando comprovar que acabei, que já estou totalmente relaxado.
Começo a tomar perceção do que me rodeia. Vejo as horas.
7h23. É domingo. Não é seu costume acordar tão cedo.
- Porque é que acordaste tão cedo?
- Aqueles pássaros não se calam… não conseguia dormir.
Bla bla bla![]()




