Não sou grande fã de estórias de amor com final feliz, daqueles que terminam com o par romântico de mãos dadas a ver o por do sol à beira mar depois de terem ultrapassado um qualquer obstáculo que ameaçava os alicerces da relação.
Não gosto que se fale e analise exaustivamente os sentimentos.
Nas minhas estórias preferidas o protagonista vive atormentado, morre ou vê morrer o objeto da sua paixão, há sempre mortos e solidão, há amores e ódios viscerais, e quando chegamos ao fim sentimos o coração um bocadinho pesado.
Por causa disso tenho o hábito de fugir de livros com saquinhos, fitinhas e purpurinas e da mesma forma também não me costumo aproximar de livros que contenham no título a palavra amor e seus derivados e variantes.
Mas, como já disse aqui várias vezes, este ano decidi-me a romper com todo o tipo de preconceitos e até mesmo a contrariá-los.
Nem sempre corre bem mas na maior parte das vezes admito que tenho vindo a ser surpreendida pela positiva.
E é por isso que venho aqui falar-vos do novo livro do Pedro Chagas Freitas, autor do qual ainda não li absolutamente nada.
Noutra vida, eu e o Pedro trabalhámos na mesma empresa; se lhe dissessem o meu nome ele não se lembraria de mim, se lhe mostrassem uma foto provavelmente juraria a pés juntos que nunca me viu mais gorda.
Na altura eu era apenas uma gaiata insignificante, o meu trabalho consistia em levar cafés, atender telefones e pouco mais. Era tão invisível no meio de jornalistas, redatores, editores e escritores de alto gabarito que cheguei a temer ficar literalmente transparente.
Nunca levei café ao Pedro, ele nunca me pediu para lhe fazer uma chamada, nunca me pediu para fazer reservas em restaurantes ou hotéis, nunca me pediu um copo de água... na verdade, tenho quase a certeza de que ele nunca olhou para mim e não sabe portanto sequer que eu existo.
Por parvoíce minha, nunca li absolutamente livro nenhum de escritores que tal como eu tivessem tido o infortúnio de ter trabalhado naquela malfadada empresa.
Obviamente que esta resolução é uma parvoíce já que uma pessoa não é o reflexo de uma empresa ou de um trabalho; afinal também eu trabalhei lá e por muito triste que tenha lá sido isso não deveria de influenciar a minha opinião acerca das pessoas que também lá trabalharam.
Como já disse não li nada sobre o Pedro pelo que não tenho uma opinião formada mas pelo que já sabia, pelo que pesquisei e é do conhecimento publico, é um escritor proliferisíssimo, está envolvido em imensos projetos literários e de escrita criativa e é muito aclamado pela critica.
No próximo dia 29 de Outubro a LeYa/Oficina do Livro publicam o seu novo livro M#rda! Amo-te,
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Caso queiram assistir ao lançamento do livro estão para já marcadas duas sessões:
- Lisboa no dia, 29 de outubro, às 18h30, na FNAC Colombo, com Ana Rita Clara e Rui Miguel Mendonça;
- Porto no dia 8 de novembro, às 21h, na FNAC Norteshopping, com Sónia Araújo e Rute Marinho.
O ponto de partida é, como habitual no autor, desarmante: “o amor é a pior coisa do mundo e não há nada melhor.”
O livro conta a história de uma escritora de livros infantis e de um humorista, protagonistas de um romance que nos questiona: saberemos mesmo quem somos? Conhecemos mesmo a pessoa que amamos? E, afinal, o que somos capazes de fazer por amor?
Sinopse
Saberemos mesmo quem somos? Conhecemos mesmo a pessoa que amamos? E, afinal, o que somos capazes de fazer por amor? Uma história de amor arrepiante, viciante, emocionante.
Uma escritora de livros infantis e um humorista são os protagonistas de um romance que não vai conseguir parar de ler.
«Amo-te. Amo-te acima do que possas imaginar, acima do que eu conseguiria imaginar. Amo-te acima de tudo e preciso que fiques acima de tudo. Preciso que fiques para mim, para ocupares o espaço que egoisticamente reservei para ti. Ouve-me. Ouve-me bem. Ouve-me e percebe a dimensão da minha falha, a largura incomportável da fenda que nos separou tantas vezes. Não quis magoar-te. Nunca quis magoar-te. Só quis proteger-te, salvar-te de mim. Sou demasiado humano para que alguém como tu me ame. Julguei-me capaz de te fugir e cada vez ia ficando mais perto de ti, mais dentro de ti. Não te amo, posso dizer. Não te amo porque o que te sinto é como o que sou. Amo-me e tu és parte do que eu sou. Amo-te porque és eu, pode ser esta a definição que consigo agora. Desculpa.»
Vou tentar arranjar um exemplar para oferecer aqui (sem promessas!).
De qualquer modo, vou por este livro na minha lista de pedidos para o Pai Natal para o ler ainda este ano e romper assim definitivamente com esta mania parva de alienar livros/escritores por motivos infundados.
E vocês? Já leram algum livro do Pedro Chagas Freitas? Algum que recomendem mais?
Bla bla bla ![]()