Vamos falar de... como provar que eu não sou ela?
Bla bla bla
Quando iniciei este blog imaginei que pudesse acontecer muita coisa...
Que a minha identidade fosse descoberta.
Que não houvesse ninguém interessado em ler o que venho para aqui escrever.
Que fosse atacada por haters (até agora foi só um, e muito fraquinho).
Que chegasse ao ponto em que eu não tivesse absolutamente nada para escrever.
O que nunca imaginei que acontecesse foi isto.
Nunca imaginei que o meu blog pudesse provocar problemas conjugais.
Eis que este fim de semana recebi um email de uma rapariga (chamê-mos-lhe Maria) com um pedido de ajuda.
Pelo que me explicou a Maria é uma leitora assídua do meu blog, não tem contudo perfil sapo e nunca publicou qualquer comentário.
Diz a Maria que gosta muito dos meus post's (vá-se lá saber porquê!?) e tendo-se identificado comigo começou também a ler os livros que aqui recomendei.
Entretanto o marido da Maria, que ao parece é um bocadinho ciumento decidiu ir cuscar-lhe o telemóvel, histórico do browse incluído. E deu comigo.
O problema é que, ao que parece, eu e a Maria temos mesmo muita coisa em comum. Temos tanto em comum que o marido acredita que este blog é feito pela Maria.
Eu disse que tinha duas crianças; a Maria tem dois filhos.
Eu disse que trabalhava no Marquês de Pombal; a Maria trabalha na Avenida.
Eu disse que não utilizava redes sociais; a Maria também não.
E depois leu e está a ler exatamente os mesmos livros que eu.
Claro que não bate tudo certo entre a minha vida e a da Maria.
Eu fui ao Eros, a Maria não.
Eu tenho 32 anos, a Maria tem 36.
Eu amamentei as minhas crianças até aos 2 anos, a Maria amamentou até aos 6 meses.
Obviamente deverão existir mais discrepâncias. Mas... o marido arranjou uma explicação. A Maria obviamente inventou ou alterou alguns detalhes para o caso de ser descoberta!
Confesso que fiquei meio parva a ler o email de uma leitora que me pedia ajuda para eu provar que eu era eu e não ela. Fiz o que me pediu e troquei cerca de 4 emails seguidos com ela, aliás com ele, porque depois de ela enviar o email em que me descrevia a situação acima descrita, ele confiscou-lhe o telemóvel e ficou a trocar emails comigo confirmando assim que eu não era ela.
Cheguei a pensar que fosse uma brincadeira, de muito mau gosto, de alguém que não tivesse mais nada que fazer e que quisesse divertir-se às minhas custas. Até pode ter sido, fico a torcer para que tenha sido isso.
Mas se não for, imagino então que tenha ganho mais um hater e que tenha perdido uma leitora.
Querida Maria, se chegares a ler isto, quero que saibas que lamento imenso que este meu parvo blog te tenha causado tamanhos transtornos.
Vou abster-me de comentários relativamente ao que penso sobre toda esta situação para evitar mais atritos.
Vou também repensar o que ando afinal aqui a fazer, nunca pensei que o que quer que eu escrevesse aqui pudesse afetar a vida de quem quer que fosse.
Bla bla bla![]()





