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Vamos falar de... Bla bla bla

Vamos falar de... Bla bla bla

13
Jan20

Vamos falar de... Desafio dos Pássaros

Reflexão sobre a 1ª Edição


Bla bla bla

Quando me inscrevi no Desafio dos Pássaros não sabia bem o que esperar.

Agora que sei perfeitamente o que me espera reinscrevi-me para a 2ª edição... o que só prova que a minha sanidade mental está por um fio.

 

 

Ainda se lembram de todos os temas? Podem rever clicando abaixo:

 

O meu favorito foi o tema 3 porque, sem querer e, para respeitar os limites das 400 palavras, deixei todos em pulgas para saberem como foi o #3.

O que gostei menos de escrever foi o tema 8 porque não estava mesmo inspirada e não me apetecia escrever nada. A culpa não foi do tema, foi minha que estava numa semana sem cabeça.

O mais desafiante foi o tema 7 porque para respeitar o tal limite das 400 palavras tive de escrever num linguarejar inventado. O tema 5 também não foi pera doce e gostava de saber qual das 8 alminhas teve essa brilhante  ideia para lhe desejar uma beringela (just kidding!)

 

 

E vocês? Qual o vosso tema favorito?

Estão prontos para mais?

 

 

Bla bla bla

 

10
Jan20

Vamos falar de...Desafio dos Pássaros #17

Luz e Sombra


Bla bla bla

shadow.jpg

Quando vi que o ultimo tema da 1ª edição do desafio dos pássaros era “Luz e Sombra” lembrei-me automaticamente de um livro da Isabel Allende com o titulo semelhante, De amor e de Sombra que, não sendo a mesma coisa, remete para o mesmo, afinal o amor é luz.

E é disso que somos todos feitos. De luz. E de sombra.

Somos capazes dos maiores feitos e das maiores atrocidades.

 

Não acredito que hajam pessoas totalmente luminosas e outras totalmente sombrias. Somos ambas. O ideal, como em tudo, é haver equilíbrio.

E mesmo quando tudo parece sombrio, ao fundo, ás vezes muito ao fundo, á sempre uma nesga de luz.

 

...

 

Há alguns anos atrás, quando voltava para casa vinda da escola, já tarde, noite porque estávamos em pleno inverno, fui rodeada por um grupo de rapazes que me derrubaram ao chão e me apalparam até à alma.

Consegui fugir, ainda que à custa de um braço partido.

 

Em casa, com os meus pais, chamou-se a policia, a ambulância, a minha mãe chorava desalmada, o meu pai cegava de raiva e saía para a rua, às cegas, à procura de vingança.

Eu sabia quem eles eram mas nunca disse a ninguém.

Só um dos policias percebeu que as minhas descrições genéricas não se deviam à memória difusa pelo choque mas sim a uma plena consciência das consequências e implicações que uma denuncia direta teria.

Não temia por mim, mas sim por eles.

Porque sabia que o meu pai, certo ou errado, é um pai com letras grandes, e iria querer acertar as suas contas à margem da justiça.

E por isso, mesmo confrontada, neguei, menti, disse que não sabia quem eram e que nunca os tinha visto antes.

 

Mas vi. Antes. E depois.

A primeira vez que os três me viram de braço com gesso ao peito, ficaram muito aflitos, a olhar em volta à procura da policia ou de algum vingador, e fugiram.

A partir daí, e percebendo que eu me tinha calado, evitavam-me.

Nunca mais me olharam nos olhos. Mudavam de lado no passeio. Foi como se nunca se tivesse passado nada.

 

Passaram-se anos.

Vários.

 

Trabalhava num centro comercial, numa loja e levava comigo, na minha singela mala, 3.500,00 € para fazer o depósito. O banco era mesmo na rua em frente.

E como destrambelhada que sou, meti-me à frente de um carro. A culpa foi minha. Atravessei fora da passadeira, à noite, distraída e sem olhar.

Mas, era de noite. Tarde. E na rua não havia ninguém. O carro não parou. Fugiu.

Á partida sentia-me bem apesar das dores pelo tombo. Mas assim que olhei para a minha perna e vi uma fatura exposta desmaiei.

 

Acordei já no hospital. Aos gritos por causa da mala.

Tiveram de me dar qualquer coisa para me acalmar, e lá me explicaram que estava tudo lá fora com a policia e o rapaz que tinha chamado os bombeiros.

Tanto barafustei que precisava da mala que lá os deixaram entrar.

Veio um policia. E o rapaz com a mala. Que era o mesmo que tantos anos atrás me tinha partido o braço. Eu fiquei branca de certeza. Não estava à espera.

O policia disse que ele se chamava X, explicou que tinha sido ele a encontrar-me e a pedir ajuda. Ele percebeu que estava aflita com a mala e disse-me “Está tudo aí.” E estava. Não faltava nem um cêntimo.

Eu apenas consegui dizer obrigada, com lágrimas nos olhos, as emoções de tudo aquilo a virem todas ao de cima.

 

Todos somos sombra, todos somos luz.

 

 

Imagem daqui

 

 

Bla bla bla

07
Jan20

Vamos falar de...Desafio dos Pássaros

2ª Edição


Bla bla bla

desafio.jpg

 

Já toda a gente sabe do Desafio dos Pássaros, certo?

Acho que não têm como não saber já que às sextas-feiras a partir das 15h o charco entra em ebulição.

Esta sexta-feira irá terminar a 1ª edição deste desafio mas...

vai haver uma 2ª edição!!!

 

Mais do que um exercício de escrita criativa encaro este desafio como um ótimo desafio de leitura já que os mesmos temas são abordados de formas tão distintas e criativas quanto os seus participantes.

 

Para se inscreverem basta irem ao blog dos pássaros e ver as condições. Se clicarem nas imagens deste post também vão lá parar

 

Vão lá e inscrevam-se, the more the merrier!!!

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Bla bla bla

03
Jan20

Vamos falar de...Desafio dos Pássaros #16

Sobre a vida adulta: Ainda não entendi o que é para fazer


Bla bla bla

Desde tenra idade que sempre soube o que queria fazer quando fosse grande.

Tracei o meu percurso escolar com vista nesse objetivo ainda que não fosse necessário já que à anos que a média para esse curso roçava o negativo.

Mas para mim o suficiente nunca foi suficiente, e por isso sempre me esforcei por ser a melhor.

 

A primeira vez que disse a uma pessoa, que exercia essa mesma profissão, que ia tirar o curso para fazer o mesmo que ela respondeu-me que era o pior erro que ia cometer na minha vida.

Ainda hoje recordo essas palavras tão quentes que me queimam.

Com a arrogância da adolescência odeia-a por isso e forcei-me por acreditar que ela só o havia dito com medo que a superasse e lhe roubasse o lugar.

Mas no fundo sabia que não.

 

Já no curso tive de me conformar com as evidências e admitir que não tinha sido uma boa escolha. Mudei de área. Uma volta de 360º porque se fosse menos que isso não ia suportar a semelhança. Ou fazia aquilo que sempre quis ou fazia algo totalmente diferente.

 

E assim foi.

Anos passaram e fui evoluindo no trabalho. Devagar. Mas fui crescendo. Até que dei por mim apaixonada.

A adrenalina que o trabalho me dava era tanta, tinha tanta fome, tanta gana e paixão, que comecei a roubar tempo à família para trabalhar. Quem corre por gosto não cansa. Até um dia.

 

Até o dia em que te dizem Calma! Tenho aqui  algo para ti completamente diferente. O oposto. E mais uma vez eu aceitei e dei outra volta. 180º.

 

 

Se pudesse escolher faria o que sempre desejei desde criança.

Na realidade, não podia estar mais longe.

Mas dou por mim a sentir que estou exatamente onde devia estar.

E mesmo que ainda não tenha entendido o que é suposto fazer em todos os aspetos da minha vida tento focar-me neste principio: aconteceu porque tinha de ser.

 

Tem de acontecer, porque tem de ser
E o que tem de ser tem muita força
E sei que vai ser, porque tem de ser
Se é p'ra acontecer, pois, que seja agora

Seja agora, Deolinda

 

 

Bla bla bla

 

 

20
Dez19

Vamos falar de...Desafio dos Pássaros #15

O Pai Natal decidiu reformar-se e as entrevistas começam esta semana. Descreve uma dessas entrevista


Bla bla bla

SantaJesus.jpg

 

Rena Rudolfo: Boa tarde, eu sou a Rena Rudolfo, sou responsável pelo departamento de Recursos Humanos do Polo Norte e estou encarregue das entrevistas e contratação do substituto do Pai Natal que decidiu reformar-se este ano.

Fale-me um bocadinho de si.

... (silêncio)

Rena Rudolfo: Oi?!? Está a ouvir-me?

Jesus: Desculpe! Distraí-me com o seu nariz...

Rena Rudolfo: Sim... acontece a toda a gente. É vermelho e ilumina imenso. Á conta disso até há um hotel com o meu nome no Red Light District em Amesterdão. Houve um engraçadinho que teve a brilhante ideia de se lembrar desta analogia.

Mas avancemos que ainda tenho muitos candidatos por entrevistar. Tem aqui um par de óculos escuros para não ficar ofuscado.

Fale-me então de si. Porque é que se decidiu candidatar a esta posição?

Jesus: Bem eu sou Jesus, e esse é na realidade o meu dia.

Rena Rudolfo: Como assim o seu dia?

Jesus: O Natal é celebração do dia do meu nascimento.

Rena Rudolfo: Então acha que está habilitado só porque faz anos no dia Natal?

Jesus: Não, eu estou habilitado porque eu sou Natal!

Rena Rudolfo: Pfff...Mais um com as manias de grandeza! Olhe lá eu ouvi dizer que na verdade você nem nasceu em Dezembro mas sim em Março!

Jesus: É verdade mas a conveniência ditou que fosse institucionalizado que o meu nascimento seria celebrado em Dezembro e por isso assim é há mais de 1300 anos.

Rena Rudolfo: Pfff! Então joga a carta da antiguidade.... muito bem! Então e como é que encara o desafio de ter de entregar prendas a todas as crianças do mundo numa só noite?

Jesus: Bem eu sou omnipresente...

Rena Rudolfo: Pensava que esse era o seu pai.

Jesus: Herdei dele.

Rena Rudolfo: Então e os presentes?

Jesus: Vou oferecer amor.

Rena Rudolfo: Não pode ser!

Jesus: Porquê?

Rena Rudolfo: Porque os presentes a oferecer são para crianças e não queremos ser acusados de pedofilia.

Jesus: Queria dizer amor no coração!

Rena Rudolfo: Amigo, estamos no século XXI, já ninguém oferece isso.

Jesus: Então o máximo que posso fazer numa só noite é oferecer brinquedos apenas a alguns... para equilibrar por nem todos terem direito a receber presentes os que receberem receberão presentes excessivamente caros com provavelmente brincarão apenas nos primeiros dias.

Para os mais novos poderão ser brinquedos de plástico em embalagens com o dobro do tamanho e imagens glamorosas para dar uma ilusão de grandeza.

Para os mais velhos, algo digital que ocupa menos espaço, e altamente viciante para os deixar completamente alienados de tudo o resto.

Rena Rudolfo: Não diga mais! ESTÁ CONTRATADO!

 

 

Imagem daqui

 

 Bla bla bla

 

 

 

 

06
Dez19

Vamos falar de...Desafio dos Pássaros #13

Reescreve o final dum filme


Bla bla bla

 

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Titanic...

Lembro perfeitamente que quando vi este filme, que já é um clássico e que arrebatou toda a gente, não pude deixar de pensar que o Jack podia ter sobrevivido.

 

A água estava gelada para catano, só havia uma tábua. Mas a puta da Rose podia ir trocando com ele, iam-se revezando e assim até aqueciam com o movimento (digo eu). Acho que toda a gente pensou isto certo?

 

E se o Jack tivesse sobrevivido? O que lhes teria acontecido?

Dizem vocês que teriam envelhecido juntos, a andar a cavalo e a escarrar contra o vento. Iam ter um "amor para a vida toda" como o da Deslandes, iam ser muito felizes, livres das convenções sociais e perdidamente apaixonados.

Só que não.

 

Na realidade, se o Jack tivesse sobrevivido eles iam ficar juntos, sim senhora, mas a Rose ia começar a ganhar-lhe um rancor de morte por se ter visto privada dos luxos a que desde o berço estava habituada.

Ia farta-se das aspirações do Jack de se tornar um artista de renome, o Picasso da América, e ia rezar para que ele arranjasse um trabalho de arcaboiço que trouxesse sustento para a casa e ao mesmo tempo o ajudasse a perder a pancita de casado que ele começou a acumular com o passar dos anos.

Ela ia ficar balofa fruto das várias gravidezes e com o passar dos anos as incursões do casal em charretes alheias diminuiriam amiúde.

O culminar seria quando a Rose chegasse a casa com um rol de crianças alapadas à saia e encontrasse o Jack enrolado com a prostituta perneta que ele dizia que só gostava pelas mãos.

Mas ficaram juntos mesmo assim, que eram tão pobres que não poderiam separar-se.

O Jack morreu já velhote com uma cirrose. A Rose morreu de ataque cardíaco quando descobriu o fio com o diamante azul gigante no bolso de um casaco velho e puído, que a ter encontrado mais cedo podia ter posto no penhor e evitado uma vida inteira de penúrias.

 

Bla bla bla

29
Nov19

Vamos falar de...Desafio dos pássaros #12

Aqueles pássaros não se calam


Bla bla bla

 

Quando ele me apareceu cá em casa com um periquito e um canário, separados em duas gaiolas,  quase lhe deitei as mãos ao pescoço.

Quem?!? Quem no seu perfeito juízo traz pássaros para uma casa onde já há dois gatos?

 

Barafustei que ele é que havia de limpar a merda que eles fizessem, que não me responsabilizava se acidentalmente os deixasse fugir nem se os gatos mandassem com as gaiolas abaixo.

 

Ele não disse nada, ficou calado. Já sabe que quando estou em fúria só preciso de disparatar e o melhor é deixar acabar a cassete. Depois passa.

 

- Mas porque raio é que te lembraste de trazer pássaros cá para casa??

- Foi um sonho.

- Como assim um sonho?

- Sonhei que tinha de ter pássaros.

 

A minha testas franze-se automaticamente já que ele não é gajo para estas merdas.

 

- Tás a gozar comigo?

- Não – diz meio a rir-se – O que queres que te diga? Foi um sonho.

 

Pirou de vez!!!

 

 

...

 

 

O sonho:

 

Primeiro senti os seus beijos no pescoço. Húmidos.

A respiração. Funda.

Uma perna sobre as minhas.

O seu corpo emanava calor.

A mão afagava lentamente o meu membro que despertava bem disposto.

 

Não demorou muito a que começasse a descer.

Primeiro devagar. Com beijos que lambuzavam. Demorados.

Mas rapidamente perdeu a paciência, ansiava por mais, saltou beijos.

 

Seria de esperar que começasse devagar.

Que primeiro lambesse. Aos poucos. Por partes.

Mas não.

Enfiou-o logo todo na boca sugando vigorosamente.

Um choque. Como uma pequena descarga elétrica.

Vejo tudo branco e agarro-lhe os cabelos com mais força do que pretendia mas preciso de fazê-la perceber que tem de abrandar ou não durará muito mais tempo.

 

Sem parar, ela olha-me. Percebe.

Mas não para.

Volta a concentrar-se em mim e suga-me mais rápido, com mais força.

 

Não consigo aguentar. Deixo-me ir. Começo a libertar. Alívio. Descompressão. Paz.

Ela continua, mas começa a abrandar. Só vai parar quando comprovar que acabei, que já estou totalmente relaxado.

 

Começo a tomar perceção do que me rodeia. Vejo as horas.

7h23. É domingo. Não é seu costume acordar tão cedo.

 

- Porque é que acordaste tão cedo?

- Aqueles pássaros não se calam… não conseguia dormir.

 

 

Bla bla bla

 

22
Nov19

Vamos falar de...Desafio dos Pássaros #11

Um dia na tua família… do ponto de vista do teu animal de estimação


Bla bla bla

 

Dia 1827

Agora partilho o cárcere com outro animal.

Aqueles canalhas conseguiram capturar mais um da minha espécie.

Desta vez até conseguiram raptar um espécime de ascendência real, ao que parece trata-se de uma princesa oriunda da Tailândia. Assim que me tirarem da solitária e deixarem confraternizar com ela, irei tentar engendrar com ela um novo plano de fuga.

Agora somos dois, mais fortes, e juntos conseguiremos arranjar maneira de escapar!

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Dia 1835

As minhas esperanças de conseguir escapar com a nova prisioneira caíram por terra.

Para além de ela ser ainda muito nova, como dizem os humanos uma criança ou até mesmo um bebé, acho que ela deve sofrer ainda de um grande e grave atraso mental.

Anda sempre a correr de um lado para o outro, persegue-me furiosamente para me apanhar a cauda e atira propositadamente objetos para o chão.

Os captores são mais complacentes com ela do que comigo e os captores miniatura passam todo o seu tempo a afagar-lhe o pelo e a enchê-la de atenções… o que me faz ganhar-lhe ainda mais rancor!

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Dia 1851

Ao fim de todo este tempo os meus captores continuam a copular de forma assídua mas alguma coisa não devem estar certamente a fazer bem porque desde a minha captura que só conseguiram conceber uma cria.

É deveras aborrecido, dia sim dia não, ter de esperar meia hora para poder ir deitar-me para dormir no sitio mais acolhedor deste cárcere (que é precisamente no meio das pernas da captora). Fico à porta a olhar diretamente para eles com um ar ameaçador na esperança de os assustar e assim interromper aquele ritual de acasalamento devasso mas eles parecem nem dar por mim.

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Dia 1927

Agora a “princesa” entrou no cio.

Passa o dia em miados incessantes e não perde nenhuma oportunidade para tentar esfregar a sua genitália no meu focinho. Agacha-se toda à minha passagem na esperança vã de que eu a vá cobrir.

Embora a tentação para gerar uma ninhada que crescesse e me auxiliasse na fuga seja forte, receio que com a sorte que tenho sairiam todos à progenitora e seria obrigado a partilhar este eterno cativeiro com uma ninhada de gatos deficientes mentais.

De qualquer modo, sou gay e, mesmo que não fosse, os captores no seu exponente máximo de sadismo, inviabilizaram à muito a minha capacidade reprodutora. Devia sentir compaixão por saber que em breve farão o mesmo à princesa atrasada, mas só consigo sentir um extremo alívio. (Sim! Eu sei que sou egoísta!)

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Dia 2014

Começo a perder a esperança de conseguir algum dia a tão almejada fuga!

Os meus captores são extremamente inteligentes e por isso escolheram uma casa num 4º andar de modo a inviabilizar qualquer tentativa de fuga, já que sabem que tenho pavor das alturas.

Mas pode ser que a altura jogue um dia a meu favor e consiga, num momento de distração, empurrar a “princesa” pela janela abaixo.

Ela não me serve de nada, só me aborrece, ficava finalmente com o cárcere novamente só para mim.

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Dia 2122

Os dias vão passando sempre iguais uns aos outros, como imagino que aconteça em todas as prisões.

Os captores acordam ainda bem cedo e saem assim que amanhece para irem para os seus regalados divertimentos a que dão o nome de trabalho e escola.

A nós deixam-nos umas migalhas de ração que eu engulo de uma só vez já que estou a tentar matar a “princesa” por privação de comida, rezando para que ela morra de fome.

Os captores só regressam de noite, numa grande azafama e correria preparam belos repastos para se banquetearem enquanto para nós se limitam a reabastecer as taças com mais ração… sempre a mesma ração… todas as refeições… todos os dias!

A “princesa” como é atrasada e na verdade tem queda para palhaça, ensaia gracinhas em troca de pequenos pedaços do repasto dos captores que aplaudem contentes.

Eu recuso-me a ser bobo da corte e fico a olhar irradiando puro ódio.

Pouco depois vão deitar-se para dormir… exceto nos dias sim... nesses demoram mais um pouco.

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Bla bla bla

 

 

Se gostraram desta minha adaptação convido-vos a lerem este meu post aqui que contém mais diários deste género e explica, sucintamente, a origem dos mesmos que, volto a referir, provém de um cartoon da autoria de Dan Piraro.

 

15
Nov19

Vamos falar de...Desafio dos Pássaros #10

Já chegámos? Já chegámos?


Bla bla bla

Já chegámos? Já chegámos?

A SÉRIO QUE JÁ CHEGÁMOS??? É mesmo isto o INFERNO???

 

Eu sabia que ia encontrar toda a gente quando chegasse aqui mas não esperava encontrar mesmo toda a gente...

Sim, são vocês! Estão cá TODOS!!!

 

Ainda mal lá tinha posto os pés e já vos estava a reconhecer a todos.

 

 

O Hitler andava a fugir da malta que tinha ficado passada por ter ficado uma eternidade à espera no purgatório graças à fila que ele havia provocado.

 

Miluem continuava a barafustar que queria o livro de reclamações já que ainda não tinha chegado a hora dela.

 

IMSilva e a Catarina Reis estavam eternamente aflitas para ir à casa de banho mas a casa de banho estava sempre ocupada pelo Triptofano que se masturbava no chuveiro embora volta e meia lá escorregasse no sabonete.

 

A Gorda estava mesmo balofa e era com dificuldade que andava a fugir da Custódia e da Clotilde que não paravam de lhe atazanar o juízo.

 

A Peixe Frito tinha sido literalmente transformada em peixe e estava a ser assada pelo tio do Sapo, o Tio Jacinto.

 

A sobrevoar o Inferno andavam oito abutres... eram a Alexandra, a Caracol, a Drama Queen, a FatiaMor, a Just Smile, a Magda L. Pais, a Mula e o Coiso, que até no Inferno adotaram a forma de PÁSSAROS necrófagos para nos bicarem até na morte.

 

 

Bla bla bla

 

Para perceberes as referências do Inferno  vê o texto do tema 5 do desafio dos pássaros que também podes ler aqui.

08
Nov19

Vamos falar de...desafio dos pássaros #9

Acordaste nu, sem te recordar de nada, numa ilha deserta


Bla bla bla

Cegueira branca.

 

 

A primeira coisa que me ocorreu quando comecei a ganhar consciência e a sair do torpor do sono foi que me tinha assolado uma cegueira branca como a do Ensaio sobre a Cegueira do grande José Saramago.

Tento abrir e piscar os olhos e continua tudo branco.

 

Sei que estou ao ar livro porque sinto uma leve brisa fresca. E depois azul… do mar.

 

Olhei à minha volta para tentar perceber onde estava e o que estava a acontecer.

Estava nua, numa pequena ilha de pedras com uma espécie de farol ou qualquer coisa do género onde aparentemente não estava mais ninguém. Procurei em volta as minhas roupas com pudor que alguém aparecesse e me encontrasse naqueles propósitos. Não encontro nada.

 

Tento recordar-me como fui ali parar e não me ocorre nada… espera! Havia uma cabana… e um frigorífico mas não me lembro de mais nada.

 

Oh meu Deus, e agora? O que é que eu faço? Vejo a praia ao longe mas sei que a nado não consigo lá chegar. Entro naquela coisa do farol???

Estou prestes a ter um ataque de pânico, não consigo respirar, não sei o que fazer até que ouço uma voz familiar Bom dia! Viro-me e vejo o Querido surgir numa gaivota. O que é que aconteceu? Onde é que nós estamos? O que é que se passa?!?

O Querido sorria. Atirou-me com a roupa e mandou-me subir para a gaivota Temos muito que pedalar.

Foi então que o Querido me contou que tínhamos ido a uma festa num sitio chamado a Cabana do Amor mas que eu não tinha gostado, era um sitio horrível e com ar muito manhoso e que depois de eu ter ido buscar uma bebida tinha agarrado nele e saído de lá esbaforida a reclamar entre-dentes com o que tinha encontrado no frigorífico.

 

 

Contou-me então que apesar disso não quisemos dar a noite por perdida e fomos comprar uma garrafa de vodka que eu bebi como se fosse água.

 

Voltámos para a praia para fazermos amor sobre as estrelas.

 

Entretanto tive a brilhante ideia de roubarmos uma gaivota para fodermos no mar.

Dei um time para aguentar a pedalada e aquilo fez-me pedalar até ao Bugio onde fodemos que nem loucos até eu cair para o lado numa espécie de coma alcoólico.

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Imagem daqui

 

 

 

Para perceberes as referências à história da cabana do amor vê o texto do tema 6 do desafio dos pássaros que também podes ler aqui.

 

 

Bla bla bla

01
Nov19

Vamos falar de...Desafio dos Pássaros #8

Escreve uma carta para a criança que foste


Bla bla bla

 

Ainda esta semana em conversa com a minha amiga mais antiga (da qual já falei aqui) relembrámos os nossos primeiros namoricos e quão parvinhas erámos nessa altura.

Se soubesse o que sei hoje… comentámos as duas… mas rapidamente concluímos depois que apesar de tudo não mudaríamos nada porque tudo o que nos aconteceu de certa maneira nos conduziu a onde estamos e ao que temos hoje.

 

Os maiores arrependimentos que tenho estão ligados aos corações que parti e às pessoas que de alguma forma magoei, mas quero acreditar que essas pessoas não me guardam qualquer rancor ou ressentimento pois também das minhas más pode ter advindo um resultado ou caminho positivo. Quero acreditar que sim porque é assim que encaro quem me magoou também, com um agradecimento sentido por mesmo com alguma dose de dor me terem encaminhado para o meu caminho.

 

 

E é por isso, que com alguma pena minha, esta semana me encontro de certa forma a faltar aos desafios (aos dos pássaros porque o tema era escreve uma carta para a criança que foste, e ao Trip que me desafiou a incluir em todos os textos uma temática sexual) e a faltar a quem aqui vem ler e está habituado um texto mais animado, brejeiro e divertido.

 

 

Se tivesse de escrever uma carta para a criança que fui entregaria um subscrito em branco...

 

 

 

Bla bla bla

25
Out19

Vamos falar de... Desafio dos Pássaros #7

A Constança precisa duma mascara capilar mas o teu patrão só quer que vendas compotas de abobora com


Bla bla bla

 

Á unzanos atrás um corvo confundio mê’marido Gervásio cum espantalho e rancou-lh’um’olho à bicada; ficou cum’olho bom pra ver mazu outro que lhe foi arrancado era cum certeza o‘lho dos negócios porque desd’então que pós negócios o Gervásio num tem olho nenhum.

Apercebi-me disso cand’ele veio qu’ideia de plantar abóboras para o ‘Ailôine, mas num fui capaz de lhe fazer a desfeita e ‘cidi apoiá-lo ness’iniciativa já cum’olho (o meu) nos lucros qu’ia conseguir ao plantar legumes e ósdespois estampar-lhe um selo dizendo qu’eram biológicos.

 

O ‘Ailôine chegou e num se vendou porra d´abóbora nenhuma.

O Gervásio ficou deprimido por não se lembrar qu’afinal o ‘Ailôine só se festeja nas Américas e cáze lhe caia o olho bom de tanto chorar.

Consolei-o cum mimices e contei-lhe que já tinha apalavrado c’o Mestre André, mê’patrão e dono da única mercearia lá da terra, pra nos cumprar as abóboras todas.

 

Mas na terra toda ágente cultiva um ‘cadinho de tudo, biológico num é novidade nenhuma e ‘ssim caz’abóboras começaram ápodrecer o me’patrão ordenou-me qu´as transformasse em compota pr’evitar que s’estragassem.

Pra sê diferente lembrei-me d’ajuntar à abobora as amêndoas que tinham sobrado das Páscoas passadas e que nunca mandei fora já qu’amandar fora comida é pecado.

 

Os vizinhos lá foram cumprando a merda da compota porque s’acompadeciam da’mim plo mê Gervásio sim’olho e porqu’o Mestre André meaçava que sa não vendesse as compotas todas ma despedia sem contemplações.

 

U’dia apareceu a Constança, qu’é moça da minha criação, a pedir uma máscara capilar. O mestre André assomou logo aspreitar e lançou-mum olhar como quem diz ´É bom ca vendas maiz’um frasco daquela merda ou vais co caralho!”

Pousei o frasco do shampoo concentrado e levei-lh’um frasco da compota.

Tentei convencer a pobre Constança qu’aquilo é qu’era bom pra hidratar e fortalecer o cabelo e co’alto teor de betacarotenos d’abóbora ‘inda ficava co cabelo loiro deslavado com’áquelas famosas usam agora e que dizem qu’é o estilo californiano.

A Constança chegou-se máz ao mê’ouvido e explicou-me ca máscara capilar era prás partes baixas já qu’ela tinha visto o marido a ver nas intranetis um saite chamado peludinhas cum gosto e precisava d’aumentar a pilosidade p’ir d’encontro aos gostos do marido.

Expliquei-lhe qu’assim era melhor ainda proque prá compota funcionar devia aplicá-la e ósdespois pôr o marido a lamber, “Crescem-tos pelos e o tê marido fica saciado já que tod’ágente sabe c’abóbora é rica em fibras.”

 

 

P.S.: Peço desculpa pelo prutuguês português... foi a única forma que arranjei de respeitar o limite das 400 palavras.

P.S.2: O Peludinhas com Gostos é um blog verdadeiro com o qual tive a infelicidade de me cruzar enquanto procurava locais para depilação a laser.

A Bla bla bla não é adepta desta pratica e, a promover algum grupo, seria o Peladinhas com Gosto 

Mas nada contra, sou uma pessoa sem preconceitos, pelo que para os interessados no peludinhas com gosto deixo o link aqui

 

 

Bla bla bla

18
Out19

Vamos falar de... Desafio dos Pássaros #6

Escreve uma história romântica baseada no clássico "O Amor, uma cabana… e um frigorífico"


Bla bla bla

 

Quando o meu marido me disse que a festa dessa noite era num sítio chamado Cabana do Amor fiquei logo com a pulga atrás da orelha.

Imaginei logo uma vivenda decrepita nos arredores de Lisboa, a decoração interior em tropical reles, palmeiras de plástico, lanternas de papel, conchinhas e estrelas do mar… Imaginei os convivas de sunga, camisas havaianas abertas, bikinis para o estridente.

 

Apesar de as gerências, os organizadores e até mesmo o Ricardo Champalimaud, costumarem ter mais tato, cuidado e gosto a escolher os locais, temas e nomes destas festas, malogrado o nome escolhido, não ia ser desta vez que haveria de correr mal.

 

As coordenadas GPS indicaram que a Cabana do Amor  ficava próxima duma praia da Costa da Caparica… humm…

Quando chegámos ao nosso destino estávamos num grande descampado de areia, não muito longe da praia, onde já estavam estacionados vários carros.

Tochas acesas indicavam o caminho a seguir.

Nunca me passou pela cabeça que a cabana fosse tão literal já que não passava disso mesmo, um barraco de madeira entre as dunas e à beira da praia que, provavelmente, durante o dia vendia gelados Olá a criancinhas e imperiais aos paizinhos.

 

Ainda pensei em pedir ao marido para voltarmos para trás, mas vi pela gigantesca protuberância nas calças e pelos seus olhos vidrados que já não havia volta a dar e que ele tinha de ir matar aquela fome de lobo.

Entrámos e a coisa já estava animada. Muito calor, muita gente meio despida. O marido teve de ir à casa de banho limpar o suor frio da testa que a antecipação lhe provocava e eu fiquei encarregue de ir buscar bebidas para o refrescar.

Perguntei a um moço que passava onde é que ficava o bar e com um sorriso de escárnio respondeu-me apontando há ali um frigorífico.

Já ia a pensar que não queria saber, o marido bem que podia estrebuchar, ali é que eu não ficava. Bebia qualquer coisa e íamos embora.

Passo a cortina onde o rapaz tinha indicado que estaria o frigorífico a desejar que pelo menos naquela espelunca houvesse vodka. Abro a porta do frigorífico e deparo-me com um frigorífico repleto de embalagens de lubrificantes e dildos de vários tamanhos, formas e feitios.

Agarrei no marido e fugi dali para fora a barafustar… Amor e uma cabana ainda vai lá mas um frigorífico?! Já foi longe de mais!

 

 

Bla bla bla

11
Out19

Vamos falar de... desafio dos pássaros #5

Estás na fila para o purgatório e Hitler está à tua frente. Ninguém o quer aceitar e a fila não anda


Bla bla bla

 

O Inferno sempre me pareceu mais apelativo que o Paraíso.

Não pelo calor, que eu até gosto de temperaturas mais amenas, mas principalmente porque imagino o Céu com muita paz, muita calma e tranquilidade e isso é tudo demasiado ZEN para o meu espírito acelerado e inquieto e só de pensar nisso começa-me a dar comichão.

Além disso, sempre disse que, quando morresse queria ir para o Inferno, já que se fosse para o Paraíso com certeza não ia conhecer ninguém.

(Não se armem em Santos que vocês também vão lá parar todos!)

Portanto estou mais que conformada com essa realidade.

 

 

O que eu não esperava é que o Purgatório fosse uma segunda versão da sala de espera do Hospital Amadora-Sintra num domingo de inferno, perdão, inverno.

Fodassse!!! Até na merda do purgatório há filas até ao caralho!?!

Bem, no fim da fila é que eu não ia ficar!

Avisei uns quantos que a Carla Kynky estava no dogging atrás de uma nuvem e foi vê-los a correr que nem cães…

 

Exceto um…

… e quem foi o único que ficou ali a fazer fila?

O cabrão do Hitler.

 

 

- Oh Adolfinho? Tu não vais espreitar a Carla a levar com eles todos ao mesmo tempo?

- Que horrorrrr! Que nojo! Essa mulher deve ser um poço de doenças!

- Olha lá não te armes em esquisitinho que eu bem sei que tu gostavas de te banhar em merda! Vi num programa do DiscoveryChannel que tu eras um coprofílico!

O cabrão corou, ficou vermelho como um tomate, mas não me contrariou.

 

Aquele bigodinho rançoso começou a dar-me vómitos e pensei que não queria ter de passar a minha eternidade a deparar-me com as fuças dele. E foi então que me ocorreu…

- Oh Donald, perdão, Adolf! Tu não queres ir para o Paraíso?

- Querer querrrro mas o S.Pedro não me quer lá.

- Oh meu! Tu convenceste 60 milhões de alemães a cometerem genocídio, não consegues convencer um santo careca?

- Mas o que é que eu digo?

- Olha, ouvi dizer que os loucos vão todos para lá a julgar pelo que escreveu o Gil Vicente, podias tentar alegar insanidade.

- Sim… sempre me disseram que eu era meio louco… mas e se não resultar?

- Se não resultar lembra-lhe que tu é que lhe encheste o estaminé!!!

Não fosses tu e estava o Paraíso às moscas!

 

 

Bla bla bla

 

04
Out19

Vamos falar de... Desafio dos Pássaros #4

A Beatriz disse que não. E agora?


Bla bla bla

 

Este post é mais dedicado ao sexo masculinas mas incito que a audiência feminina também participe e deixe comentário a dizer o que resulta convosco ( já perceberão mais à frente.).

 

 

Para todos os home's que têm uma "Maria" lá por casa... e quem diz "Maria" também pode dizer "Beatriz", nome que para poder respeitar o tema dos Pássaros, passarei doravante a utilizar para me referir às vossas queridas esposas, namoradas, companheiras e afins.

 

 

Ora bem, quem de vós nunca ouviu "Não" quando vão ter com as vossas "Beatrizes" com vontade para a brincadeira?

Estão todos a abanar a  cabeça para cima e para baixo em sinal de concordância certo?! Certo!

 

 

Pois bem, eu também já disse "Não" ao Querido e por isso venho partilhar convosco como contornar este não, ou melhor, como transformar um Não num "salta me já para a cueca!" (Não se preocupem meninas que não vou revelar os truques todos para que a 'gente possa continuar a dizer que dói a cabeça, que uma gaija também tem direito a dias de folga!!!).

 

Como transformar um "A Beatriz disse que não. E agora?" em um "A Beatriz disse que sim. É agora!"

  • uma coisa que sempre resulta comigo, encostam-se à Beatriz por trás, dão-lhes uns beijinhos no pescoço e sussurram-lhe umas palavras marotas ao ouvido. Assim que a Beatriz começar a sentir uma "pressão"  por trás garanto que é tiro e queda!
  • uma massagem inicialmente desprovida de interesse/cariz sexual mas que ao fim de um tempo (não sejam pelintras! pelo menos uns 10 minutos tá?!) vai-se tornando mais marota;
  • ofereçam-se para fazer as lides domésticas, especialmente uma que não tenham por hábito fazer. Para mim basta o "Querido" por-se a lavar a loiça que vou logo a correr por as crianças na cama. Sei que não é nada de especial, mas sendo o Querido homem que não mexe um dedo lá em casa, o simples ato de lavar um copo dá-me ganas de o premiar de modo a incutir-lhe um reforço positivo. E resulta? Não! Mas a culpa é minha que sou fraca e lhe dou o reforço positivo de qualquer maneira.
  • ofereçam-lhe um presente sem razão nenhuma; reembolso garantido! 
  • Se ela disser que não porque está cansada ofereçam-lhe um "i love sushi" sem esperarem contrapartidas (se o fizerem BEM garanto que as vão ter).

 

 

ilove sushi.png

 

 

 

Se MESMO assim ela continuar a dizer Não... usem a mão imaginação!

 

 

Bla bla bla

27
Set19

Vamos falar de...Desafio dos Pássaros #3

Uma aventura/momento que te tenha marcado


Bla bla bla

Quando vi o tema desta semana fiquei aliviada mas depois andei a debater-me sobre qual das aventuras marcantes haveria de escrever.

 

Decidi-me por três:

#1 : nascimento das minhas crianças

#2 : o dia em que vi sexo ao vivo

#3 : o dia em que fiz parte do sexo ao vivo

(Confessem que estão mortinhos para saltar para o #3 )

 

 

#1

Gostava de falar sobre como a maternidade me atingiu como um raio e me rachou para sempre ao meio, de como sempre quis ter filhos, da felicidade gigantesca que sinto por ser mãe das minhas crianças. Mas as palavras são contadas, só posso usar 400, e portanto vou escrever antes sobre o mais caricato  .

 

Sabem aquela parte em que estão em pleno parto e têm vontade de fazer cóco? E dizem à enfermeira que têm de ir à casa de banho? Só que ela diz que não, isso quer dizer que é agora, vá! faça força!

E vocês ainda tentam explicar que precisam mesmo é de ir à casa de banho mas ela diz que não, fica eufórica, insiste, insiste e vocês lá pensam que ela é que sabe e contrariadas fazem força...

 

...e borram-se todas!

Á frente de duas enfermeiras, uma parteira e um marido! E a enfermeira ainda diz que afinal eram só mesmo fezes... TOLD YOU SO!!!

 

 

#2

A primeira vez que vi sexo ao vivo foi uma desilusão.

A gaja era topo, toda turbinada, e ele era um puto lingrinhas.

A coisa deu-se mas de forma muito forjada... ele a tentar com muita dificuldade dar conta dela e ela com muita dificuldade a fingir que estava a gostar e que ele a estava a arrebentar toda.

Senti-me defraudada.

Mas eis que me apercebo de um grande reboliço mais ao longe, um aglomerado de gente, muitas luzes, música, palmas e assobios de entusiasmo. Fui a correr ver o que se passava.

 

E então, aquilo sim é que era, uma verdadeira demonstração de sexo ao vivo, com um de quatro como fazem os animaizinhos e outro por trás a dar-lhe com fé.

Estão vocês a pensar em corrigir-me, é UMA de quatro. Só que não. Era UM mesmo.

Passei a ser fã de pornografia gay, era impossível não gostar de ver aqueles dois com tanto gosto e diversão, enquanto partiam a loiça toda.

 

 

#3

Ups... Bolas! Acabaram-se as palavras... fica para uma próxima

 

 

Bla bla bla

20
Set19

Vamos falar de...Desafio dos Pássaros #2

O amor e um estalo


Bla bla bla

Jessica Beatriz padecia de uma condição médica que a medicina  moderna e toda a ciência não conseguiram ainda explicar nem resolver.

O que se passava é que Jessica Beatriz só conseguia ter um orgasmo por dia, Um. Só um. Apenas um... Por dia.

Adicional e contraditoriamente, sempre que tinha um orgasmo era compelida de forma incontrolável a dar um estalido com a língua. Daqueles que fazem ricochete no céu da boca. Daqueles que quando estamos zangados ou a desfazer de qualquer coisa que nos aborrece.

Os homens com quem Jessica Beatriz se envolvia, ao se aperceberem desta peculiaridade, não a só a catalogavam como louca 'ticosa como rapidamente a punham de parte.

 

 

Mas eis então que surge o Luís Afonso, que tendo mais que dois dedos de testa (como poderão confirmar mais adiante), percebeu imediatamente que poderia usar o padecimento da Jessica Beatriz a seu favor. 

É que se a Jessica Beatriz só conseguia ter um orgasmo por dia e compulsivamente dava um estalido com a língua quando tal acontecia, ele conseguiria dessa forma ter a certeza se ela lhe seria fiel ou não.

Porque para o Luís Afonso a fidelidade da namorada era muuuuuuuuuuuito importante! Já a dele era dispensável.

 

Portanto sempre que o Luís Afonso ficava com a pulga atrás da orelha desconfiando que a namorada andava com passarinho no galho, dava-lhe forte e feio todos os dias durante uma semana e ouvindo o estalido que indicava que a rapariga se tinha vindo, ficava descansado e tranquilo, naquele dia a Jessica Beatriz não tinha sido papada por mais ninguém.

 

 

Mas é contudo bem certo e sabido que quem muito desconfia não é de fiar, e não tardou muito a que Jessica Beatriz descobrisse acerca das infidelidades várias e continuas do seu Luís Afonso.

 

 

Certa noite então, estava o Luís Afonso e a Jessica Beatriz na cama mas o estalido não havia maneira de se dar.

Luís Afonso tentou de tudo.

Pela frente... Por trás...

Modo lento... Ritmo frenético...

Nada de estalo...

 

O Luís Afonso não é de ferro e já estava a acusar cansaço.

"Amori...Já estou cansado amori"

"Então vira-te e dorme!"

"Amori...e o estalo?"

 

Jessica Beatriz puxa a mão mesmo atrás e dá-lhe um valente chapadão na cara, deixando-o completamente atarantado.

"O meu estalo já mo deu hoje à tarde o João Miguel. O teu está aqui!"

 

 

Bla bla bla

 

 

 

13
Set19

Vamos falar de...desafio dos pássaros #1

Problemas, só problemas...


Bla bla bla

Problemas, só problemas...

Como se já não fosse um problema suficiente uma pessoa sem as devidas 
competências artístico-literárias meter-se num desafio de escrita, 
decidi ainda aceitar o tenebroso desafio do Triptofano de que 
escreveria acerca de sexo, solidária com a causa #sexosemculpa 
iniciada pela dEsarrumada.

Mas do mal o menos, e realmente para uma mulher com um trabalho a 
tempo inteiro, que perde 1/3 da sua vida a andar de 
transportes públicos, com filhos, lida da casa e um blog para gerir, 
problemas e sexo estão invariavelmente interligados.

Para poupar palavras passo a enumerar:
   * é um problema arranjar energia ao fim do dia para ter sexo;
   * é um problema pôr as crianças a dormir nas respetivas camas para poder dar cambalhotas com o Querido na nossa cama à vontade;
   * é um problema quando não conseguimos pôr as crianças nas respetivas camas e tendo a nossa cama ocupada não ter outra alternativa e 
termos de acabar embrulhados no sofá;
   * é um problema quando estamos lançados, estamos no auge, quase 
quase a chegar e ouvimos um barulho suspeito à porta do quarto que nos 
obriga a parar abruptamente, agarrar numa peça de roupa à pressa e ir 
com a voz arquejante ter com uma criança que não percebe porque estás 
com um ar alucinado de quem veio a correr a meia maratona;
   * é um problema não poder fazer barulho e extravasar à vontade;
   * é um problema o sexo ter de ser renegado para a noite, quando as 
crianças dormem;
   * é um problema arranjar esconderijos para os nossos brinquedos 
numa casa com crianças que arranjam mil e um motivos para meter o 
bedelho em tudo.

Mas, para mim e a acima de tudo, é um problema não ter sexo!

Eu tenho muito, não se preocupem!

Mas acho que anda a fazer falta a muito boa gente!

Acredito que o sexo resolve muitos problemas e, nos problemas que o 
sexo não resolve, ajuda pelo menos a atenuar tensão acumulada. Por 
isso é que às vezes no meio de discussão eu viro-me para o Querido e 
digo "Pára tudo! A gente já continua. Vamos dar uma foda!” Obviamente 
ele não discute, a te(n)são liberta-se, a te(n)são alivia-se e quando 
acabamos às vezes não nos lembramos do que estávamos a discutir mas 
mesmo quando nos lembramos já não estamos tão zangados!

Por isso, se querem evitar problemas, só problemas (gravidezes 
indesejadas não estão incluídas!), vocês fodam!

 

Bla bla bla

04
Set19

Vamos falar de...Pré-desafio dos pássaros


Bla bla bla

Como já tinha contado aqui decidi aceitar participar no desafio que os pássaros fizeram aqui na blogosfera.

 

desafio.jpg

 

 

Também já repararam com certeza que a "passarada" anda toda em alvoroço porque foi proposto aos participantes um pré-desafio (que felizmente para mim não conta como prova de admissão!) que consiste em explicar o porquê de cada pardalito ter aceitado este desafio.

 

 

O meu já foi publicado no blog dos pássaros e, caso queiram consultar podem aceder clicando aqui.

 

passaros.png

 

 

Bla bla bla