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Vamos falar de... Bla bla bla

Vamos falar de... Bla bla bla

14
Out19

Vamos falar de... Passatempo:o Resultado!

Marta, PJ Vulter


Bla bla bla

Chegou o dia de anunciar o vencedor do 2º passatempo que estou a desenvolver aqui no blog.

 

Para os que não sabem do que estou a falar (não sei como é possível já que eu não me calo com isto!) podem saber mais aquiaqui, aqui e aqui! E como já disse, não me calei com isto, pelo que também toquei neste assunto ainda aqui!

 

 

marta.png

 

Pois então, não vou estra com mais demoras, o vencedor do livro da Cool Books/Porto Editora Marta escrito por PJ Vulter é...

 

 

Wait for it!!!

 

 

random-marta.png

 

 

 

 

Quem ficou com o nº 6 ???

 

 

 

6 marta.png

 

 

#6 Bia  muitos parabéns!!!

Por favor envia-me para o email vamosfalarde.sapo@sapo.pt os teus dados (Nome, Morada e Código Postal) para que te possa enviar o  livro

 

Para os que não sabem a Bia também tem um blog aqui no sapo, é Um Diário de Rabiscos que tomo a liberdade de vos convidar a ir conhecer

 

 

Para os restantes, continuem a tentar!

Quanto mais pessoas concorrerem mais livros irei ter para oferecer e logo mais oportunidades terão vocês também de ganhar!

 

 

Bla bla bla

07
Out19

Vamos falar de...Entrevista com o escritor PJ Vulter

Autor do livro MARTA


Bla bla bla

 

 

Está a decorrer o passatempo para ganharem o livro Marta de PJ Vulter, se ainda não se inscreveram podem fazê-lo aqui.

 

Tinha prometido publicar uma "entrevista" para ficarem a conhecer melhor o autor e portanto aqui a têm.

Relembro que não sou jornalista de profissão (!) e, caso queiram conhecê-lo melhor convido-vos a visitarem também o seu blog aqui.

 

 

1. Porquê "PJ Vulter"? Qual a origem da escolha de um pseudónimo tão fora do vulgar?

A resposta a esta pergunta é simples; ainda que longa... As razões são apenas simbólicas. Por um lado, quis demarcar-me - simbolicamente - dos meus trabalhos anteriores, porque queria fazer um restart; e queria, também, saber que opiniões teriam sobre "Marta" se não soubessem quem eu era de facto. Essa foi a razão primeira por que adoptei por um pseudónimo e não fiz lançamento. Por outro lado, quando ponderei adoptar um pseudónimo, queria que o mesmo fosse também emblemático; já que iria abdicar do meu nome de nascimento, para além de querer encontrar um nome que se destacasse de alguma maneira, queria também que nele tivesse contido – ainda que simbolicamente – parte da minha identidade. PJ Vulter corresponde a isso tudo…
PJ que corresponde às iniciais dos meus dois primeiros nomes: Paulo Jorge. E Vulter corresponde à tradução para o inglês – porque, como se costuma dizer, o inglês fica sempre bem – de Condor; um animal forte que voa alto e com o qual sempre tive uma identificação muito forte.
 
 
 
2. Marta é uma personagem ausente mas que ao mesmo tempo se encontra até demasiado presente. Marta imiscuía-se nas conversas e vida dos restantes personagens; sentia que ela também se imiscuía na sua escrita sem que se apercebesse? 
Sem dúvida nenhuma… Mas no meu caso todas as personagens têm um determinado grau de influência; tem que ver com o meu método de trabalho. Ao contrário de muitos escritores, eu gosto de dar rédea solta às minhas personagens; crio-as q.b. e depois vou deixando que se revelem, aos poucos e poucos, mostrando as verdadeiras cores e (porque não?) surpreendendo-me. Faz parte da minha aventura de escrever… Por exemplo, o pai do Rodrigo, o Afonso Albuquerque, «nasceu» uma figura austera e incapaz de um gesto de solidariedade; e depois…
Respondendo mais diretamente: a Marta imiscuiu-se na minha escrita no momento em que eu conheci a Teresa…
Teresa surgiu-me como uma menina de boas famílias, sem problemas de maior, mas - quando lhe dei voz – surpreendeu-me. Contou-me da dor que sentia, da assombração em que vivia; falou-me da Marta… Foi aí, nessa altura, que eu soube, pela primeira vez, da Marta; quando a Teresa me relatou o pesadelo que a atormentava: o rosto da Marta a afundar-se debaixo das águas. Mas desse momento em diante a Marta estava em todo lado. Marta não estava só em Teresa; Marta estava em Maria, no avô Antunes, no padre António… Todos os personagens tinham a Marta infiltrada nalgum aspecto da sua vida. Marta, Marta, Marta… Marta tornou-se um fantasma tão forte que, mesmo não existindo na própria história – nem como espírito nem como personagem -, assombrava toda a gente, e de tal maneira, que acabou por se assenhorear do protagonismo do romance e do próprio título.
 
 
 
3. Ao ler o livro, sente-se uma espécie de aprisionamento no início e do qual nos vamos libertando a pouco e pouco.
Com o último ponto final do livro, e enquanto escritor, também se conseguiu libertar ou "Marta" ainda o atormenta?
Eu acho que todos os escritores têm as suas «Martas»; e eu também… É isso que nos impulsiona a escrever e a contar histórias. E essas histórias abordam – recorrentemente – as mesmas temáticas ou, então, assuntos relacionados, porque são esses os assuntos e os temas que nos preocupam, que mexem connosco, que nos importam; são as nossas inquietações enquanto seres humanos. O escritor é um ser humano e, enquanto os outros seres humanos falam com os amigos sobre o que os preocupa, o escritor escreve… E eu escrevo sobre as minhas «Martas».

E, dito isto, acho que a resposta é: sim, continuo atormentado.
 
Embora deva esclarecer que não é esta Marta, a do livro, que me atormenta; ela nunca me atormentou, porque os mortos não atormentam ninguém… O que me atormentava, então, era o sofrimento da Teresa e de todos os outros que viviam subjugados por aquilo que Marta significava; e que nem culpa tinha. São os significados e consequência dos significados das «Martas» - que acima referi - que me atormentam… O que quer dizer que continuo a ter muita coisa sobre a qual escrever.
 
 
 
4. O que nos pode revelar acerca do novo romance que está a preparar?
Isto é capaz de ser um pouco surpreendente, mas «Marta» foi escrito em 2008… E nestes 11 anos já escrevi muitas coisas. E devo dizer que a minha escrita, neste tempo, evoluiu bastante. Enquanto escritor, eu procuro a evolução permanente; quer em termos de qualidade técnica, quer em termos ensaístas: gosto de arriscar novas abordagens a temas diferentes e por aí em diante… É por esse motivo que me considero um escritor multigénero; «Marta» é uma novela de contextualização Histórica, mas já escrevi Fantástico, policiais, Thrillers… Gosto de ter ao dispor todas as ferramentas que a literatura me disponibiliza para retratar as situações que me inquietam. Dito isto, o último romance que escrevi – terminada, a primeira versão, em Junho – é sobre um artefacto do futuro que é entregue a alguém do passado; a curiosidade, aqui, é que é a pessoa no futuro que decide entregar esse artefacto a si próprio no passado com o intuito de garantir que determinados eventos ocorram de forma diferente. Mas não se tratam de questiúnculas pessoais, são assuntos de interesse para a humanidade… Este romance faz parte de um conjunto de três romances - não dependentes uns dos outros, mas interdependentes; dois estão escritos, falta o terceiro. Neste momento, escrevo um outro romance, um policial; é sobre um inspector da PJ que recebe uma boa notícia e resolve ir passear até à Ericeira… E, a partir daí, há uma série de eventos que tem lugar e que colocam numa investigação onde a sua própria vida é ameaçada. Ainda está em construção, por isso não posso dizer muito mais, mas toco assuntos como a DPOC, o tabagismo, a solidão, o amor, a perda…
Quero dizer ainda - e só para terminar – que acho que o romance é como o ser humano… Nós somos isto, factualmente: uma máquina que não entendemos muito bem como funciona. E depois somos também aquilo; fascinantes na nossa forma de ver e de estar no mundo; tão fascinante que ninguém é igual a ninguém. E um romance é assim, é um livro; mas é a multiplicidade de dimensões que encerra, as histórias e historinhas de cada personagem, os enredos e subenredos, os detalhes que distinguem cada uma das personagens e que as caracterizam – e as suas bengalas – que o tornam um pedaço de magia incontornável. Um romance não é a essência da humanidade passada a papel, mas anda muito próximo disso; porque a literatura deve imitar – ainda que só q.b. – a realidade.
 
 
 
Espero que tenham gostado e não se esqueçam de se inscreverem no passatempo 
 
 
 
 
Bla bla bla
03
Out19

Vamos falar de...Marta, PJ Vulter

Passatempo: Oferta de livro


Bla bla bla

Descobri este livro e escritor por mero acaso.

Andava à procura de escritores que tivessem blogs e deparei-me com o blog do PJ Vulter, mesmo aqui em terras do Sapo.

 

Como sem vergonha que já sabem que sou , não tive qualquer pejo em entrar em contacto com ele para o convidar a participar nesta parceria comigo.  Felizmente ele aceitou, eu tive a oportunidade de ler o seu livro e um de vocês terá a sorte de o receber!

 

 

Sempre tive algum receio em ler livros de escritores que não conheço mas desde o inicio do ano que me propus a contrariar essa tendência e devo dizer que tem corrido bem e mais uma vez fui surpreendida pela positiva.

 

marta.png

 

Marta é a personagem que roubou a este livro  não só o título como também o protagonismo da estória, embora tenha falecido à 20 anos atrás. Mesmo assim confesso que gostaria de ter lido ainda mais acerca dela.

 

O livro é pequeno e antes ainda de chegar a meio pensei que tinha descortinado o final; enganei-me parcialmente já que o desfecho não é tão rocambolesco como a minha mente, habituada a finais inesperados dos romances de cordel, havia imaginado. 

 

A trama é viciante, lemos o livro num ápice com a sanha de saber o que afinal aconteceu a Marta, mas mesmo assim, eu gostaria de ter lido muito mais.

 

A principal crítica que tenho a apontar tem a ver com o desenvolvimento das personagens que acho que poderiam ter sido construidas mais ricamente, gostaria de saber mais pormenores das suas vidas, das suas personalidades, dos seus pensamentos.

 

 

Certamente irei ler todos  os livros que forem publicados deste escritor que me cativou com o enredo e com as palavras que tive o prazer de trocar com ele entretanto.

 

Em breve irei publicar uma "entrevista" muito breve que o escritor gentilmente aceitou fazer comigo e que recomendo vivamente, é um encanto "ouvi-lo falar" sobre os livros e sobre escrever.

Se quiserem saber mais sobre ele aconselho também que visitem (e sigam!) o blog dele ao qual podem aceder aqui.

 

 

E por esta altura, vocês já estão para aí a vociferar Mas como é que é que ganho o livro pah?! e portanto vamos ao que interessa.

À semelhança do passatempo anterior, para se habilitarem a esta maravilhosa oferta têm apenas de fazer comentário neste post a dizer: "Eu quero o livro Marta do PJ Vulter oferecido pela Bla, pelo PJ Vulter e pela Cool Books da Porto Editora".

Tão simples quanto isto.

Façam copy paste  para ser mais fácil

Serão aceites os comentários feitos até dia 13-10-2019 e o vencedor será anunciado aqui no blog no dia 14-10-2019.

Os comentários válidos serão numerados por ordem de entrada e depois será sorteado o nº através do sistema Random (https://www.random.org).

Boa sorte para todos os que decidirem concorrer!

 

 

Sinopse

Peixelim, verão de 1972. Todos se preparam para as festas da Vila e Teresa aguarda, ansiosa, o reencontro com os primos, Maria Alva e Rodrigo.

Teresa sempre viveu sob a sombra de Marta, a irmã que nunca conheceu, falecida 20 anos antes. Ao completar 16 anos, tudo piora. De repente, Marta parece ressuscitar para a atormentar ainda mais. Ela era uma assombração para toda a família, mas, inexplicavelmente, nunca se falava dela.

Toda a esperança de Teresa estava naquele alento que os primos lhe davam, nas festividades. Mas, nesse ano, nem eles conseguirão valer-lhe; Marta, e tudo o que ela significa - seja lá isso o que for -, está de regresso para atormentar a sua vida.

Marta leva-nos aos últimos tempos do Estado Novo e ao clima de suspeição e opressão reinantes. Este belíssimo romance retrata um modo de vida que para a maioria dos jovens de hoje nunca existiu, mas é parte da nossa História recente… E é bom lá voltar, de vez em quando, para sabermos dar valor à liberdade que temos.

 

 

Bla bla bla