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Vamos falar de... Bla bla bla

Vamos falar de... Bla bla bla

29
Nov19

Vamos falar de...Vencedor do passatempo

A Maldição do Marquês de Tiago Rebelo


Bla bla bla

 

Imagino que a esta hora já estejam todos em pulgas para saberem quem foi o feliz contemplado do passatempo para ganhar o livro A Maldição do Marquês do Tiago Rebelo.

 

Não digam que não que eu bem sei que sim, as visualizações neste meu tasco mão enganam e estão ao rubro...

 

Pois bem...

 

Desta vez o vencedor foi alguém aqui do charco... e não foi um qualquer... Isto é um passatempo de topo, até a realeza concorre!

 

Não estão a ver quem foi? Raisparta! 

 

 

Pronto eu digo!

 

 

Foi o nº 53!

53.png

 

Não sabem qual o vosso número??? Pffff....

 

 

Eis quem ficou com o 53:

 

resposta 53.png

 

 

Se era da realeza só podia ser a Marquesa de Marvila, num é minha gente?!

 

 

Cara Marquesa, queira por favor entrar em contacto comigo para o email vamosfalarde.sapo@sapo.pt os dados (Nome, Morada e Código Postal) para que possa enviar o  livro para o seu palacete, bale?!  Ou então convide-me para um cházinho no solar para lho entregar pessoalmente!  

 

 

Bla bla bla

 

29
Nov19

Vamos falar de...Desafio dos pássaros #12

Aqueles pássaros não se calam


Bla bla bla

 

Quando ele me apareceu cá em casa com um periquito e um canário, separados em duas gaiolas,  quase lhe deitei as mãos ao pescoço.

Quem?!? Quem no seu perfeito juízo traz pássaros para uma casa onde já há dois gatos?

 

Barafustei que ele é que havia de limpar a merda que eles fizessem, que não me responsabilizava se acidentalmente os deixasse fugir nem se os gatos mandassem com as gaiolas abaixo.

 

Ele não disse nada, ficou calado. Já sabe que quando estou em fúria só preciso de disparatar e o melhor é deixar acabar a cassete. Depois passa.

 

- Mas porque raio é que te lembraste de trazer pássaros cá para casa??

- Foi um sonho.

- Como assim um sonho?

- Sonhei que tinha de ter pássaros.

 

A minha testas franze-se automaticamente já que ele não é gajo para estas merdas.

 

- Tás a gozar comigo?

- Não – diz meio a rir-se – O que queres que te diga? Foi um sonho.

 

Pirou de vez!!!

 

 

...

 

 

O sonho:

 

Primeiro senti os seus beijos no pescoço. Húmidos.

A respiração. Funda.

Uma perna sobre as minhas.

O seu corpo emanava calor.

A mão afagava lentamente o meu membro que despertava bem disposto.

 

Não demorou muito a que começasse a descer.

Primeiro devagar. Com beijos que lambuzavam. Demorados.

Mas rapidamente perdeu a paciência, ansiava por mais, saltou beijos.

 

Seria de esperar que começasse devagar.

Que primeiro lambesse. Aos poucos. Por partes.

Mas não.

Enfiou-o logo todo na boca sugando vigorosamente.

Um choque. Como uma pequena descarga elétrica.

Vejo tudo branco e agarro-lhe os cabelos com mais força do que pretendia mas preciso de fazê-la perceber que tem de abrandar ou não durará muito mais tempo.

 

Sem parar, ela olha-me. Percebe.

Mas não para.

Volta a concentrar-se em mim e suga-me mais rápido, com mais força.

 

Não consigo aguentar. Deixo-me ir. Começo a libertar. Alívio. Descompressão. Paz.

Ela continua, mas começa a abrandar. Só vai parar quando comprovar que acabei, que já estou totalmente relaxado.

 

Começo a tomar perceção do que me rodeia. Vejo as horas.

7h23. É domingo. Não é seu costume acordar tão cedo.

 

- Porque é que acordaste tão cedo?

- Aqueles pássaros não se calam… não conseguia dormir.

 

 

Bla bla bla

 

28
Nov19

Vamos falar de...Pré Black Friday

Livro grátis!!!!


Bla bla bla

 

Eu sei que já estão pelos cabelos com isto mas hoje é o ÚLTIMO DIA para se inscreverem e não podia deixar de relembrar.

 

Se querem ganhar o livro A Maldição do Marquês de Tiago Rebelo só têm de ir a este post aqui e deixar um comentário nesse post a dizer "Eu quero o livro A Maldição do Marquês do Tiago Rebelo oferecido pela Bla e pela Asa/Leya".

 

 

maldiçao.jpg

 

 

Neste momento são 80 os inscritos: 43 bloggers e 37 leitores. Ainda assim continuo a acalentar a esperança de que até ao final do dia de hoje se inscrevam as 20 pessoas que faltam para chegar aos tão almejados  3 dígitos com 100 inscritos e assim obrigar o Triptofano a fazer o desafio proposto! 

 

 

Bla bla bla

 

 

26
Nov19

Vamos falar de... Corações para o Gustavo


Bla bla bla

Gustavo.jpg

Tive conhecimento deste pedido graças a um post da Mamã Gansa que podem ler aqui.

 

Entretanto e com muita alegria e orgulho já vi esta iniciativa chegar à empresa onde trabalho (com mais de 500 colaboradores) e também à escola da minhas crianças (mais de mil alunos no total.)

 

 

Contudo acho que a ajuda e apoio nunca são demais e decidi partilhar aqui também o apelo desta mãe que pede apenas que enviem um coração numa folha de papel para ela poder surpreender o seu filho que vai ser submetido a uma cirurgia já na próxima semana.

A morada para enviarem os vossos corações  é:

Gustavo Matos
Rua Vieira Lusitano, nº 4 - 3 esquerdo
Damaia de cima 2720-539 Amadora

 

 

Pôr uma carta no correio custa menos que um café... mas terá certamente um valor imenso para o Gustavo e a sua família!

 

Deixo ainda de seguida o pedido escrito pela mãe:

 

"Venho fazer um pedido a quem estiver disponível para o fazer 🙂 é uma espécie de "desabafo", também. Depende do ponto de vista e da perspectiva de cada um 🙂.

Tenho 2 filhos maravilhosos (uma menina com 1 ano de idade e 1 menino com 8 anos).

O meu filho, foi criado apenas por mim, desde o nascimento até aos 5 anos...

 

É muito especial, como são todas as crianças. É autista com perturbação da linguagem e atraso global de desenvolvimento. É meigo, nada agressivo, é envergonhado, tímido, mas com personalidade forte.

 

Não lhe perdoo castigos ou palmadas se os merecer.

Não sei se por não ter tido um pai presente ou uma figura masculina de relevo, é muito ligado à parte feminina, esteve sempre comigo: não tem muitos amigos (rapazes), não brinca com meninos (sei bem que não o querem na equipa de futebol e, ele mesmo, prefere dançar, por exemplo), mas tem amigas, todas com semelhantes características e todas muito queridas, pacientes e amorosas com ele. Tem uma melhor amiga que adora e é um sentimento recíproco ❤️

 

O meu filho adora 6 coisas na sua breve vida: a irmã, eu, a cãopanheira, a melhor amiga, agentes da PSP (a autoridade - diz que quer ser polícia um dia, só que mal ele sabe que nunca o poderá ser, não pelo autismo, mas porque tem uma fratura permanente do plexo braquial que não permite rotação do cotovelo, não consegue pôr o braço atrás das costas, entre outras coisas) e... Corações! É o Gustavo é obcecado por corações. ❤️

 

O meu pedido é simples, mas requer algum trabalho: mães, poderiam pedir aos vossos filhos, filhas, sobrinhos, sobrinhas, amigos, amigas, que desenhassem corações (ou o que desejassem), numa folha e enviavam para o meu Gustavo através de uma carta? Pode ser o que quiserem, mas que tenha, pelo menos, um coração.

 

Ele tem um quadro no quarto (daqueles de cortiça), com folhas onde desenha o que mais gosta: a irmã, eu, a melhor amiga e os seus corações.

 

Vai ser submetido a uma cirurgia no dia 2 de Dezembro, não é novidade nenhuma para ele estar num hospital onde já passou 1/3 da vida, mas o ser "operado" é que vai ser penoso (ele ainda não sabe, não porque lhe quero esconder, mas sim porque sei que iria ficar muito nervoso, ansioso e tristíssimo) e, queria muito, que quando voltasse para casa, tivesse essa surpresa! Queria dar-lhe uma alegria diferente: muitos corações, todos para ele, uma vez que oferece sempre corações aos outros... Numa folha de papel.

 

Eu só não lhe envio centenas de cartas, porque iria arrombar o meu orçamento e não poderia acontecer, senão, acreditem, faria!

Grata pela vossa atenção 😘 ❤️"

 

 

Bla bla bla

22
Nov19

Vamos falar de...Desafio dos Pássaros #11

Um dia na tua família… do ponto de vista do teu animal de estimação


Bla bla bla

 

Dia 1827

Agora partilho o cárcere com outro animal.

Aqueles canalhas conseguiram capturar mais um da minha espécie.

Desta vez até conseguiram raptar um espécime de ascendência real, ao que parece trata-se de uma princesa oriunda da Tailândia. Assim que me tirarem da solitária e deixarem confraternizar com ela, irei tentar engendrar com ela um novo plano de fuga.

Agora somos dois, mais fortes, e juntos conseguiremos arranjar maneira de escapar!

gato1.jpg

 

Dia 1835

As minhas esperanças de conseguir escapar com a nova prisioneira caíram por terra.

Para além de ela ser ainda muito nova, como dizem os humanos uma criança ou até mesmo um bebé, acho que ela deve sofrer ainda de um grande e grave atraso mental.

Anda sempre a correr de um lado para o outro, persegue-me furiosamente para me apanhar a cauda e atira propositadamente objetos para o chão.

Os captores são mais complacentes com ela do que comigo e os captores miniatura passam todo o seu tempo a afagar-lhe o pelo e a enchê-la de atenções… o que me faz ganhar-lhe ainda mais rancor!

gato 2.jpg

 

 

Dia 1851

Ao fim de todo este tempo os meus captores continuam a copular de forma assídua mas alguma coisa não devem estar certamente a fazer bem porque desde a minha captura que só conseguiram conceber uma cria.

É deveras aborrecido, dia sim dia não, ter de esperar meia hora para poder ir deitar-me para dormir no sitio mais acolhedor deste cárcere (que é precisamente no meio das pernas da captora). Fico à porta a olhar diretamente para eles com um ar ameaçador na esperança de os assustar e assim interromper aquele ritual de acasalamento devasso mas eles parecem nem dar por mim.

gato 3.jpg

 

 

 

Dia 1927

Agora a “princesa” entrou no cio.

Passa o dia em miados incessantes e não perde nenhuma oportunidade para tentar esfregar a sua genitália no meu focinho. Agacha-se toda à minha passagem na esperança vã de que eu a vá cobrir.

Embora a tentação para gerar uma ninhada que crescesse e me auxiliasse na fuga seja forte, receio que com a sorte que tenho sairiam todos à progenitora e seria obrigado a partilhar este eterno cativeiro com uma ninhada de gatos deficientes mentais.

De qualquer modo, sou gay e, mesmo que não fosse, os captores no seu exponente máximo de sadismo, inviabilizaram à muito a minha capacidade reprodutora. Devia sentir compaixão por saber que em breve farão o mesmo à princesa atrasada, mas só consigo sentir um extremo alívio. (Sim! Eu sei que sou egoísta!)

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Dia 2014

Começo a perder a esperança de conseguir algum dia a tão almejada fuga!

Os meus captores são extremamente inteligentes e por isso escolheram uma casa num 4º andar de modo a inviabilizar qualquer tentativa de fuga, já que sabem que tenho pavor das alturas.

Mas pode ser que a altura jogue um dia a meu favor e consiga, num momento de distração, empurrar a “princesa” pela janela abaixo.

Ela não me serve de nada, só me aborrece, ficava finalmente com o cárcere novamente só para mim.

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Dia 2122

Os dias vão passando sempre iguais uns aos outros, como imagino que aconteça em todas as prisões.

Os captores acordam ainda bem cedo e saem assim que amanhece para irem para os seus regalados divertimentos a que dão o nome de trabalho e escola.

A nós deixam-nos umas migalhas de ração que eu engulo de uma só vez já que estou a tentar matar a “princesa” por privação de comida, rezando para que ela morra de fome.

Os captores só regressam de noite, numa grande azafama e correria preparam belos repastos para se banquetearem enquanto para nós se limitam a reabastecer as taças com mais ração… sempre a mesma ração… todas as refeições… todos os dias!

A “princesa” como é atrasada e na verdade tem queda para palhaça, ensaia gracinhas em troca de pequenos pedaços do repasto dos captores que aplaudem contentes.

Eu recuso-me a ser bobo da corte e fico a olhar irradiando puro ódio.

Pouco depois vão deitar-se para dormir… exceto nos dias sim... nesses demoram mais um pouco.

catwaiting.gif

 

 

 

Bla bla bla

 

 

Se gostraram desta minha adaptação convido-vos a lerem este meu post aqui que contém mais diários deste género e explica, sucintamente, a origem dos mesmos que, volto a referir, provém de um cartoon da autoria de Dan Piraro.

 

21
Nov19

Vamos falar de...passatempo (outra vez!)

A Maldição do Marquês do Tiago Rebelo


Bla bla bla

 

 

Não querendo ser chata (mas já estando a ser) relembro:

  • que está a decorrer passatempo!
  • que o passatempo é para se habilitarem a ganhar o novo livro A Maldição do Marquês do Tiago Rebelo;
  • que para se habilitarem a esta oferta só tem de ir a este post aqui e deixar o seguinte comentário "Eu quero o livro A Maldição do Marquês do Tiago Rebelo oferecido pela Bla e pela Asa/Leya";
  • que até o Triptofano se dignou a apoiar-me nesta parceria e fez um post espetacular sobre isso aqui;
  • que se se chegar aos 100 participantes o Triptofano vai compremeteu-se a "fazer e a partilhar nas redes sociais um desafio que a comunidade tenha em consenso decidido que eu era merecedor de realizar!"
  • que neste momento estão 71 inscritos pelo que só faltam 29!
  • que tem até dia 28 de Novembro para se inscreverem (faltam 7 dias!).

 

maldiçao.jpg

 

 

Do que é que estão à espera?!?

Ide!

 

Bla bla bla

 

 

P.S.: O livro está a ser muiiiiiiito bom! Mas oportunamente escreverei sobre isso

 

21
Nov19

Vamos falar de...Prostituição


Bla bla bla

 

Outro dia, apesar do frio, estava um sol agradável.

Fui sentar-me num banco de jardim perto do trabalho e liguei a uma amiga com quem costumo falar na hora de almoço, para pormos a conversa em dia.

 

 

Eis que nisto um carro pára, em segunda fila.

Buzina.

Dentro do BMW, um rapaz bem parecido olha para mim.

Olho para trás. Não está mais ninguém.

O rapaz estava em busca de companhia.

Desafogo.

Desenfado.

 

Comentei com a amiga que não devia ter ido para ali.

É uma zona conhecida pela prostituição.

 

Ele ainda dá uma volta. Duas...

Olha muito. Expectante.

Desiste.

 

Seguiram-se mais dois carros que abrandavam a espreitar.

Á espera que eu me aproximasse e estipulasse o preço.

 

 

Levantei-me e fui-me embora. Ainda me aparecia um chulo a pedir justificações.

 

 

Mas nisto pus-me a pensar...

 

 

O primeiro rapaz até era engraçado... quanto é que eu podia cobrar?

 

 

Bla bla bla

 

 

 

 

 

20
Nov19

Vamos falar de...brinquedos no Natal


Bla bla bla

O Natal está aí à porta!

De ano para ano chega cada vez mais cedo, já repararam?

 

 

E os filhotes o que querem para o Natal?

 

 

?

 

 

??

 

 

???

 

 

O que oferecer a crianças que já têm tudo?

presentes.jpg

 

 

Por muitos fulgrais que possamos temos de ser realistas e admitir que as crianças hoje já têm um bocadinho tudo, os brinquedos perderam a magia...

Atafulhamos tanto as crianças em brinquedos que no Natal nem sabem com o que hão de brincar primeiro.

 

 

Acontece lá em casa.

E na vossa?

 

 

É por isso que o primeiro fim de semana de Dezembro lá em casa é dedicado ao destralhe dos brinquedos.

Três montes:

  • brinquedos que ficam;
  • brinquedos que por estarem estragados, incompletos ou com muito uso vão fora;
  • brinquedos para doar.

 

 

Nós temos um orfanato perto e é lá que todos os anos vamos entregar os brinquedos que vão ser o presente de Natal de outras crianças.

 

Onde podem vocês doar os brinquedos?

Para além de igrejas, IPSS, juntas de freguesia e outras instituições do género que todos temos perto de casa deixo-vos uma outra sugestão relacionada com um tema que me é querido e do qual também já falei aqui.

A APAV tem mais de 50 centros de apoio  espalhados por todo o país que aceitam brinquedos, podem consultar a lista de centros aqui.

 

 

Imagem daqui

 

 

Bla bla bla

 

 

19
Nov19

Vamos falar de...luto


Bla bla bla

 

Tenho uma forma muito particular de lidar com o luto que basicamente consiste em não fazê-lo.

 

Quando alguém próximo de mim morre viro estátua, transformo-me em pedra, é como se não fosse  nada comigo.

Como sou tão forte e não me vou abaixo não preciso de ninguém para me consolar, ao invés torno-me na rocha estoica que serve de apoio aos restantes.

 

Sou eu que trato da parte burocrática dos funerais, dos arranjos e disposições, ultimas vontades e até da roupa para os defuntos vestirem.

 

Chegando à parte dramática do funeral, no decorrer do enterro ou cremação, não me cai uma lágrima que seja, tenho de amparar quem chora.

O meu coração dói e fica mais pequeno, mas é mais por aqueles que amo chorarem do que por quem partiu, porque esses gosto de acreditar que se encontram em paz.

 

 

Tenho a sorte de não ainda não ter passado por grandes perdas, não sei se quando a hora dos MEUS chegar se consigo aguentar com a mesma estoicidade...

Já perdi uma amiga, tios, bisavós, avó...

 

 

A minha avó já morreu à mais de 10 anos mas é um assunto pesado para mim.

 

A minha avó tinha um feitio muito peculiar.

Dos vários netos eu era a primeira e talvez por isso a predileta.

Não era uma mulher de afetos, não era uma avó no conceito da palavra, mas nunca me tratou mal nem me ignorou, o mesmo já não poderão dizer todos os outros netos.

 

Só já adulta percebi a animosidade que havia entre a minha avó e a minha mãe, sua filha. A minha mãe teve uma infância  difícil e uma adolescência pior. Graças à minha avó.

 

Felizmente e ao contrário da minha avó, a minha mãe tem um temperamento meigo, é muito dada a afetos e sentimentalismos.

Não sei de quem os herdou ou com quem os aprendeu.

Também não sei a origem ou motivo do desapegamento da minha avó.

 

Cheguei a  por a hipótese de a minha mãe ser uma filha bastarda do meu avô que a minha avó de alguma forma tivesse sido obrigada a criar. Mas as semelhanças físicas da minha mãe com ela são demasiado evidentes para essa possibilidade ser válida.

Na verdade, à pouco tempo em brincadeira alguém me tirou uma foto para o FaceApp e quando me vi envelhecida ia morrendo de susto porque sou (ou serei?!) igualzinha à minha avó.

 

A minha avó morreu sem que eu tenha tido a ousadia de desvendar este mistério, de por tudo em pratos limpos, de tentar uma conciliação entre as duas. 

O que resultou portanto numa grande tristeza da minha mãe que, se já vivia triste  com tudo o que se passou (e que não se passou também) mais triste ficou por não se terem conciliado a tempo. 

E a mim pesa-me esta pena também.

 

 

Nem eu nem a minha mãe voltámos ao cemitério deste então.

Não foi combinado, simplesmente não falamos disso, se pensamos não o dizemos em voz alta, é um assunto tabu porque é demasiado doloroso para ela que o viveu e para mim que sofro pelo que ela sofreu e por não ter conseguido consertá-lo.

 

 

Pensei que a restante família, ainda que não conhecendo se calhar tão bem estes contornos como eu, compreendesse e respeitasse esta nossa decisão e na verdade este meu traço de personalidade que me impele a desligar para não sentir.

Mas eis que afinal não.

 

No dia 1 deste mês, um querido primo meu teve a simpatia de ir ao cemitério, arranjar a campa, trocar as flores.

Teve ainda a amabilidade de tirar fotos de vários ângulos, posições e filtros.

Fez uma fotomontagem.

No fim dizia "Nós ainda nos lembramos de ti!".

Não tendo eu redes sociais e portanto não tendo assim acesso à sua sentida partilha nas várias redes, fez questão de encaminhar para mim com a mensagem "Vê se para o ano também vêm, parece mal para a avó e para as pessoas que vocês nunca venham cá". (Que pessoas?!?)

 

Esta coisa ficou assim que a cozinhar em banho-maria mas virou para a panela de pressão e o meu primo não se livrou de um belo de um telefonema meu no qual lhe expliquei que era uma decisão minha e, quer ele gostasse quer não, teria de a respeitar.

Ainda fui um bocadinho mazinha e disse-lhe que achava aquele vídeo uma piroseira, que a minha avó de certeza não tinha acesso ao facebook ou instagram lá onde estivesse e, que mesmo que tivesse havia de achar aquilo uma valente palhaçada.

 

Não se preocupem, que nem eu nem o primo estamos zangados. Ficou tudo esclarecido e em pratos limpos, concordámos em discordar, em termos opiniões diferentes e em as respeitar-mos daqui para a frente.

 

 

Mas já passaram mais de duas semanas e continuo a remoer.

 

A única foto que tenho da minha avó, uma foto tipo-passe que ela tirou pouco antes de morrer, teima em aparecer-me em tudo o quanto é lado.

A última vez foi na gaveta das cuecas.

Começo a acreditar que não devo ter só uma foto, são várias com certeza que arrumei em sítios distintos para o caso de uma se perder e, que agora o Universo ou a minha cabeça decidiu por à frente do meu nariz só para me massacrar. 

 

 

A verdade é que não sei se voltar ao cemitério me traria alguma paz porque nunca lá voltei.

Por outro lado, não me consigo decidir a ir.

Por mim.

E por que não posso ir sem dizer à minha mãe, porque sinto que a estaria a atraiçoar.

 

 

Mas já sei que não vou.

Há por aí alguém que também não vá ao cemitério?

 

 

Odeio cemitérios.

Quando eu morrer quero ser cremada e podem deitar as minhas cinzas para o mar.

Se der muito trabalho até as podem despejar pelo ralo da sanita... hão-de chegar ao mar de qualquer forma.

 

 

Bla bla bla

 

15
Nov19

Vamos falar de...Desafio dos Pássaros #10

Já chegámos? Já chegámos?


Bla bla bla

Já chegámos? Já chegámos?

A SÉRIO QUE JÁ CHEGÁMOS??? É mesmo isto o INFERNO???

 

Eu sabia que ia encontrar toda a gente quando chegasse aqui mas não esperava encontrar mesmo toda a gente...

Sim, são vocês! Estão cá TODOS!!!

 

Ainda mal lá tinha posto os pés e já vos estava a reconhecer a todos.

 

 

O Hitler andava a fugir da malta que tinha ficado passada por ter ficado uma eternidade à espera no purgatório graças à fila que ele havia provocado.

 

Miluem continuava a barafustar que queria o livro de reclamações já que ainda não tinha chegado a hora dela.

 

IMSilva e a Catarina Reis estavam eternamente aflitas para ir à casa de banho mas a casa de banho estava sempre ocupada pelo Triptofano que se masturbava no chuveiro embora volta e meia lá escorregasse no sabonete.

 

A Gorda estava mesmo balofa e era com dificuldade que andava a fugir da Custódia e da Clotilde que não paravam de lhe atazanar o juízo.

 

A Peixe Frito tinha sido literalmente transformada em peixe e estava a ser assada pelo tio do Sapo, o Tio Jacinto.

 

A sobrevoar o Inferno andavam oito abutres... eram a Alexandra, a Caracol, a Drama Queen, a FatiaMor, a Just Smile, a Magda L. Pais, a Mula e o Coiso, que até no Inferno adotaram a forma de PÁSSAROS necrófagos para nos bicarem até na morte.

 

 

Bla bla bla

 

Para perceberes as referências do Inferno  vê o texto do tema 5 do desafio dos pássaros que também podes ler aqui.

12
Nov19

Vamos falar de...feed da vencedora de Passatempo

Devo-te a Felicidade, Sophie Kinsella


Bla bla bla

Lembram-se de no passatempo de Setembro ter oferecido este livro?

 

felicidade.jpg

 

Não? Bem o link de participação está aqui e aqui está a divulgação da vencedora. Foi o nº 11, a Patrícia Marques.

 

A Patrícia já leu o livro e muito simpaticamente acedeu a partilhar a sua opinião connosco. Curiosos?! Cá vai!

 

 

devo-te.jpg

 

 

"Adoro os livros da Sophia Kinsella e, mal soube que ia sair o "Devo-te a felicidade", acrescentei-o logo à minha "lista de desejos".

Como a autora já nos habituou, esta é uma leitura leve, perfeita para descontrair depois de um dia de trabalho.

Logo de início fiquei presa ao livro por me identificar imediatamente com a protagonista: também eu tenho a mania de limpar, reparar e colocar tudo no seu devido lugar. É impossível não largar umas boas gargalhadas com algumas situações e pensar “oh, meu deus, eu faria exatamente a mesma coisa!”.

Por outro lado, a empatia que criamos com a Fixie às vezes fica um pouco tremida: como é que é possível ela ser tão "fraca" e deixar que todos a tratem mal? Pensamos: como é possível os irmãos serem tão egocêntricos? E aquele "amigo" Ryan, que é completamente intragável?? Confesso que, às vezes, ficava irritada com as personagens e com vontade de abanar a Fixie e dizer-lhe "Reage!!!". Embora pareça que são personalidades detestáveis, percebemos que também existem pessoas assim na vida real...

E depois apareceu o Sebastian... Chegou um momento em que toda aquela troca de favores me pareceu um pouco exagerada e pensei "a sério? Quando é que eles começam a relacionar-se sem ser com base naquele cartão?". Mas a autora entendeu que aquelas voltas todas eram necessárias para o desenvolvimento da história e das próprias personagens... E acabei por lhe dar uma certa razão. É muito bom ver a evolução da Fixie que, a partir de determinado momento, compreende o quão forte é, começa a reagir e toma as rédeas de todas as situações.

Gostei muito do final, de ver o rumo da história depois da mudança de atitude da Fixie e, consequentemente, das personagens que a rodeiam...

Em suma, não terá sido dos melhores livros que li da Sophie Kinsella mas não desiludiu: uma história leve e divertida, com personagens que nos tocam e com quem criamos empatia e, claro, com um final feliz (quem não gosta de um final feliz?).

 

Muito obrigada, Bla bla bla, pela oportunidade de ler mais um livro desta autora tão querida.

Beijinhos e tudo de bom,

Patrícia Marques"

 

Patrícia Marques.jpg

 

 

 

Gostaram?!

Também querem?

Este já foi!

Mas até ao dia 28 deste mês podem habilitar-se neste passatempo aqui ao novo livro do Tiago Rebelo A Maldição do Marquês.

 

 

#Patrícia Marques, uma vez mais obrigada pela tua participação e fico muito contente que tenhas gostado

 

 

Bla bla bla

 

11
Nov19

Vamos falar de...Charco


Bla bla bla

Desapareci daqui por pouco mais de uma semana mas parece-me que se passou um mês.

 

 

Quando consultei o meu email ia caindo da cadeira porque tinha mais de uma centena.

Rapidamente percebi que tal se devia graças a um carinhoso post do nosso querido Triptofano (que ainda para mais chegou aos Destaques!) no qual ele se dispõe a ser alvo de um desafio ainda por definir pela nossa comunidade (até agora o sugerido foi o" evoluiu challenge makeup") caso o meu passatempo chegue às 100 participações.

Se ainda não viram esse post do Trip podem fazê-lo aqui.

 

Não tenho palavras suficientes para agradecer este gesto tão bonito e para vos explicar o quão tocada fiquei. 

 Trip amo-te do  e só não te peço para casares comigo porque para além do Querido e do Cara-Metade ainda temos a particularidade de sermos tão almas gémeas que até os nossos gostos sexuais são os mesmos.

 

 

Para além disso ainda houve pessoas que por comentários noutros posts ou até por email, tentaram entrar em contacto comigo estranhando a minha ausência  e por isso tentando indagar se eu estaria bem... Pronto... mais lágrimas nos olhos  

Está tudo bem, estou vivinha da silva  mas infelizmente tive muitas coisas a acontecer ao mesmo tempo e por muito que corresse não conseguia chegar a todo o lado.

 

 

E é por isto que adoro este CHARCO cheio de sapos que são verdadeiros príncipes e princesas encantados  

Isto sim são blogs com gente dentro, uma comunidade envolvente e envolvida, preocupada e atenta.

 

A todos vós o meu muito, muito, muito OBRIGADA

 

Entretanto, vou regressando aos poucos, tenho muita coisa para preparar e ainda tenho de ver o que é vocês andaram por aí a fazer

 

Beijinhos para todos,

Bla bla bla

 

 

08
Nov19

Vamos falar de...desafio dos pássaros #9

Acordaste nu, sem te recordar de nada, numa ilha deserta


Bla bla bla

Cegueira branca.

 

 

A primeira coisa que me ocorreu quando comecei a ganhar consciência e a sair do torpor do sono foi que me tinha assolado uma cegueira branca como a do Ensaio sobre a Cegueira do grande José Saramago.

Tento abrir e piscar os olhos e continua tudo branco.

 

Sei que estou ao ar livro porque sinto uma leve brisa fresca. E depois azul… do mar.

 

Olhei à minha volta para tentar perceber onde estava e o que estava a acontecer.

Estava nua, numa pequena ilha de pedras com uma espécie de farol ou qualquer coisa do género onde aparentemente não estava mais ninguém. Procurei em volta as minhas roupas com pudor que alguém aparecesse e me encontrasse naqueles propósitos. Não encontro nada.

 

Tento recordar-me como fui ali parar e não me ocorre nada… espera! Havia uma cabana… e um frigorífico mas não me lembro de mais nada.

 

Oh meu Deus, e agora? O que é que eu faço? Vejo a praia ao longe mas sei que a nado não consigo lá chegar. Entro naquela coisa do farol???

Estou prestes a ter um ataque de pânico, não consigo respirar, não sei o que fazer até que ouço uma voz familiar Bom dia! Viro-me e vejo o Querido surgir numa gaivota. O que é que aconteceu? Onde é que nós estamos? O que é que se passa?!?

O Querido sorria. Atirou-me com a roupa e mandou-me subir para a gaivota Temos muito que pedalar.

Foi então que o Querido me contou que tínhamos ido a uma festa num sitio chamado a Cabana do Amor mas que eu não tinha gostado, era um sitio horrível e com ar muito manhoso e que depois de eu ter ido buscar uma bebida tinha agarrado nele e saído de lá esbaforida a reclamar entre-dentes com o que tinha encontrado no frigorífico.

 

 

Contou-me então que apesar disso não quisemos dar a noite por perdida e fomos comprar uma garrafa de vodka que eu bebi como se fosse água.

 

Voltámos para a praia para fazermos amor sobre as estrelas.

 

Entretanto tive a brilhante ideia de roubarmos uma gaivota para fodermos no mar.

Dei um time para aguentar a pedalada e aquilo fez-me pedalar até ao Bugio onde fodemos que nem loucos até eu cair para o lado numa espécie de coma alcoólico.

bugio.jpg

Imagem daqui

 

 

 

Para perceberes as referências à história da cabana do amor vê o texto do tema 6 do desafio dos pássaros que também podes ler aqui.

 

 

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01
Nov19

Vamos falar de...Desafio dos Pássaros #8

Escreve uma carta para a criança que foste


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Ainda esta semana em conversa com a minha amiga mais antiga (da qual já falei aqui) relembrámos os nossos primeiros namoricos e quão parvinhas erámos nessa altura.

Se soubesse o que sei hoje… comentámos as duas… mas rapidamente concluímos depois que apesar de tudo não mudaríamos nada porque tudo o que nos aconteceu de certa maneira nos conduziu a onde estamos e ao que temos hoje.

 

Os maiores arrependimentos que tenho estão ligados aos corações que parti e às pessoas que de alguma forma magoei, mas quero acreditar que essas pessoas não me guardam qualquer rancor ou ressentimento pois também das minhas más pode ter advindo um resultado ou caminho positivo. Quero acreditar que sim porque é assim que encaro quem me magoou também, com um agradecimento sentido por mesmo com alguma dose de dor me terem encaminhado para o meu caminho.

 

 

E é por isso, que com alguma pena minha, esta semana me encontro de certa forma a faltar aos desafios (aos dos pássaros porque o tema era escreve uma carta para a criança que foste, e ao Trip que me desafiou a incluir em todos os textos uma temática sexual) e a faltar a quem aqui vem ler e está habituado um texto mais animado, brejeiro e divertido.

 

 

Se tivesse de escrever uma carta para a criança que fui entregaria um subscrito em branco...

 

 

 

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