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Vamos falar de... Bla bla bla

Vamos falar de... Bla bla bla

10
Set19

Vamos falar de...Devo-te a Felicidade, Sophie Kinsella

Passatempo: Oferta de livro


Bla bla bla

Sou fã da Sophie Kinsella. Comecei por ler a saga Shopaholic (Louca por Compras) e li todos os outros depois.

A quem viu o filme, deixo o apelo a que por favor não julguem os livros dela por esse filme que fica muito áquem da escrita dela.

 

 

Os livros da Kinsella são de leitura leve e sempre muito divertidos.

A escrita dela é muito fluída e conseguimos entrar facilmente na cabeça da personagem. Chega a ser caricato, porque vemos a personagem a meter-se em sarilhos e percebemos perfeitamente como é o raciocínio a levou lá. Faz sentido. Apetece-nos gritar "Nãaaaao! Não faças isso!" mas, percebemos o porquê das pesrsonagens agirem de determinada forma.

 

 

Os livros dela têm sempre a mesma linha ou base.

A personagem principal, meio trapalhona, e que acaba sempre por se ver envolvida em alguma espécie de imbróglio.

Há sempre uma paixão que à primeira vista parece improvável.

E no fim, acaba tudo por se resolver, ainda que nem sempre livre de consequências.

Contudo, nem por isso os livros dela se tornam aborrecidos e previsíveis, porque há sempre surpresas e situações inesperadas.

 

 

Se tivesse de definir os livros da Sophie Kinsella numa só palavra seria REFRESCANTE.

É impossível não rir com os livros dela.

 

 

Foi portanto o último livro desta escritora que eu escolhi para o meu primeiro passatempo em parceria com a LEYA e da qual já falei aqui.

 

Confesso que costumo ler os livros dela na versão original, em inglês, porque há muitos anos li um dos livros dela na versão portuguesa e odiei a tradução, que não correspondia de todo ao original e que me parecia adaptado para poder ser vendido em Portugal e no Brasil, para agradar ás duas variantes da língua Portuguesa.

Embora não possa atestar com toda a certeza porque confesso que não li este em versão PT, tive o cuidado de confirmar que a pessoa responsável pela tradução agora não é a mesma (nem a editora, btw) pelo que já não deverá haver este problema.

 

 

Eu comprei e li nas férias este:

iownu1.jpg

 

Para vocês tive o cuidado de arranjar a versão portuguesa:

 

felicidade.jpg

 

Em Devo-te a Felicidade conhecemos a Fixie, uma rapariga que tem a compulsão de ter tudo em ordem embora tenha bastante dificuldade em equilibrar a sua própria vida. Apesar de ela tratar dos problemas à sua volta, não consegue resolver os dela, acabando por acreditar que não merece mais do que já tem.

Fixei deixa-se ainda menosprezar pela família, mais em concreto pelos seus irmãos, e sente uma paixão platónica e tóxica por Ryan desde a adolescência.

 

Mas o inesperado acontece quando casualmente conhece Sebastian e lhe faz um favor, o qual gera uma sucessão de favores que ambos acabam por dever e pagar um ao outro.

 

É um livro que retrata muito as relações familiares (nem sempre fáceis) e que nos leva a pensar que às vezes a melhor ajuda que podemos dar aos outros é deixá-los aprender por eles mesmos.

 

 

Estão vocês a pensar "Ah e tal Bla bla, isso é muito giro e coiso, mas a gente quer saber é como é que temos o livro grátis!"

Vamos então ao que interessa: Tenho 1 livro para oferecer e para tal só tem de deixar um comentário neste post a dizer "Eu quero o livro Devo-te a Felicidade da Sophie Kinsella oferecido pela Bla e pela Quinta Essência da Leya".

Façam copy paste  para ser mais fácil

Serão aceites os comentários feitos até dia 20-09-2019 e o vencedor será anunciado aqui no blog no dia 23-09-2019.

Os comentários válidos serão numerados por ordem de entrada e depois será sorteado o nº através do sistema Random (https://www.random.org).

Portanto se querem este livro toca a comentar e boa sorte!

 

 

Adicionalmente e para a malta das redes sociais podem (e devem) ir à pagina do facebook aqui onde a editora costuma postar novidades e ofertas.

 

Se não conseguirem ser os felizes contemplados desta oferta mas quiserem comprar este livro também podem fazê-lo aqui.

 

 

Sinopse

Fixie Farr tem uma compulsão terrível: a de arranjar tudo… Seja a endireitar de um quadro, tratar de uma nódoa quase invisível ou auxiliar um amigo em apuros, ela é simplesmente incapaz de não agir. O mesmo se aplica ao negócio de família que gere com os irmãos, ainda que, em segredo, sinta por vezes que tudo recai sobre si. E quando um belo desconhecido lhe pede para ela olhar um instante pelo seu computador portátil, não é de admirar que ela diga que sim. Agradecido, Sebastian acaba por lhe rabiscar uma nota de dívida (que, evidentemente, ela não irá cobrar). Ou será que vai? É que Ryan, por quem Fixie tem um fraquinho, precisa de ajuda. E quem melhor do que Sebastian para o ajudar? Só que agora é ela que tem uma dívida para com ele e Fixie não está habituada a ver-se nessa situação. Após uma sucessão de notas de dívida, de favores insignificantes e ajudas preciosas… Fixie depressa dá por si dividida entre o passado confortável e o futuro que julga merecer. Terá ela coragem de "dar um jeito" à sua própria vida e lutar por aquilo que verdadeiramente quer?

 

 

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Bla bla bla

09
Set19

Vamos falar de...novidades

Passatempo


Bla bla bla

Provavelmente já não se lembram ou não prestaram a devida atenção, mas neste post aqui (pronto não vos obrigo a ir ler, vou já citar!) eu disse o seguinte:

"Os livros:

  • li os 6 a que comprometi e irei falar deles aqui no blog oportunamente e, quiçá , com novidades que aprazerão a todos a alguns.   "

 

Falei em novidades... ninguém com curiosidade para saber quais?!?

 

Não? Mas eu conto à mesma.

A verdade é que agora tenho uma editora parceira   e vocês é que ganham com isso.

Selo-Parceiros-Leya 2019.png

Ganhar? Como? (O quê nem importa não é seus gulosos?! Se é borla até posso estar a oferecer cascas de amendoins que vocês querem)

 

Obviamente que o podem ganhar são livros! Grátis!

 

Como? Não podem saber tudo de uma vez não é? Perdia a graça. Mas não se preocupem que estes meus passatempos à partida não hão-de implicar muito mais do que um comentário.

 

Deixo mais uma dica: o primeiro livro que vou oferecer  é um dos que li nas férias e dos quais ainda não fiz a resenha aqui no blog

 

 

Bla bla bla

 

 

 

05
Set19

Vamos fala de...A Arte de Caçar Destinos, Alberto S.Santos

#leiturasdeverão


Bla bla bla

artecaçardestinos.png

 

Já devem ter ouvido falar deste escritor que está na berra com os seus romances históricos. Eu nunca tinha lido nada dele e escolhi este para primeiro por ser um livro de contos.

 

São sete contos, supostamente inspirados em alguns factos reais, lendas e crendices tradicionais depois fabulados pelo autor.

 

 

Quando comecei o primeiro Correr o Fado comecei a ficar ligeiramente irritada porque estava a enrolar muito para se descobrir o que era o Fado afinal. A linguagem utilizada não me soava bem,  parecia demasiado forçada.

O desenrolar da estória e dos acontecimentos parecia inverossímil e sem sentido. 

Chegou ao fim e não gostei.

 

 

Seguiu-se o Génio do Candil e comecei a ver a minha vontade de leitura a andar para trás.

Parecia mesmo uma fábula, daquelas que lemos na escola quando somos crianças. Com a moral da estória e tudo.

Era uma lenda, cheia de disparidades, sem nexo nenhum, e que dificilmente algum adulto acreditaria que pudesse eventualmente ter acontecido.

 

 

A partir daí e com o Dono do mastro, a Maria Carriça, a sombra da Deusa e filha da Viúva  a coisa melhorou, lá fiz as pazes com o livro e a leitura tornou-se mais aprazível.

Estes contos têm alusões a Bruxas e talvez por isso tenha gostado mais que já sabem que gosto de ler acerca das minhas comparsas  

 

 

No final onde o Rio acaba deixou-me desiludida em especial porque me parece que este conto não tem qualquer fundamento que não o da imaginação do autor.

 

Resumindo e baralhando, o livro é interessante embora gostasse que o autor tivesse indicado exatamente o quê era imaginado por ele e o quê fazia parte de alguma lenda ou facto histórico.

Hei-de recomendá-lo e emprestá-lo a pessoas amigas que sei que gostam do género.

 

Fiquei curiosa para ler pelo menos um dos romances históricos dele, talvez as Amantes de Buenos Aires que me parece deveras interessante.

 

 

Sinopse

Sete inquietantes histórias inspiradas no imaginário da tradição portuguesa.
O sete significa a perfeição e a abertura ao desconhecido. Os olhos de Deus e as cabeças do Diabo. É este o místico número de histórias narradas em A Arte de Caçar Destinos, onde vidas normais são perturbadas pelo inexplicável e sobrenatural.
Alberto S. Santos capta neste livro a essência da alma portuguesa que se preserva na tradição oral, nas festas dos ciclos agrários, nas práticas mágico-religiosas, onde o sagrado e o profano se unem para a salvação das almas.
Entre de mansinho neste sedutor jogo de sombras, maldições ancestrais, poções mágicas, vidas interrompidas e caçadores de fados, e descubra o seu próprio destino. Nem sempre a vida é o que parece. Nem sempre está completamente nas nossas mãos.
Com Prefácio de Fernando Alves e Posfácio de Germano Silva

 

Imagem daqui

 

 

Bla bla bla

04
Set19

Vamos falar de...Os três casamentos de Camilla S., Rosa Lobato Faria

#leiturasdeverão


Bla bla bla

 

3casamentos.jpg

 

Umas das muitas qualidades que aprecio nos livros da RLB é que as estórias são sempre verosímeis e roçam tanto a realidade que nos esquecemos que estamos a ler ficção, que aquela pessoa que nos está a narrar não existe, que aquelas vidas são inventadas.

 

 

O titulo não engana, este livro relata a vida de Camilla que, ao longo da sua vida, se casou três vezes.

São 90 anos de uma vida de encontros e desencontros, amores e desamores, felicidade e lágrimas, encontros e perdas.

 

A Paca tornou-se a minha imaginária, se eu tiver um anjo da guarda é tal e qual como a ela que imagino.

 

 

Leiam Rosa Lobato Faria! Não se vão arrepender!

 

 

Sinopse

Aos noventa anos de vida, Camilla decide percorrer os seus diários e contar as suas memórias. A sua história é a de uma mulher que, ainda que às vezes de longe, viu o tempo e os atos mudarem o mundo.

É também a história dos seus três casamentos e do seu único amor. A vida de Camilla é feita de iguais medidas de alegria e desespero.

A sua memória é a de uma jornada de crescimento, desde a inocente casada demasiado cedo à mulher que amou e sofreu e viveu uma vida completa. E a voz de Camilla é fascinante, tal como o é o percurso da sua vida.

É a autobiografia de uma velha senhora que aos noventa anos decide contar a sua vida, incluindo o que ela possa ter de inconfessável. Desde os ambientes à narrativa (que atravessa quase um século de história ) estamos perante um livro adequadamente romântico.

 

 

Imagem daqui

 

 

Bla bla bla

 

 

03
Set19

Vamos falar de...A Terra da Bruxa, Casimiro Ramos

#leiturasdeverão


Bla bla bla

TERRABRUXA.jpg

 

Sou um bocado avessa a ler livros desta editora (imagino que percebam o porquê) mas ando numa de me contrariar, de fazer coisas que não faria, de me livrar de preconceitos, e decidi aplicar essa filosofia também aos livros.

 

 

Este livro é muito pequeno, tem 90 páginas, letras enormes, alguns desenhos como ilustrações. Lê-se em pouco mais de uma hora.

 

 

Saber que a "Bruxa d'Arruda" realmente existiu aguçou a minha curiosidade.

Mas eis que começo a leitura... e ficou muito aquém das expectativas. Esperava que estivesse mais "romanceado".

O enredo é muito fraco, mal construído, falta muita base, muito conteúdo.

As interjeições são péssimas, o discurso não é fluído nem adequado.

Chegando ao fim, ficamos exatamente na mesma como começamos. Não tem estória com profundidade para nos tocar, não tem conhecimentos suficientes para nos ensinar, não tem magia para nos tornar crentes.

 

 

Nem todos os autores são escritores, nem todos os livros são obras.

 

 

Sinopse

Esta obra baseia-se na lenda da “Bruxa d´Arruda” e, através dela é descrita uma história fictícia que integra antigas práticas das curandeiras populares.

Em simultâneo é feito o enquadramento dos acontecimentos nos inícios do século XX, com a descrição de hábitos e trabalhos rurais dessa época.

Assim, para além de constituir um conto para crianças, através de uma viagem mística, a obra pode também ser lida como um manual com receitas e curas populares e ainda como um abrir de recordações de hábitos e costumes que os mais idosos viveram

 

 

Imagem daqui

 

 

Bla bla bla

02
Set19

Vamos falar de...Todos os Nomes, José Saramago

#leiturasdeverão


Bla bla bla

Saramago é o mestre e gosto muito dos livros deles... contudo só me lembro dele quando me aborreço das leituras corriqueiras, quando o banal me começa a enfadar e os neurónios começam a ansiar por uma obra prima com mais conteúdo e substância.

 

 

Fico sempre abismada e surpreendida ao ler um livro dele porque me parece impossível que consiga escrever à velocidade do pensamento e do raciocínio. Acham que é fácil? Não é!

Quando escrevemos ouvimos as palavras na cabeça mas depois, ao transpô-las para o papel (ou teclado não é?!) pensamos mais devagar, o cérebro tende a focar-se mais na semântica, na métrica, na leis da gramática, na sonoridade, no sentido.

Ao passo que quando simplesmente pensamos as palavras surgem na cabeça a uma velocidade vertiginosa, nem sempre completas, nem sempre são precisas todas as palavras para pensar, a ideia está lá, é possível até visualiza-la, salta, muda, transforma-se e não se deixa domar nem aprisionar num texto escrito com palavras.

 

Mas ao ler Saramago sinto-me como se estivesse dentro da cabeça dele, a ouvi-lo.

 

 

todososnomes.png

 

Todos os Nomes é um livro que curiosamente não tem nome nenhum; o único nome que aparece no livro é José que pode ser encarado como todos os nomes ou nome nenhum, um não-nome.

José é um funcionário da Conservatória do Registo Civil que faz coleção de recortes sob a vida de uma centena (ou um pouco mais) de celebridades, nas quais inclui ainda a ilícita cópia da ficha do registo civil.

Um dia, por lapso, traz no meio das fichas das celebridades a ficha de uma desconhecida.

Começa então a sua busca por mais informações acerca da vida dessa mulher, a qual lhe vai trazer algumas aventuras e o vai obrigar a quebrar as suas rotinas.

 

Não sei se ficou implícito ou se fui eu que depreendi, mas eu fique com a ideia que a busca em si, e sem que ninguém tenha consciência, acaba por influenciar não só quem procura mas também a vida da desconhecida que é procurada, bem como o desfecho da estória.

 

 

É Saramago, uma leitura que não agrada a todos mas que me agradou muito a mim. 

 

 

 

Sinopse

O protagonista é um homem de meia-idade, funcionário inferior do Arquivo do Registo Civil. Este funcionário cultiva a pequena mania de colecionar notícias de jornais e revistas sobre gente célebre. Um dia reconhece a falta, nas suas coleções, de informações exatas sobre o nascimento (data, naturalidade, nome dos pais, etc.) dessas pessoas. Dedica-se portanto a copiar os respetivos dados das fichas que se encontram no arquivo. Casualmente, a ficha de uma pessoa comum (uma mulher) mistura-se com outras que está copiando. O súbito contraste entre o que é conhecido e o que é desconhecido faz surgir nele a necessidade de conhecer a vida dessa mulher. Começa assim uma busca, a procura do outro.

 

 

Imagem daqui

 

 

Bla bla bla

02
Ago19

Vamos falar de...leituras de verão


Bla bla bla

IMG_20190801_162946.jpg

 

Estes vão comigo nas férias... e não sei se chegam!

 

 

São todos para leituras novas, exceto um e só um que é para (re)leitura; conseguem advinhar qual? É bom que sim, por esta altura já me conhecem!

 

Quando voltar de férias venho cá escrever sobre todos.

 

 

Boas férias para quem vai de férias, bom regresso a quem volta e muita força para quem ainda tem de esperar.

 

 

Bla bla bla

30
Jul19

O Diabo, o Relojeiro e a Máquina dos Sacrifícios, Michael Marshall Smith


Bla bla bla

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Encontrei este livro por acaso.

A capa captou a minha atenção, o título deixou-me curiosa e a sinopse intrigou-me.

Estava com 60% desconto e era o último disponível na loja pelo que decidi comprá-lo.

 

 

Hannah Green é uma menina cujos pais estão a passar por uma separação, razão pela qual ela vai passar uns dias com o seu avô.

Juntos, avô (que é o relojeiro) e  neta,  embarcam numa aventura: o pai de Hannah desaparece misteriosamente pelo que vão à sua procura mas, ao mesmo tempo, vêem-se obrigados a ajudar o Diabo em pessoa para reparar a máquina dos sacrifícios a qual transforma em energia as más ações e a envia para o Inferno (imaginem se as energias negativas não fosse para o Inferno e ficassem neste mundo).

 

Ao lê-lo as minhas expectativas  quanto ao desenrolar da estória foram desvanecendo; o livro tinha demasiada fantasia para mim.

 

Pelo caminho, conhecemos alguns demónios engraçados (há um demónio responsável pelo azar, outro que faz com que as coisas desapareçam e apareçam em lugares inusitados...) mas mesmo estas personagens e os seus poderes podiam ter sido melhor desenvolvidos.

 

 

Acho que este escritor é daqueles que escreve os livros a imaginá-los como filmes e, realmente, acho que como filme esta estória funcionaria melhor (Michael Marshall Smith é também o autor do livro The Intruders que foi adaptado em série televisiva).

 

 

Esperava mais, muito mais, mas não deixa de ser um livro interessante.

 

 

Sinopse

Autor vencedor do British Fantasy Award e do Phillip K. Dick Award Imagine, caro leitor, a oficina de um relojoeiro. Imagine ainda que esta história se passa num mundo banal e que o relojoeiro é, também ele, um homem normal… com um talento extraordinário. Até ao dia em que alguém entra na oficina com o mais invulgar dos pedidos: uma máquina para converter a maldade do mundo em energia. Quem (pergunta-se o leitor) quererá esta bizarra extravagância? Ora, ninguém mais do que o próprio Diabo… Que, como se sabe, tem formas muito persuasivas de obter o que deseja. Passaram-se séculos, e o Diabo e a sua máquina estão a ter problemas. É então que, acidentalmente (embora se suspeite de uma certa influência maligna), a pequena e ingénua Hannah Green é arrastada para uma tenebrosa aventura maquinada pelo Diabo. Preste bem atenção, estimado leitor, pois aqui começará também a sua história, num mundo onde as aparências enganam e as coincidências não existem.

 

 

Imagem daqui

 

 

Bla bla bla

26
Jul19

Vamos falar de...O Quarto Mágico, Sarah Addison Allen


Bla bla bla

 

Mais um livro da Sarah Addison Allen.

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Já só me faltam ler dois e reler um, para ter tudo lido desta escritora.

Isto em português, depois ainda tenho de investigar se ela terá outros títulos que não estejam editados cá.

 

 

Este Quarto Mágico eu vi logo onde ia dar.

Li tantos romances de cordel e policiais com reviravoltas supostamente inesperadas que já conto com isso mesmo, com o improvável.

 

 

Este livro fala-nos de Josey, Della Lee e Chloe e da ligação que nasce entre elas.

Não falta aquele toquezinho mágico a que escritora já nos habituou.

Uma coisa que gostei muito foi o facto de esta estória mostrar que por vezes alguém que consideramos uma "má influência" se pode revelar a melhor influência nas nossas vidas.

 

 

Gostei mais de O Jardim Encantado  mas não quero com isso dizer que não gostei deste. Gostei muito!

 

 

Sinopse

Josey Cirrini tem a certeza de apenas três coisas na vida: O Inverno é a sua estação preferida; está perdidamente apaixonada; e um doce sabe muito melhor quando degustado na privacidade do seu esconderijo secreto. Enfrentando uma vida triste, o seu único consolo é a sua pilha de doces e romances a que se entrega todas as noites… Até que descobre que no roupeiro se esconde nada mais nada menos que Della Lee Baker. Fugindo a uma vida de má sorte, Della Lee decide ajudar Josey a mudar de vida. E, em breve, a jovem renunciará às guloseimas e descobrirá que, mesmo sem elas, a vida pode ser doce.
Influenciada põe Della Lee, Josey trava amizade com Chloe Finley, uma jovem que é perseguida por livros que surgem inexplicavelmente nos mais variados lugares e com uma resposta para quase tudo.
À medida que Josey se atreve a sair da sua casca, descobre um mundo onde a cor vermelha tem um poder surpreendente e o amor pode surgir em qualquer altura. E isso é só o início…
Terna e com um toque de magia, esta é uma história encantadora sobre a amizade e o amor - e sobre as surpreendentes e mágicas possibilidades que cada novo dia nos reserva.

 

 

Imagem daqui

 

 

Bla bla bla

18
Jul19

Vamos falar de...Filho da Mãe, Hugo Gonnçalves


Bla bla bla

Não gosto de ler livros autobiográficos porque sinto que por muito que contem falta sempre qualquer coisa.

Não gosto de livros autobiográficos relacionados com perdas porque embora reconheça que possam ser catárticos para quem os escreve, são devastadores para quem os lê.

 

 

Acho que o primeiro do género que li foi o Paula da Isabel Allende.

Ao lê-lo senti que me estava a infiltrar num sitio privado que não me pertencia mas mesmo assim era impossível não me imiscuir.

Chorei pela mãe e chorei pela filha.

 

 

 

filhomae.jpg

 

Em Filho da Mãe Hugo Gonçalves inicia uma viagem, principalmente interna, relacionada com o luto pela morte da sua própria mãe quando ele era ainda uma criança.

Acho que pouca coisa há que seja mais pessoal do que o luto de cada pessoa, por isso também ao ler este livro me senti constantemente como uma intrusa.

 

Na minha vida conheci três pessoas que perderam um dos progenitores quando ainda eram crianças:

  • A Joana tinha 9 anos quando perdeu a mãe. Na escola a professora contou-nos e pediu-nos para sermos simpáticos com ela. Que eu saiba nunca ninguém falou com ela, nunca ninguém lhe perguntou como se sentia, como estava... nada. Era um assunto tabu... Com 9 anos o que poderíamos dizer?
  • O André ficou sem pai com 13 anos. Ficou mais irascível e isolava-se com frequência. Amadureceu mais cedo do que os colegas com a mesma idade e começou a preferir as amizades femininas ao invés das masculinas. Hoje, com 34 anos, diz que não quer ter filhos. Quando lhe perguntei porquê a sua resposta foi pronta "E se eu morro?". Acredita piamente que se tiver filhos vai morrer mais cedo.
  • A Mariana tinha 11 anos quando a minha tia morreu vitima de doença prolongada. Foi uma outra prima mais velha, comigo de um lado e outra prima do outro, a quem coube as palavras: ""Sabes que a tua mãe estava a sofrer não sabes? Que estava muito doente e cansada? Agora a mãe está num sitio melhor, já não sofre mais." Nessa mesma noite, a minha prima confessou-me que não conseguia chorar. Ela tinha chorado copiosamente toda a tarde, por isso pensei que ela estivesse a dizer que não conseguia chorar mais. Ela explicou-me que não, que chorara a pensar em outras coisas tristes, e não a pensar que a mãe tinha morrido. Só anos mais tarde percebi que com onze anos não temos a noção da imensidão da perda. 

 

Tocou-me que o Hugo Gonçalves tenha sabido da morte da sua mãe com uma variante muito semelhante desta frase.

 

Tal como ele fazia em criança, ainda eu hoje quando vou a casa da minha avó fico na expectava de que a vou encontrar. Ou ter por menos um vislumbre do espectro dela.

E percorro toda a casa, com uma desilusão crescente ao perceber que não vou encontrá-la.

 

Se eu pisar só os quadrados do mosaico do chão, sem pisar as linhas...

 

 

Sinopse

Perto de fazer quarenta anos, Hugo Gonçalves recebeu o testamento do avô materno dentro de um saco de plástico. Iniciava-se nesse dia uma viagem, geográfica e pela memória, adiada há décadas. O primeiro e principal destino: a tarde em que recebeu a notícia da morte da mãe, a 13 de Março de 1985, quando regressava da escola primária.

Durante mais de um ano, o escritor procurou pessoas e lugares, resgatando aquilo que o tempo e a fuga o tinham feito esquecer ou o que nem sequer sabia sobre a mãe. Das férias algarvias da sua infância aos desgovernados anos de Nova Iorque, foi em busca dos estilhaços do luto a cada paragem: as cassetes com a voz da mãe, os corredores do hospital, o colégio de padres, uma cicatriz na perna, o escape do amor romântico, do sexo e das drogas ou uma roadtrip com o pai e o irmão.

Esta é uma investigação pessoal, feita através do ofício da escrita, sobre os efeitos da perda na identidade e no caráter. É um relato biográfico —tão íntimo quanto universal —sobre o afeto, as origens, a família e as dores de crescimento, quando já passámos o arco da existência em que deixamos de fantasiar apenas com o futuro e precisamos de enfrentar o passado. É também, inevitavelmente, uma homenagem à figura da mãe, ineludível presença ou ausência nas nossas vidas. Sem saber o que iria encontrar na viagem, o autor percebeu, pelo menos, uma coisa: quem quer escrever sobre a morte acaba a escrever sobre a vida.

 

 

Imagem daqui

 

 

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17
Jul19

Vamos falar de...A Alma Trocada, Rosa Lobato Faria


Bla bla bla

Um escritor escreve sobre aquilo que conhece. A imaginação de uma realidade desconhecida fica sempre aquém.

 

O que me leva a pensar que vida terá vivido a Rosa Lobato Faria? Que pessoas se terão cruzado consigo e lhe terão emprestado as suas estórias? Que sonhos e pesadelos lhe terão assomado a inspiração?

Nos seus livros podemos encontrar pessoas do campo, aristocratas, navegadores, assassinos, lésbicas, artistas de circo, irmãos incestuosos, homens violentos e mulheres perdidamente apaixonadas e agora, a estória de Teo (Teófilo) que é homossexual e acredita ter nascido com a alma trocada. 

 

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Neste livro vemos que não são só as mulheres que se deixam apanhar no desvario da paixão, do amor carnal que nos desencaminha da calmaria pacifica de um lago sereno para o turbilhão do mar agitado.

 

 

Fala também da família, não da que se nasce, mas daquela que se escolhe e que, embora careça em laços de sangue, sobeja em laços de amor e do coração.

 

 

Sinopse

É um lugar comum dizer-se que determinada orientação sexual não é uma escolha, porque, se fosse, ninguém escolheria o caminho mais difícil. Foi esse caminho mais difícil que Teófilo teve de percorrer, desde a incompatibilidade com os pais, aos desencontros dentro de si próprio, chegando mesmo a acreditar que alguém lhe tinha trocado a alma...
Rosa Lobato de Faria aborda, desta vez, um tema diferente - o tema da homossexualidade masculina -, num romance que, mantendo embora o tom poético que sempre tem caracterizado as criações da autora, se arrisca por caminhos até aqui pouco explorados na ficção portuguesa.

 

 

Imagem daqui

 

 

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16
Jul19

Vamos falar de...Não seguidora oficial mas fã


Bla bla bla

Escrevo este post com os olhos marejados em lágrimas... não é preciso muito para que tal aconteça, sou uma chorona, dão-me um carinho e fico logo emocionada.

 

 

Já fiz mais de uma dezena de posts sobre os livros que vou lendo e relendo, e sejamos sinceros, não têm grande sucesso nem valem grande coisa. Gostava de fazer um resumo dos livros mas não quer ser spoiler, portanto limito-me a falar um pouco sobre eles, partilhar as minhas impressões.

 

Até agora, com exceção da "Maria" (lembram-se da "Maria"? falei dela aqui e ainda hoje me pergunto se não terá sido algum engraçadinho desse lado a querer fazer de mim parva ) achava que não havia uma só pessoa que tivesse lido um livro do qual falei. Nem uma só. Até posso despertar curiosidade mas leitura efetiva ZERO.

 

Mas eis que afinal anda por aqui uma menina que anda  ler exatamente o mesmo que eu!

Não imaginam o quanto fiquei contente com este email.

 

email.jpg

Ganhei uma fã, uma amiga com quem partilhar esta paixão que me consome.

 

Bla bla bla

 

16
Jul19

Vamos falar de...A Magia das Pequenas Coisas, Sarah Addison Allen


Bla bla bla

Lembram-se de O Jardim Encantado do qual falei aqui? A estória continua, dez anos depois, nesta sequela A Magia das Pequenas Coisas.

 

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Desta vez, a personagem principal é agora adolescente Bay, filha de Sidney, embora tanto a Sidney e Claire se mantenham como personagens centrais. 

A Evanelle também continua a oferecer os seus objetos que acabam inevitável e misteriosamente por se tornar úteis em algum momento próximo.

 

Este livro é independente e pode perfeitamente ser lido em separado do outro.

Na verdade, isso foi o que menos gostei. Achei este livro muito repetitivo por estar sempre a relembrar pormenores do livro anterior.

Acho que o anterior também tem mais fluidez.

 

A vida é um circulo, já se sabe, e a estória tende a repetir-se. Mas as pessoas não são as mesmas, antevendo-se, portanto, um desfecho diferente.

 

Gostei também da ideia de uma pessoa conseguir adquirir a magia pelo contacto, pela convivência, pelo coração. Que a magia seja transmitida não apenas pela hereditariedade de um nome e do sangue. 

 

Fiquei com a sensação  que este livro também vai ter continuação e espero mesmo que assim seja, pois esta personagens já ganharam um lugar no pequenino espaço do meu coração que gosta de estórias com finais felizes e sabor de pão de figos e pimenta.

 

 

Sinopse

Por detrás das sebes de um jardim encantado, está aninhada a casa da família Waverley. As mulheres que a habitam são herdeiras de um legado mágico: a macieira, que produz frutos proféticos, e as flores comestíveis, com os seus poderes únicos. Mas algo se passa ultimamente. Uma estranha inquietude parece invadir tudo e todos.

A discreta Claire tem um novo negócio. Inspirada pelo jardim, ela produz doces artesanais em que usa a lavanda para atrair a felicidade, as rosas para reconquistar os amores perdidos, a lúcia-lima para acalmar a garganta e o espírito… E o sucesso destas guloseimas é tanto que ameaça afastar Claire das pessoas e da vida que tanto ama. A rebelde Sydney anseia apenas por um novo começo... e um novo bebé.

Mas as tentativas têm sido vãs. A sua alegria de viver perde um pouco de brilho a cada dia que passa. A "pequena" Bay, agora uma adolescente, acabou de declarar o seu amor pelo rapaz errado. Apenas Evanelle continua a dar às pessoas exatamente aquilo de que precisam…

E quando um misterioso forasteiro chega à cidade e desafia a essência da própria família, cada uma destas mulheres terá de fazer escolhas difíceis e inesperadas.

 

 

 

Imagem daqui

 

 

 

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01
Jul19

Vamos falar de...A Estrela de Gonçalo Enes, Rosa Lobato Faria


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Este é mais um dos romances históricos da Rosa Lobato Faria, também ele sobre um marinheiro português que de facto existiu na realidade, Gonçalo Enes.

 

Se tivesse de escolher entre A Estrela de Gonçalo Enes e A Flor de Sal (podem ver aqui) escolheria o segundo, porque o Afonso Sanches mexeu mais comigo e gostei mais da construção e do paralelismo.

Contudo, recomendo para quem gosta de romances históricos mais leves.

 

Sinopse

Trata-se de uma obra leve e descontraída sobre a vida e aventuras de dois personagens quase esquecidos da História de Portugal, mais especificamente da Época das Descobertas. São personagens reais se bem que quase todo o enredo seja ficcionado.

Gonçalo Enes ficou na História pela descoberta das grutas de Tassili N’Ajjer.
Trata-se de um jovem órfão de pai, nascido e criado na aldeia algarvia de Bensafrim.
Encantado pela estrela Sirius, que o ilumina e encanta durante toda a vida, o jovem Gonçalo, desiludido por um amor impossível, abre o seu destino às incríveis aventuras do Império que El-rei D. Afonso sonhava construir.
Pelas aldeias indígenas de África, pelas cidades encantadas de Marrocos, pelas areias misteriosas do deserto, Gonçalo leva consigo o espírito de aventura e coragem que transformou este pequeno país num mundo inteiro de esperança e riqueza.

Fica, desta "estória", o encanto de um tempo ido, em que a pobreza se enganava com grandes sonhos, do tamanho do Império. Um livro belo e fresco, descontraído, sem ambições mas que encanta pela extraordinária simplicidade e singeleza da escrita de Rosa Lobato Faria.
Gonçalo, mal-amado e desprezado, vive no sonho, mas um sonho que o faz feliz. A amizade, a camaradagem, a fidelidade ao sonho são valores que fazem dele um herói, mesmo que esquecido pela História, como tantos outros que, anonimamente, construíram as páginas mais brilhantes da nossa história.

 

 

 

imagem daqui

 

 

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28
Jun19

Vamos falar de...O Jardim Encantado, Sarah Addison Allen


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Ainda só havia lido um livro desta escritora à muitos, muitos anos. Sabia portanto que me esperava um livro leve com o seu "Q" de magia. Não me desiludiu.

Na verdade, ando agora numa ânsia para comprar o livro que se segue de continuação desta estória.

 

Não é uma grande obra literária mas é daqueles livros que não nos obrigam a pensar muito, a estar concentrados embora nos envolva. A trama é previsível obviamente mas o realismo mágico é a minha praia e portanto este livro agradou-me muito.

 

Apaixonei-me pelas mulheres da família Waverly e ganhei um carinho especial à Evanelle.

 

Comprei a edição de bolso que custa €7,50 sendo que em promoção e com vales de descontos consegui arrebatá-lo por pouco mais de €5.

 

Alguém por aí que já tenha lido algum livro desta escritora?

 

 

Sinopse

Num jardim escondido por trás de uma tranquila casa na mais pequena das cidades, existe uma macieira e os rumores que circulam dão conta de que dá um tipo muito especial de fruto. Neste encantador romance, Sarah Addison Allen conta a história dessa árvore encantada e das extraordinárias pessoas que dela cuidam...

As mulheres da família Waverley são herdeiras de um legado mágico — o jardim familiar, famoso pela sua macieira, que produz frutos proféticos, e pelas suas flores comestíveis, imbuídas de poderes especiais que afetam quem quer que as coma.

Proprietária de uma empresa de catering, Claire Waverley prepara pratos com as suas plantas místicas — desde as chagas que ajudam a guardar segredos até às bocas-de-lobo destinadas a desencorajar intenções amorosas. Entretanto, a sua idosa prima Evanelle é conhecida por distribuir presentes inesperados cuja utilidade se torna mais tarde misteriosamente clara. São elas os últimos membros da família Waverley — com exceção da rebelde irmã de Claire, Sydney, que fugiu da cidade há muitos anos.

Quando Sydney regressa subitamente a Bascom com uma filha pequena, a tranquila vida de Claire sofre uma reviravolta, bem como a fronteira protetora que erigiu tão cuidadosamente em redor do seu coração. Juntas uma vez mais na casa onde cresceram, Sydney reflete sobre tudo o que deixou para trás ao mesmo tempo que Claire se esforça por sarar as feridas do passado. E em pouco tempo as irmãs apercebem-se de que têm de lidar com o seu legado comum para viverem as alegrias do futuro que se anuncia.

Encantador e pungente, este fascinante romance irá, seguramente, enfeitiçar o leitor.

 

 

imagem daqui

 

 

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27
Jun19

Vamos falar de...Os Linhos da avó, Rosa Lobato Faria


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Já devem estar fartinhos que eu escreva sobre os livros da Rosinha mas como bem sabem estou numa demanda para os reler a todos e portanto temos pena, ainda não acabei, e não vai ficar por aqui.

 

Este livro é um livro de contos dispersos. Tenho uma relação de amor-ódio com os contos porque há alguns que sim aquilo chega bem para a mensagem que se quer transmitir, mas outros há em que uma pessoa fica a ansiar por mais, quer saber o que vem antes, o que virá depois, conhecer melhor este ou aquele personagem.

 

Portanto é com cautela que recomendo este livro.

Mais, para quem nunca leu nada da Rosa Lobato Faria por favor não comecem com este que não tem para mim o suficiente para nos apaixonarmos.

 

 

Sinopse

Tal como a avó da história, que arrecadava os linhos em armários esquecidos e os perfumava com maçãs, também Rosa Lobato de Faria pegou nos textos guardados na gaveta, sacudiu-lhes algum perfume de nostalgia e decidiu juntá-los neste livro, para gáudio dos seus numerosos e fiéis leitores. São 21 histórias que nos falam quase sempre de mulheres: dos seus amores, das traições, da sua perseverança, do seu combate por uma dignidade negada e reprimida. Mas que nos falam também dos homens que estão ao seu lado, da vida dos casais, da sexualidade, da paixão e do ciúme.

 

Imagem daqui

 

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18
Jun19

Vamos falar de...A Flor do Sal, Rosa Lobato Faria


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Como já devem ter percebido eu devoro os livros desta senhora.

Fico consumida, agarrada, viciada, sem vontade de ler mais nada que não as suas estórias que me parecem a mim ser tocadas por alguma espécie de varinha de condão.

 

Neste livro é contada a a estória de Afonso Sanches, navegador português (que de facto existiu) e da escritora que escreve a sua estória Guiomar e de seu irmão gémeo Lourenço

.

Os capítulos vão alternando ora na estória de um ora na estória de outro, entrelaçados entre si.

 

Não sei dizer de qual das estórias gostei mais, qualquer uma das duas me toca profundamente.

 

Fico infindavelmente triste quando acabo de (re)ler mais um dos livros dela e sem vontade de ler outro qualquer.

Felizmente tenho mais um, depois desse não sei o que vou ler porque não tenho vontade de ler mais nada...

 

 

Sinopse

Entre a História e a atualidade, os mistérios do amor e da morte.

"A Flor do Sal" fala-nos da construção de um livro sobre um marinheiro do século XV e sobre o episódio de que ele foi protagonista.
Esse pescador de Cascais, Afonso Sanches (que efetivamente existiu), mais tarde baleeiro e por fim piloto de uma expedição que buscava a Índia a Ocidente, chegou casualmente às costas da América em 1481 (onze anos antes de Colombo) e disso deu notícia ao rei D. João II. Porém, o rei pediu-lhe silêncio sobre o seu achamento, por estar em vias de elaboração o Tratado de Tordesilhas.
Mais de quinhentos anos depois, uma escritora aproveita este facto histórico para elaborar a sua própria ficção – e a sua história cruza-se com a de Afonso Sanches, num romance sobre os mistérios da criatividade, do amor e da morte.
"A Flor do Sal" vem confirmar a maturidade literária de Rosa Lobato de Faria e impô-la como um nome incontornável da nossa mais moderna ficção.

 

 

 

A imagem acima é daqui

 

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17
Jun19

Vamos falar de...Diário de um fumador, David Sedaris


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Confesso que não sei ao certo o que me levou a comprar este livro. Se o título, se a capa, se o autor (que já conhecia e que é engraçadíssimo), se a sinopse, se o preço... se a junção de todas estas coisas ou se nenhuma delas...

 

Demorei um pouco a lê-lo porque não me entusiasmou tanto quanto esperava.

Apenas um capitulo me fez dar uma pequena gargalhada, nos outros apenas um esboço de sorriso.

 

Também não é grande ajuda caso o pretendido seja procurar ânimo para deixar de fumar.

Não é que incentive mas também não motiva.

 

 

Sinopse

O que faz de David Sedaris o homem mais divertido do mundo? Bom, como muitos de nós, tem um quotidiano cheio de pequenas bizarrias e acontecimentos cómicos; mas, no caso dele, o bizarro torna-se cada vez mais bizarro e o cómico chega ao puro absurdo. Quer saber como é que o homem mais divertido do mundo passa os seus dias? Bom, já foi fumador, já fez um estágio numa morgue, já teve a sua casa de campo invadida por pássaros, já andou de táxi com um condutor obcecado por sexo fetichista, já ofereceu um esqueleto (verdadeiro) como presente de anos, já fez corridas de natação com uma mulher com síndrome de Down…

Depois de tudo isto, que experiência bizarra e inaudita lhe faltava enfrentar? Apenas uma; uma das experiências mais traumáticas e marcantes que alguém pode alguma vez enfrentar: deixar de fumar…

 

 

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06
Jun19

Vamos falar de...feira do livro #2


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#2 - A segunda visita

 

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Hoje com o tempo assim para o farrusco, não havia tanta gente, pelo que a minha visita foi muito mais agradavél.

 

Tenho um orçamento limitado mas este tinha de o comprar porque online se encontra esgotadissimo.

 

Como podem ver pela foto acima comprei Os Linhos da Avó de Rosa Lobato Faria, e assim que o (re)ler e terminar  venho cá falar-vos mais dele.

O preço dele é € 5,95 mas com o desconto ficou a € 4,90. Gastei menos de € 5,00 por um livro que sei que vou gostar, acho que me portei muito bem.

 

Falta-me encontar lá perdido A Alma Trocada ,também da Rosa, uma vez que se encontra esgotado em todo o lado.

Se o encontrarem por lá venham cá dizer-me onde está por favor!

 

 

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31
Mai19

Vamos falar de... Levaram Annie Thorne, C. J. Tudor


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Não costumo ler este género de livros. Entenda-se, best sellers e top's de vendas que vejo serem "papados" por toda a gente nos transportes. Geralmente fujo deles a sete pés.

 

Não comprei este livro, foi-me emprestado por uma colega com a garantia de que eu ia gostar. Só que não. Ou mais ou menos...

 

O livro é um thriller, meio policial, contando pelo personagem Joe Thorne, professor de profissão, que regressa à sua terra natal para após receber um email misterioso "Sei o que aconteceu à sua irmã. Está a acontecer de novo."

 

Com apenas 8 anos, a sua irmã Annie havia estado desaparecida por 48 horas até que é encontrada mas, qualquer coisa nela havia mudado, já não era a mesma menina e os muitos dos seus comportamentos eram assustadores.

 

Na minha opinião o livro lê-se bem, vamos descortinando a pouco e pouco o que se passou, não é maçudo mas também não se pode dizer que seja empolgante.

Gostaria de ter lido mais sobre Annie, sobre o que aconteceu depois. São poucas as passagens que não são assim suficientes para criar o clima de terror e medo prometido.

 

A trama é um pouco rebuscada, como é normal neste género, mas não é mesmo assim das piores.

 

A reviravolta que a escritora quis fazer no fim, o famoso twist, é que deixou muito a desejar.

Sei que a maior das pessoas adora estes inesperados reversos. Eu também gosto mas quando fazem sentido, quando são pensados e trabalhados em condições. Este só acontece no último capitulo, em cerca de 5 páginas, muito curto, desconexo, desenxabido, parece que foi feito em cima do joelho.

 

É um livro que se lê bem, recomendo a quem goste deste género de mistérios, é engraçado sem ser espetacular.

 

 

Sinopse

Naquela altura…

Uma noite, Annie desapareceu. Sumiu da sua cama. Houve buscas, apelos. Todos pensaram o pior. E depois, miraculosamente, após quarenta e oito horas, ela voltou. Pensou-se que não queria ou não conseguia dizer o que lhe acontecera.
Mas alguma coisa aconteceu à minha irmã. Não sei explicar o quê. Só sei que quando voltou, já não era a mesma. Não era a minha Annie. Não queria admitir de forma alguma que às vezes tinha um medo de morte da minha irmãzinha…

Agora…

O e-mail chegou à minha caixa de correio há dois meses.
Quase o apaguei de imediato, mas fiz clique para abrir:

SEI O QUE ACONTECEU À SUA IRMÃ. ESTÁ A ACONTECER DE NOVO.

Quando a minha irmã tinha oito anos, desapareceu… mas depois voltou. O pior dia da sua vida não foi quando a irmã foi levada… foi o dia em que ela voltou.

 

 

Imagem daqui

 

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