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Vamos falar de... Bla bla bla

Vamos falar de... Bla bla bla

15
Abr19

Vamos falar de... como provar que eu não sou ela?


Bla bla bla

Quando iniciei este blog imaginei que pudesse acontecer muita coisa...

Que a minha identidade fosse descoberta.

Que não houvesse ninguém interessado em ler o que venho para aqui escrever.

Que fosse atacada por haters (até agora foi só um, e muito fraquinho).

Que chegasse ao ponto em que eu não tivesse absolutamente nada para escrever.

 

O que nunca imaginei que acontecesse foi isto.

Nunca imaginei que o meu blog pudesse provocar problemas conjugais.

Eis que este fim de semana recebi um email de uma rapariga (chamê-mos-lhe Maria) com um pedido de ajuda.

Pelo que me explicou a Maria é uma leitora assídua do meu blog, não tem contudo perfil sapo e nunca publicou qualquer comentário. 

Diz a Maria que gosta muito dos meus post's (vá-se lá saber porquê!?) e tendo-se identificado comigo começou também a ler os livros que aqui recomendei.

Entretanto o marido da Maria, que ao parece é um bocadinho ciumento decidiu ir cuscar-lhe o telemóvel, histórico do browse incluído. E deu comigo.

O problema é que, ao que parece, eu e a Maria temos mesmo muita coisa em comum. Temos tanto em comum que o marido acredita que este blog é feito pela Maria.

 

Eu disse que tinha duas crianças; a Maria tem dois filhos.

Eu disse que trabalhava no Marquês de Pombal; a Maria trabalha na Avenida.

Eu disse que não utilizava redes sociais; a Maria também não.

E depois leu e está a ler exatamente os mesmos livros que eu.

 

Claro que não bate tudo certo entre a minha vida e a da Maria.

Eu fui ao Eros, a Maria não.

Eu tenho 32 anos, a Maria tem 36.

Eu amamentei as minhas crianças até aos 2 anos, a Maria amamentou até aos 6 meses.

Obviamente deverão existir mais discrepâncias. Mas... o marido arranjou uma explicação. A Maria obviamente inventou ou alterou alguns detalhes para o caso de ser descoberta!

 

Confesso que fiquei meio parva a ler o email de uma leitora que me pedia ajuda para eu provar que eu era eu e não ela. Fiz o que me pediu e troquei cerca de 4 emails seguidos com ela, aliás com ele, porque depois de ela enviar o email em que me descrevia a situação acima descrita, ele confiscou-lhe o telemóvel e ficou a trocar emails comigo confirmando assim que eu não era ela.

 

Cheguei a pensar que fosse uma brincadeira, de muito mau gosto, de alguém que não tivesse mais nada que fazer e que quisesse divertir-se às minhas custas. Até pode ter sido, fico a torcer para que tenha sido isso.

 

Mas se não for, imagino então que tenha ganho mais um hater e que tenha perdido uma leitora.

 

Querida Maria, se chegares a ler isto, quero que saibas que lamento imenso que este meu parvo blog te tenha causado tamanhos transtornos.

Vou abster-me de comentários relativamente ao que penso sobre toda esta situação para evitar mais atritos.

 

Vou também repensar o que ando afinal aqui a fazer, nunca pensei que o que quer que eu escrevesse aqui pudesse afetar a vida de quem quer que fosse.

 

 

Bla bla bla

 

 

 

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