Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

Vamos falar de... Bla bla bla

Vamos falar de... Bla bla bla

13
Set19

Vamos falar de...desafio dos pássaros #1

Problemas, só problemas...


Bla bla bla

Problemas, só problemas...

Como se já não fosse um problema suficiente uma pessoa sem as devidas 
competências artístico-literárias meter-se num desafio de escrita, 
decidi ainda aceitar o tenebroso desafio do Triptofano de que 
escreveria acerca de sexo, solidária com a causa #sexosemculpa 
iniciada pela dEsarrumada.

Mas do mal o menos, e realmente para uma mulher com um trabalho a 
tempo inteiro, que perde 1/3 da sua vida a andar de 
transportes públicos, com filhos, lida da casa e um blog para gerir, 
problemas e sexo estão invariavelmente interligados.

Para poupar palavras passo a enumerar:
   * é um problema arranjar energia ao fim do dia para ter sexo;
   * é um problema pôr as crianças a dormir nas respetivas camas para poder dar cambalhotas com o Querido na nossa cama à vontade;
   * é um problema quando não conseguimos pôr as crianças nas respetivas camas e tendo a nossa cama ocupada não ter outra alternativa e 
termos de acabar embrulhados no sofá;
   * é um problema quando estamos lançados, estamos no auge, quase 
quase a chegar e ouvimos um barulho suspeito à porta do quarto que nos 
obriga a parar abruptamente, agarrar numa peça de roupa à pressa e ir 
com a voz arquejante ter com uma criança que não percebe porque estás 
com um ar alucinado de quem veio a correr a meia maratona;
   * é um problema não poder fazer barulho e extravasar à vontade;
   * é um problema o sexo ter de ser renegado para a noite, quando as 
crianças dormem;
   * é um problema arranjar esconderijos para os nossos brinquedos 
numa casa com crianças que arranjam mil e um motivos para meter o 
bedelho em tudo.

Mas, para mim e a acima de tudo, é um problema não ter sexo!

Eu tenho muito, não se preocupem!

Mas acho que anda a fazer falta a muito boa gente!

Acredito que o sexo resolve muitos problemas e, nos problemas que o 
sexo não resolve, ajuda pelo menos a atenuar tensão acumulada. Por 
isso é que às vezes no meio de discussão eu viro-me para o Querido e 
digo "Pára tudo! A gente já continua. Vamos dar uma foda!” Obviamente 
ele não discute, a te(n)são liberta-se, a te(n)são alivia-se e quando 
acabamos às vezes não nos lembramos do que estávamos a discutir mas 
mesmo quando nos lembramos já não estamos tão zangados!

Por isso, se querem evitar problemas, só problemas (gravidezes 
indesejadas não estão incluídas!), vocês fodam!

 

Bla bla bla

11
Set19

Vamos falar de...Passatempo a decorrer!

Passatempo: Oferta de livro


Bla bla bla

Sabem porque é que este post aqui aparece n'Os posts mais comentados no Sapo dos Blogs Quentes?

bq.png.jpg

 

Não sabem?

Vão lá ver

 

 

Estou a brincar  e estou a oferecer um livro!

 

Por isso vão até lá e comentem o post com a  frase ""Eu quero o livro Devo-te a Felicidade da Sophie Kinsella oferecido pela Bla e pela Quinta Essência da Leya"." para também se habilitarem a este passatempo!

 

 

Bla bla bla

 

 

10
Set19

Vamos falar de...Devo-te a Felicidade, Sophie Kinsella

Passatempo: Oferta de livro


Bla bla bla

Sou fã da Sophie Kinsella. Comecei por ler a saga Shopaholic (Louca por Compras) e li todos os outros depois.

A quem viu o filme, deixo o apelo a que por favor não julguem os livros dela por esse filme que fica muito áquem da escrita dela.

 

 

Os livros da Kinsella são de leitura leve e sempre muito divertidos.

A escrita dela é muito fluída e conseguimos entrar facilmente na cabeça da personagem. Chega a ser caricato, porque vemos a personagem a meter-se em sarilhos e percebemos perfeitamente como é o raciocínio a levou lá. Faz sentido. Apetece-nos gritar "Nãaaaao! Não faças isso!" mas, percebemos o porquê das pesrsonagens agirem de determinada forma.

 

 

Os livros dela têm sempre a mesma linha ou base.

A personagem principal, meio trapalhona, e que acaba sempre por se ver envolvida em alguma espécie de imbróglio.

Há sempre uma paixão que à primeira vista parece improvável.

E no fim, acaba tudo por se resolver, ainda que nem sempre livre de consequências.

Contudo, nem por isso os livros dela se tornam aborrecidos e previsíveis, porque há sempre surpresas e situações inesperadas.

 

 

Se tivesse de definir os livros da Sophie Kinsella numa só palavra seria REFRESCANTE.

É impossível não rir com os livros dela.

 

 

Foi portanto o último livro desta escritora que eu escolhi para o meu primeiro passatempo em parceria com a LEYA e da qual já falei aqui.

 

Confesso que costumo ler os livros dela na versão original, em inglês, porque há muitos anos li um dos livros dela na versão portuguesa e odiei a tradução, que não correspondia de todo ao original e que me parecia adaptado para poder ser vendido em Portugal e no Brasil, para agradar ás duas variantes da língua Portuguesa.

Embora não possa atestar com toda a certeza porque confesso que não li este em versão PT, tive o cuidado de confirmar que a pessoa responsável pela tradução agora não é a mesma (nem a editora, btw) pelo que já não deverá haver este problema.

 

 

Eu comprei e li nas férias este:

iownu1.jpg

 

Para vocês tive o cuidado de arranjar a versão portuguesa:

 

felicidade.jpg

 

Em Devo-te a Felicidade conhecemos a Fixie, uma rapariga que tem a compulsão de ter tudo em ordem embora tenha bastante dificuldade em equilibrar a sua própria vida. Apesar de ela tratar dos problemas à sua volta, não consegue resolver os dela, acabando por acreditar que não merece mais do que já tem.

Fixei deixa-se ainda menosprezar pela família, mais em concreto pelos seus irmãos, e sente uma paixão platónica e tóxica por Ryan desde a adolescência.

 

Mas o inesperado acontece quando casualmente conhece Sebastian e lhe faz um favor, o qual gera uma sucessão de favores que ambos acabam por dever e pagar um ao outro.

 

É um livro que retrata muito as relações familiares (nem sempre fáceis) e que nos leva a pensar que às vezes a melhor ajuda que podemos dar aos outros é deixá-los aprender por eles mesmos.

 

 

Estão vocês a pensar "Ah e tal Bla bla, isso é muito giro e coiso, mas a gente quer saber é como é que temos o livro grátis!"

Vamos então ao que interessa: Tenho 1 livro para oferecer e para tal só tem de deixar um comentário neste post a dizer "Eu quero o livro Devo-te a Felicidade da Sophie Kinsella oferecido pela Bla e pela Quinta Essência da Leya".

Façam copy paste  para ser mais fácil

Serão aceites os comentários feitos até dia 20-09-2019 e o vencedor será anunciado aqui no blog no dia 23-09-2019.

Os comentários válidos serão numerados por ordem de entrada e depois será sorteado o nº através do sistema Random (https://www.random.org).

Portanto se querem este livro toca a comentar e boa sorte!

 

 

Adicionalmente e para a malta das redes sociais podem (e devem) ir à pagina do facebook aqui onde a editora costuma postar novidades e ofertas.

 

Se não conseguirem ser os felizes contemplados desta oferta mas quiserem comprar este livro também podem fazê-lo aqui.

 

 

Sinopse

Fixie Farr tem uma compulsão terrível: a de arranjar tudo… Seja a endireitar de um quadro, tratar de uma nódoa quase invisível ou auxiliar um amigo em apuros, ela é simplesmente incapaz de não agir. O mesmo se aplica ao negócio de família que gere com os irmãos, ainda que, em segredo, sinta por vezes que tudo recai sobre si. E quando um belo desconhecido lhe pede para ela olhar um instante pelo seu computador portátil, não é de admirar que ela diga que sim. Agradecido, Sebastian acaba por lhe rabiscar uma nota de dívida (que, evidentemente, ela não irá cobrar). Ou será que vai? É que Ryan, por quem Fixie tem um fraquinho, precisa de ajuda. E quem melhor do que Sebastian para o ajudar? Só que agora é ela que tem uma dívida para com ele e Fixie não está habituada a ver-se nessa situação. Após uma sucessão de notas de dívida, de favores insignificantes e ajudas preciosas… Fixie depressa dá por si dividida entre o passado confortável e o futuro que julga merecer. Terá ela coragem de "dar um jeito" à sua própria vida e lutar por aquilo que verdadeiramente quer?

 

 

logo_quinta_essencia_6zk2xc4k.png

 

 

Bla bla bla

09
Set19

Vamos falar de...novidades

Passatempo


Bla bla bla

Provavelmente já não se lembram ou não prestaram a devida atenção, mas neste post aqui (pronto não vos obrigo a ir ler, vou já citar!) eu disse o seguinte:

"Os livros:

  • li os 6 a que comprometi e irei falar deles aqui no blog oportunamente e, quiçá , com novidades que aprazerão a todos a alguns.   "

 

Falei em novidades... ninguém com curiosidade para saber quais?!?

 

Não? Mas eu conto à mesma.

A verdade é que agora tenho uma editora parceira   e vocês é que ganham com isso.

Selo-Parceiros-Leya 2019.png

Ganhar? Como? (O quê nem importa não é seus gulosos?! Se é borla até posso estar a oferecer cascas de amendoins que vocês querem)

 

Obviamente que o podem ganhar são livros! Grátis!

 

Como? Não podem saber tudo de uma vez não é? Perdia a graça. Mas não se preocupem que estes meus passatempos à partida não hão-de implicar muito mais do que um comentário.

 

Deixo mais uma dica: o primeiro livro que vou oferecer  é um dos que li nas férias e dos quais ainda não fiz a resenha aqui no blog

 

 

Bla bla bla

 

 

 

06
Set19

Vamos falar de...lotaria genética


Bla bla bla

Antes de começar tenho de dizer (escrever?!) que este post andou a flutuar na minha cabeça; imaginei X coisas para escrever, Y ideias que queria transmitir mas, chegando aqui, a bater no teclado, dou por mim a escrever e a apagar, a ponderar as ideias, a sopesar significados, a procurar sinónimos...

 

 

 A minha avó era uma pessoa ociosa. 

Nunca tinha pensado nisso mas a verdade é que provavelmente foi ela que me transmitiu este genes ou coisa manhosa que tenho inerente a mim e que me fazem adorar preguiçar, deitar no sofá, deixar tudo para depois... não se riam, é uma doença olhar para a roupa, pensar "tenho de passar a ferro" e acabar escarrapachada no sofá a vegetar com a boca meio aberta e um fio de baba a escorrer e a pensar "Sa foda a roupa, eu mereço descansar".

 

A minha avó teve 5 filhos que foram criados pela filha mais velha, que é a minha mãe. 

Desde cedo que ela (a minha mãe) aprendeu a fazer tudo em casa, desde cuidar dos irmãos, limpar a casa, cozinhar... e não aprendeu com a minha avó ao lado dela a ensinar; aprendeu com a minha avó deitada na cama a mandar fazer e a obriga-lá para vir até à beira dela para apanhar uma cacha'porrada quando não fazia bem (por vezes até quando fazia).

Imagino a casa pequena dos meus avós, a abarrotar com 5 filhos pequenos, numa casa em que que quem fazia tudo era uma criança.

 

A minha mãe era a mais inteligente dos 5 irmãos, a que tinha melhores notas na escola, mas era tratada como escrava.

Não é portanto de estranhar que a carência de carinho a tenha levado a apaixonar-se nova, a fugir, casar, engravidar.

 

 

A minha mãe sempre foi um bocado obcecada pelas limpezas (go figure!).

Eu e o meu irmão jamais poderíamos comer em casa senão sentados à mesa, "não toquem nas paredes", "tira os pés dos sofá", "essa t-shirt tem uma nódoa" (onde?!?), "vai limpar o teu quarto", "está tudo desarrumado"...

 

 

O meu pai sempre foi machista e acha que em casa as mulheres é que têm de fazer tudo.

O que se traduziu lá em casa por eu ser obrigada a arrumar as coisas do meu irmão.

 

 

O meu avô sempre foi um mentiroso compulsivo com DPD (dependent personality disorder ou transtorno de personalidade dependente).

Ele nunca pôs os  pés num psicólogo, este diagnóstico faço-o eu baseada no facto de ele mentir constantemente para agradar quem o está a ouvir, chegando ao ponto de, imaginemos, numa conversa entre ele e mais duas pessoas que tenham opiniões diferentes, ele estar constantemente a dizer e a contradizer-se para estar de acordo com os dois, nem neutro ele consegue ser. A verdadeira opinião dele? Não sei eu nem ninguém; desconfio que nem ele saiba e que a sua resposta se altere consoante o interlocutor.

 

 

Perguntam-se vocês, se é que ainda não desistiram de ler, o porquê de eu estar a dissertar sobre os podres da minha família...

 

 

É que nas divagações várias que me assomam nas insónias apercebi-me que consegui na lotaria genética pedaços destes virtuosos traços de personalidade,  a saber:

  • sou mortalmente preguiçosa por graça da minha avó;
  • apesar do ponto anterior, sou alucinada com as limpezas, graças à minha mãe, o que, acreditem! não é fácil coordenar, atendendo à minha inerente languidez;
  • sou machista como o meu pai, ou seja, lá em casa o Querido não mexe uma palha; ele não sabe cozinhar, a arrumar não faz nada de jeito o que depois me obrigaria a fazer tudo por cima de novo, pelo que não o deixo fazer absolutamente nada;
  • como o meu avô, sempre sofri de DPD (also self diagnosed) e confesso (com muita vergonha) que na infância e juventude contava muitas mentiras inofensivas sem razão aparente.

 

E foi ao aperceber-me disso que me pus a pensar o seguinte:

se eu consegui, com muita força de vontade e auto-controlo, deixar de mentir e obrigar-me a deixar de estar constantemente a tentar agradar aos outros, será que também posso alterar o resto?

Será possível construir-me como eu quero? Ou os traços genéticos têm mais força e peso?

 

 

Não vos sei responder meus caros e começo a pensar seriamente que devia procurar ajuda...com um psicólogo...de verdade... certificado e tudo. (Algum por aí???)

 

 

Bla bla bla

05
Set19

Vamos fala de...A Arte de Caçar Destinos, Alberto S.Santos

#leiturasdeverão


Bla bla bla

artecaçardestinos.png

 

Já devem ter ouvido falar deste escritor que está na berra com os seus romances históricos. Eu nunca tinha lido nada dele e escolhi este para primeiro por ser um livro de contos.

 

São sete contos, supostamente inspirados em alguns factos reais, lendas e crendices tradicionais depois fabulados pelo autor.

 

 

Quando comecei o primeiro Correr o Fado comecei a ficar ligeiramente irritada porque estava a enrolar muito para se descobrir o que era o Fado afinal. A linguagem utilizada não me soava bem,  parecia demasiado forçada.

O desenrolar da estória e dos acontecimentos parecia inverossímil e sem sentido. 

Chegou ao fim e não gostei.

 

 

Seguiu-se o Génio do Candil e comecei a ver a minha vontade de leitura a andar para trás.

Parecia mesmo uma fábula, daquelas que lemos na escola quando somos crianças. Com a moral da estória e tudo.

Era uma lenda, cheia de disparidades, sem nexo nenhum, e que dificilmente algum adulto acreditaria que pudesse eventualmente ter acontecido.

 

 

A partir daí e com o Dono do mastro, a Maria Carriça, a sombra da Deusa e filha da Viúva  a coisa melhorou, lá fiz as pazes com o livro e a leitura tornou-se mais aprazível.

Estes contos têm alusões a Bruxas e talvez por isso tenha gostado mais que já sabem que gosto de ler acerca das minhas comparsas  

 

 

No final onde o Rio acaba deixou-me desiludida em especial porque me parece que este conto não tem qualquer fundamento que não o da imaginação do autor.

 

Resumindo e baralhando, o livro é interessante embora gostasse que o autor tivesse indicado exatamente o quê era imaginado por ele e o quê fazia parte de alguma lenda ou facto histórico.

Hei-de recomendá-lo e emprestá-lo a pessoas amigas que sei que gostam do género.

 

Fiquei curiosa para ler pelo menos um dos romances históricos dele, talvez as Amantes de Buenos Aires que me parece deveras interessante.

 

 

Sinopse

Sete inquietantes histórias inspiradas no imaginário da tradição portuguesa.
O sete significa a perfeição e a abertura ao desconhecido. Os olhos de Deus e as cabeças do Diabo. É este o místico número de histórias narradas em A Arte de Caçar Destinos, onde vidas normais são perturbadas pelo inexplicável e sobrenatural.
Alberto S. Santos capta neste livro a essência da alma portuguesa que se preserva na tradição oral, nas festas dos ciclos agrários, nas práticas mágico-religiosas, onde o sagrado e o profano se unem para a salvação das almas.
Entre de mansinho neste sedutor jogo de sombras, maldições ancestrais, poções mágicas, vidas interrompidas e caçadores de fados, e descubra o seu próprio destino. Nem sempre a vida é o que parece. Nem sempre está completamente nas nossas mãos.
Com Prefácio de Fernando Alves e Posfácio de Germano Silva

 

Imagem daqui

 

 

Bla bla bla

04
Set19

Vamos falar de...Pré-desafio dos pássaros


Bla bla bla

Como já tinha contado aqui decidi aceitar participar no desafio que os pássaros fizeram aqui na blogosfera.

 

desafio.jpg

 

 

Também já repararam com certeza que a "passarada" anda toda em alvoroço porque foi proposto aos participantes um pré-desafio (que felizmente para mim não conta como prova de admissão!) que consiste em explicar o porquê de cada pardalito ter aceitado este desafio.

 

 

O meu já foi publicado no blog dos pássaros e, caso queiram consultar podem aceder clicando aqui.

 

passaros.png

 

 

Bla bla bla

04
Set19

Vamos falar de...Os três casamentos de Camilla S., Rosa Lobato Faria

#leiturasdeverão


Bla bla bla

 

3casamentos.jpg

 

Umas das muitas qualidades que aprecio nos livros da RLB é que as estórias são sempre verosímeis e roçam tanto a realidade que nos esquecemos que estamos a ler ficção, que aquela pessoa que nos está a narrar não existe, que aquelas vidas são inventadas.

 

 

O titulo não engana, este livro relata a vida de Camilla que, ao longo da sua vida, se casou três vezes.

São 90 anos de uma vida de encontros e desencontros, amores e desamores, felicidade e lágrimas, encontros e perdas.

 

A Paca tornou-se a minha imaginária, se eu tiver um anjo da guarda é tal e qual como a ela que imagino.

 

 

Leiam Rosa Lobato Faria! Não se vão arrepender!

 

 

Sinopse

Aos noventa anos de vida, Camilla decide percorrer os seus diários e contar as suas memórias. A sua história é a de uma mulher que, ainda que às vezes de longe, viu o tempo e os atos mudarem o mundo.

É também a história dos seus três casamentos e do seu único amor. A vida de Camilla é feita de iguais medidas de alegria e desespero.

A sua memória é a de uma jornada de crescimento, desde a inocente casada demasiado cedo à mulher que amou e sofreu e viveu uma vida completa. E a voz de Camilla é fascinante, tal como o é o percurso da sua vida.

É a autobiografia de uma velha senhora que aos noventa anos decide contar a sua vida, incluindo o que ela possa ter de inconfessável. Desde os ambientes à narrativa (que atravessa quase um século de história ) estamos perante um livro adequadamente romântico.

 

 

Imagem daqui

 

 

Bla bla bla

 

 

03
Set19

Vamos falar de...A Terra da Bruxa, Casimiro Ramos

#leiturasdeverão


Bla bla bla

TERRABRUXA.jpg

 

Sou um bocado avessa a ler livros desta editora (imagino que percebam o porquê) mas ando numa de me contrariar, de fazer coisas que não faria, de me livrar de preconceitos, e decidi aplicar essa filosofia também aos livros.

 

 

Este livro é muito pequeno, tem 90 páginas, letras enormes, alguns desenhos como ilustrações. Lê-se em pouco mais de uma hora.

 

 

Saber que a "Bruxa d'Arruda" realmente existiu aguçou a minha curiosidade.

Mas eis que começo a leitura... e ficou muito aquém das expectativas. Esperava que estivesse mais "romanceado".

O enredo é muito fraco, mal construído, falta muita base, muito conteúdo.

As interjeições são péssimas, o discurso não é fluído nem adequado.

Chegando ao fim, ficamos exatamente na mesma como começamos. Não tem estória com profundidade para nos tocar, não tem conhecimentos suficientes para nos ensinar, não tem magia para nos tornar crentes.

 

 

Nem todos os autores são escritores, nem todos os livros são obras.

 

 

Sinopse

Esta obra baseia-se na lenda da “Bruxa d´Arruda” e, através dela é descrita uma história fictícia que integra antigas práticas das curandeiras populares.

Em simultâneo é feito o enquadramento dos acontecimentos nos inícios do século XX, com a descrição de hábitos e trabalhos rurais dessa época.

Assim, para além de constituir um conto para crianças, através de uma viagem mística, a obra pode também ser lida como um manual com receitas e curas populares e ainda como um abrir de recordações de hábitos e costumes que os mais idosos viveram

 

 

Imagem daqui

 

 

Bla bla bla

02
Set19

Vamos falar de...Todos os Nomes, José Saramago

#leiturasdeverão


Bla bla bla

Saramago é o mestre e gosto muito dos livros deles... contudo só me lembro dele quando me aborreço das leituras corriqueiras, quando o banal me começa a enfadar e os neurónios começam a ansiar por uma obra prima com mais conteúdo e substância.

 

 

Fico sempre abismada e surpreendida ao ler um livro dele porque me parece impossível que consiga escrever à velocidade do pensamento e do raciocínio. Acham que é fácil? Não é!

Quando escrevemos ouvimos as palavras na cabeça mas depois, ao transpô-las para o papel (ou teclado não é?!) pensamos mais devagar, o cérebro tende a focar-se mais na semântica, na métrica, na leis da gramática, na sonoridade, no sentido.

Ao passo que quando simplesmente pensamos as palavras surgem na cabeça a uma velocidade vertiginosa, nem sempre completas, nem sempre são precisas todas as palavras para pensar, a ideia está lá, é possível até visualiza-la, salta, muda, transforma-se e não se deixa domar nem aprisionar num texto escrito com palavras.

 

Mas ao ler Saramago sinto-me como se estivesse dentro da cabeça dele, a ouvi-lo.

 

 

todososnomes.png

 

Todos os Nomes é um livro que curiosamente não tem nome nenhum; o único nome que aparece no livro é José que pode ser encarado como todos os nomes ou nome nenhum, um não-nome.

José é um funcionário da Conservatória do Registo Civil que faz coleção de recortes sob a vida de uma centena (ou um pouco mais) de celebridades, nas quais inclui ainda a ilícita cópia da ficha do registo civil.

Um dia, por lapso, traz no meio das fichas das celebridades a ficha de uma desconhecida.

Começa então a sua busca por mais informações acerca da vida dessa mulher, a qual lhe vai trazer algumas aventuras e o vai obrigar a quebrar as suas rotinas.

 

Não sei se ficou implícito ou se fui eu que depreendi, mas eu fique com a ideia que a busca em si, e sem que ninguém tenha consciência, acaba por influenciar não só quem procura mas também a vida da desconhecida que é procurada, bem como o desfecho da estória.

 

 

É Saramago, uma leitura que não agrada a todos mas que me agradou muito a mim. 

 

 

 

Sinopse

O protagonista é um homem de meia-idade, funcionário inferior do Arquivo do Registo Civil. Este funcionário cultiva a pequena mania de colecionar notícias de jornais e revistas sobre gente célebre. Um dia reconhece a falta, nas suas coleções, de informações exatas sobre o nascimento (data, naturalidade, nome dos pais, etc.) dessas pessoas. Dedica-se portanto a copiar os respetivos dados das fichas que se encontram no arquivo. Casualmente, a ficha de uma pessoa comum (uma mulher) mistura-se com outras que está copiando. O súbito contraste entre o que é conhecido e o que é desconhecido faz surgir nele a necessidade de conhecer a vida dessa mulher. Começa assim uma busca, a procura do outro.

 

 

Imagem daqui

 

 

Bla bla bla