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Vamos falar de... Bla bla bla

Vamos falar de... Bla bla bla

30
Jul19

O Diabo, o Relojeiro e a Máquina dos Sacrifícios, Michael Marshall Smith


Bla bla bla

diabo.jpg

 

Encontrei este livro por acaso.

A capa captou a minha atenção, o título deixou-me curiosa e a sinopse intrigou-me.

Estava com 60% desconto e era o último disponível na loja pelo que decidi comprá-lo.

 

 

Hannah Green é uma menina cujos pais estão a passar por uma separação, razão pela qual ela vai passar uns dias com o seu avô.

Juntos, avô (que é o relojeiro) e  neta,  embarcam numa aventura: o pai de Hannah desaparece misteriosamente pelo que vão à sua procura mas, ao mesmo tempo, vêem-se obrigados a ajudar o Diabo em pessoa para reparar a máquina dos sacrifícios a qual transforma em energia as más ações e a envia para o Inferno (imaginem se as energias negativas não fosse para o Inferno e ficassem neste mundo).

 

Ao lê-lo as minhas expectativas  quanto ao desenrolar da estória foram desvanecendo; o livro tinha demasiada fantasia para mim.

 

Pelo caminho, conhecemos alguns demónios engraçados (há um demónio responsável pelo azar, outro que faz com que as coisas desapareçam e apareçam em lugares inusitados...) mas mesmo estas personagens e os seus poderes podiam ter sido melhor desenvolvidos.

 

 

Acho que este escritor é daqueles que escreve os livros a imaginá-los como filmes e, realmente, acho que como filme esta estória funcionaria melhor (Michael Marshall Smith é também o autor do livro The Intruders que foi adaptado em série televisiva).

 

 

Esperava mais, muito mais, mas não deixa de ser um livro interessante.

 

 

Sinopse

Autor vencedor do British Fantasy Award e do Phillip K. Dick Award Imagine, caro leitor, a oficina de um relojoeiro. Imagine ainda que esta história se passa num mundo banal e que o relojoeiro é, também ele, um homem normal… com um talento extraordinário. Até ao dia em que alguém entra na oficina com o mais invulgar dos pedidos: uma máquina para converter a maldade do mundo em energia. Quem (pergunta-se o leitor) quererá esta bizarra extravagância? Ora, ninguém mais do que o próprio Diabo… Que, como se sabe, tem formas muito persuasivas de obter o que deseja. Passaram-se séculos, e o Diabo e a sua máquina estão a ter problemas. É então que, acidentalmente (embora se suspeite de uma certa influência maligna), a pequena e ingénua Hannah Green é arrastada para uma tenebrosa aventura maquinada pelo Diabo. Preste bem atenção, estimado leitor, pois aqui começará também a sua história, num mundo onde as aparências enganam e as coincidências não existem.

 

 

Imagem daqui

 

 

Bla bla bla

26
Jul19

Vamos falar de...O Quarto Mágico, Sarah Addison Allen


Bla bla bla

 

Mais um livro da Sarah Addison Allen.

quarto magico.png

 

Já só me faltam ler dois e reler um, para ter tudo lido desta escritora.

Isto em português, depois ainda tenho de investigar se ela terá outros títulos que não estejam editados cá.

 

 

Este Quarto Mágico eu vi logo onde ia dar.

Li tantos romances de cordel e policiais com reviravoltas supostamente inesperadas que já conto com isso mesmo, com o improvável.

 

 

Este livro fala-nos de Josey, Della Lee e Chloe e da ligação que nasce entre elas.

Não falta aquele toquezinho mágico a que escritora já nos habituou.

Uma coisa que gostei muito foi o facto de esta estória mostrar que por vezes alguém que consideramos uma "má influência" se pode revelar a melhor influência nas nossas vidas.

 

 

Gostei mais de O Jardim Encantado  mas não quero com isso dizer que não gostei deste. Gostei muito!

 

 

Sinopse

Josey Cirrini tem a certeza de apenas três coisas na vida: O Inverno é a sua estação preferida; está perdidamente apaixonada; e um doce sabe muito melhor quando degustado na privacidade do seu esconderijo secreto. Enfrentando uma vida triste, o seu único consolo é a sua pilha de doces e romances a que se entrega todas as noites… Até que descobre que no roupeiro se esconde nada mais nada menos que Della Lee Baker. Fugindo a uma vida de má sorte, Della Lee decide ajudar Josey a mudar de vida. E, em breve, a jovem renunciará às guloseimas e descobrirá que, mesmo sem elas, a vida pode ser doce.
Influenciada põe Della Lee, Josey trava amizade com Chloe Finley, uma jovem que é perseguida por livros que surgem inexplicavelmente nos mais variados lugares e com uma resposta para quase tudo.
À medida que Josey se atreve a sair da sua casca, descobre um mundo onde a cor vermelha tem um poder surpreendente e o amor pode surgir em qualquer altura. E isso é só o início…
Terna e com um toque de magia, esta é uma história encantadora sobre a amizade e o amor - e sobre as surpreendentes e mágicas possibilidades que cada novo dia nos reserva.

 

 

Imagem daqui

 

 

Bla bla bla

25
Jul19

Vamos falar de...vergonha


Bla bla bla

Os meus pais moram no último prédio de uma rua sem saída.

 

Portanto, um dia, por volta dos meus 15 anos, esgueirei-me com o meu namoradito da altura, para dentro do prédio ao lado para irmos namorar. Entenda-se dar uns beijinhos e amassos mais apartados, às escuras nas escadas do prédio.

 

Não demos conta de nenhum som alarmante, de uma porta a abrir-se ou de alguém a subir as escadas.

A única coisa de que me recordo é de nos afastarem e de eu levar uma valente bofetada.

Daquelas que quase deixam marca.

Que queimam a face e a alma.

Isto no meio de insultos. "Sua put@, grande vadia, desavergonhada, sai daqui e vai já para casa!"

 

Não, não era a minha mãe nem o meu pai.

Era uma vizinha, uma senhora que morava nesse prédio do lado.

 

Durante semanas andei a tremer com receio que ela fosse contar à minha mãe. Mas não o fez.

 

Elas não se conhecem. Nunca as vi falar.

Nem um bom dia, que essa senhora sempre foi muito antipática, parece aquelas pessoas que andam com uma vassoura enfiada pelo rabo acima o que lhe confere aquele ar enjoado, nunca sequer com um esgar de sorriso.

 

O meu segredo ficou guardado mas... cada vez que passo pela senhora, baixo a cabeça, olhos pregados no chão, com vergonha.

 

Ontem ao sair de casa dos meus pais, a minha criança mais nova decidiu fazer uma birra no meio da rua porque não queria ir embora.

Gritos, choradeira...recusava-se a andar.

 

Nisto passa a tal vizinha.

A olhar, com aqueles olhinhos reprovadores.

Aposto que ela ia a pensar que a culpa daquele festival era minha e  que a falta de educação da minha criança se devesse à minha falta de moralidade na adolescência.

 

Ou não, se calhar são coisas da minha cabeça. 

Tenho 33 anos e continuo a morrer de vergonha cada vez que a vejo.

E parece que o raio da mulher tem faro para aparecer sempre em alturas destas.

 

 

Bla bla bla

 

19
Jul19

Vamos falar de...Follow friday, That's It, Ana, Bela, seguidora não oficial mas fã-enchem-me de miminhos


Bla bla bla

Para começar bem o dia, tive logo pela manhã mais este miminho:

thats.png

Um grande beijinho para a Ana que me dedicou o Follow Friday. Se não a conhecem passem pelo cantinho dela também, podem ver aqui.

"Aqui sou eu , sem medos , sem preconceitos , sem filtros ... Numa organização desorganizada aqui falo de tudo e de nada !" 

 

 

Aproveito para mandar um beijinho também para a minha não seguidora não oficial mas fã.

 

 

E ainda um beijinho especial para a Bela, por ter a vontade e paciência de estar em ""permanente" conversa comigo.

 

 

Esta semana fui muito rica em miminhos!

 

 

Para todas uma  granda beijoca da Bla bla bla   

18
Jul19

Vamos falar de...Filho da Mãe, Hugo Gonnçalves


Bla bla bla

Não gosto de ler livros autobiográficos porque sinto que por muito que contem falta sempre qualquer coisa.

Não gosto de livros autobiográficos relacionados com perdas porque embora reconheça que possam ser catárticos para quem os escreve, são devastadores para quem os lê.

 

 

Acho que o primeiro do género que li foi o Paula da Isabel Allende.

Ao lê-lo senti que me estava a infiltrar num sitio privado que não me pertencia mas mesmo assim era impossível não me imiscuir.

Chorei pela mãe e chorei pela filha.

 

 

 

filhomae.jpg

 

Em Filho da Mãe Hugo Gonçalves inicia uma viagem, principalmente interna, relacionada com o luto pela morte da sua própria mãe quando ele era ainda uma criança.

Acho que pouca coisa há que seja mais pessoal do que o luto de cada pessoa, por isso também ao ler este livro me senti constantemente como uma intrusa.

 

Na minha vida conheci três pessoas que perderam um dos progenitores quando ainda eram crianças:

  • A Joana tinha 9 anos quando perdeu a mãe. Na escola a professora contou-nos e pediu-nos para sermos simpáticos com ela. Que eu saiba nunca ninguém falou com ela, nunca ninguém lhe perguntou como se sentia, como estava... nada. Era um assunto tabu... Com 9 anos o que poderíamos dizer?
  • O André ficou sem pai com 13 anos. Ficou mais irascível e isolava-se com frequência. Amadureceu mais cedo do que os colegas com a mesma idade e começou a preferir as amizades femininas ao invés das masculinas. Hoje, com 34 anos, diz que não quer ter filhos. Quando lhe perguntei porquê a sua resposta foi pronta "E se eu morro?". Acredita piamente que se tiver filhos vai morrer mais cedo.
  • A Mariana tinha 11 anos quando a minha tia morreu vitima de doença prolongada. Foi uma outra prima mais velha, comigo de um lado e outra prima do outro, a quem coube as palavras: ""Sabes que a tua mãe estava a sofrer não sabes? Que estava muito doente e cansada? Agora a mãe está num sitio melhor, já não sofre mais." Nessa mesma noite, a minha prima confessou-me que não conseguia chorar. Ela tinha chorado copiosamente toda a tarde, por isso pensei que ela estivesse a dizer que não conseguia chorar mais. Ela explicou-me que não, que chorara a pensar em outras coisas tristes, e não a pensar que a mãe tinha morrido. Só anos mais tarde percebi que com onze anos não temos a noção da imensidão da perda. 

 

Tocou-me que o Hugo Gonçalves tenha sabido da morte da sua mãe com uma variante muito semelhante desta frase.

 

Tal como ele fazia em criança, ainda eu hoje quando vou a casa da minha avó fico na expectava de que a vou encontrar. Ou ter por menos um vislumbre do espectro dela.

E percorro toda a casa, com uma desilusão crescente ao perceber que não vou encontrá-la.

 

Se eu pisar só os quadrados do mosaico do chão, sem pisar as linhas...

 

 

Sinopse

Perto de fazer quarenta anos, Hugo Gonçalves recebeu o testamento do avô materno dentro de um saco de plástico. Iniciava-se nesse dia uma viagem, geográfica e pela memória, adiada há décadas. O primeiro e principal destino: a tarde em que recebeu a notícia da morte da mãe, a 13 de Março de 1985, quando regressava da escola primária.

Durante mais de um ano, o escritor procurou pessoas e lugares, resgatando aquilo que o tempo e a fuga o tinham feito esquecer ou o que nem sequer sabia sobre a mãe. Das férias algarvias da sua infância aos desgovernados anos de Nova Iorque, foi em busca dos estilhaços do luto a cada paragem: as cassetes com a voz da mãe, os corredores do hospital, o colégio de padres, uma cicatriz na perna, o escape do amor romântico, do sexo e das drogas ou uma roadtrip com o pai e o irmão.

Esta é uma investigação pessoal, feita através do ofício da escrita, sobre os efeitos da perda na identidade e no caráter. É um relato biográfico —tão íntimo quanto universal —sobre o afeto, as origens, a família e as dores de crescimento, quando já passámos o arco da existência em que deixamos de fantasiar apenas com o futuro e precisamos de enfrentar o passado. É também, inevitavelmente, uma homenagem à figura da mãe, ineludível presença ou ausência nas nossas vidas. Sem saber o que iria encontrar na viagem, o autor percebeu, pelo menos, uma coisa: quem quer escrever sobre a morte acaba a escrever sobre a vida.

 

 

Imagem daqui

 

 

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17
Jul19

Vamos falar de...A Alma Trocada, Rosa Lobato Faria


Bla bla bla

Um escritor escreve sobre aquilo que conhece. A imaginação de uma realidade desconhecida fica sempre aquém.

 

O que me leva a pensar que vida terá vivido a Rosa Lobato Faria? Que pessoas se terão cruzado consigo e lhe terão emprestado as suas estórias? Que sonhos e pesadelos lhe terão assomado a inspiração?

Nos seus livros podemos encontrar pessoas do campo, aristocratas, navegadores, assassinos, lésbicas, artistas de circo, irmãos incestuosos, homens violentos e mulheres perdidamente apaixonadas e agora, a estória de Teo (Teófilo) que é homossexual e acredita ter nascido com a alma trocada. 

 

almatrocada.jpg

 

Neste livro vemos que não são só as mulheres que se deixam apanhar no desvario da paixão, do amor carnal que nos desencaminha da calmaria pacifica de um lago sereno para o turbilhão do mar agitado.

 

 

Fala também da família, não da que se nasce, mas daquela que se escolhe e que, embora careça em laços de sangue, sobeja em laços de amor e do coração.

 

 

Sinopse

É um lugar comum dizer-se que determinada orientação sexual não é uma escolha, porque, se fosse, ninguém escolheria o caminho mais difícil. Foi esse caminho mais difícil que Teófilo teve de percorrer, desde a incompatibilidade com os pais, aos desencontros dentro de si próprio, chegando mesmo a acreditar que alguém lhe tinha trocado a alma...
Rosa Lobato de Faria aborda, desta vez, um tema diferente - o tema da homossexualidade masculina -, num romance que, mantendo embora o tom poético que sempre tem caracterizado as criações da autora, se arrisca por caminhos até aqui pouco explorados na ficção portuguesa.

 

 

Imagem daqui

 

 

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16
Jul19

Vamos falar de...Não seguidora oficial mas fã


Bla bla bla

Escrevo este post com os olhos marejados em lágrimas... não é preciso muito para que tal aconteça, sou uma chorona, dão-me um carinho e fico logo emocionada.

 

 

Já fiz mais de uma dezena de posts sobre os livros que vou lendo e relendo, e sejamos sinceros, não têm grande sucesso nem valem grande coisa. Gostava de fazer um resumo dos livros mas não quer ser spoiler, portanto limito-me a falar um pouco sobre eles, partilhar as minhas impressões.

 

Até agora, com exceção da "Maria" (lembram-se da "Maria"? falei dela aqui e ainda hoje me pergunto se não terá sido algum engraçadinho desse lado a querer fazer de mim parva ) achava que não havia uma só pessoa que tivesse lido um livro do qual falei. Nem uma só. Até posso despertar curiosidade mas leitura efetiva ZERO.

 

Mas eis que afinal anda por aqui uma menina que anda  ler exatamente o mesmo que eu!

Não imaginam o quanto fiquei contente com este email.

 

email.jpg

Ganhei uma fã, uma amiga com quem partilhar esta paixão que me consome.

 

Bla bla bla

 

16
Jul19

Vamos falar de...A Magia das Pequenas Coisas, Sarah Addison Allen


Bla bla bla

Lembram-se de O Jardim Encantado do qual falei aqui? A estória continua, dez anos depois, nesta sequela A Magia das Pequenas Coisas.

 

magia.png

 

Desta vez, a personagem principal é agora adolescente Bay, filha de Sidney, embora tanto a Sidney e Claire se mantenham como personagens centrais. 

A Evanelle também continua a oferecer os seus objetos que acabam inevitável e misteriosamente por se tornar úteis em algum momento próximo.

 

Este livro é independente e pode perfeitamente ser lido em separado do outro.

Na verdade, isso foi o que menos gostei. Achei este livro muito repetitivo por estar sempre a relembrar pormenores do livro anterior.

Acho que o anterior também tem mais fluidez.

 

A vida é um circulo, já se sabe, e a estória tende a repetir-se. Mas as pessoas não são as mesmas, antevendo-se, portanto, um desfecho diferente.

 

Gostei também da ideia de uma pessoa conseguir adquirir a magia pelo contacto, pela convivência, pelo coração. Que a magia seja transmitida não apenas pela hereditariedade de um nome e do sangue. 

 

Fiquei com a sensação  que este livro também vai ter continuação e espero mesmo que assim seja, pois esta personagens já ganharam um lugar no pequenino espaço do meu coração que gosta de estórias com finais felizes e sabor de pão de figos e pimenta.

 

 

Sinopse

Por detrás das sebes de um jardim encantado, está aninhada a casa da família Waverley. As mulheres que a habitam são herdeiras de um legado mágico: a macieira, que produz frutos proféticos, e as flores comestíveis, com os seus poderes únicos. Mas algo se passa ultimamente. Uma estranha inquietude parece invadir tudo e todos.

A discreta Claire tem um novo negócio. Inspirada pelo jardim, ela produz doces artesanais em que usa a lavanda para atrair a felicidade, as rosas para reconquistar os amores perdidos, a lúcia-lima para acalmar a garganta e o espírito… E o sucesso destas guloseimas é tanto que ameaça afastar Claire das pessoas e da vida que tanto ama. A rebelde Sydney anseia apenas por um novo começo... e um novo bebé.

Mas as tentativas têm sido vãs. A sua alegria de viver perde um pouco de brilho a cada dia que passa. A "pequena" Bay, agora uma adolescente, acabou de declarar o seu amor pelo rapaz errado. Apenas Evanelle continua a dar às pessoas exatamente aquilo de que precisam…

E quando um misterioso forasteiro chega à cidade e desafia a essência da própria família, cada uma destas mulheres terá de fazer escolhas difíceis e inesperadas.

 

 

 

Imagem daqui

 

 

 

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05
Jul19

Vamos falar de... sogras


Bla bla bla

Muito se fala destas senhoras, num é?

 

É personagem de inúmeras anedotas e piadas (calma! mais para o fim conto uma pequenininha, se quiserem botem vocês piadas nos comentários também).

Geralmente nas anedotas quem se queixa da sogra é o genro, mas acho que é uma gaffe ou que as coisas mudaram muitos com o tempo porque ouço muito mais as noras a queixarem-se das sogras do que os genros...

 

 

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Quanto a mim, o que eu sinto pela minha sogra é um verdadeiro amor-ódio!

Amo-a de paixão!

Mas também a odeio de morte!

 

 

Podia escrever o post mais longo do mundo a falar das coisas boas e más acerca dela, mas não vos vou maçar tanto... só mais um bocadinho...

 

 Houve uma altura em que a minha sogra ia a minha casa quando não estava ninguém em casa, dizia a senhora que era para me ajudar.

Ela ia passar a roupa a ferro? Lavar e estender roupa? Arrumar a loiça? Aspirar e lavar? Adiantar o jantar? NÃO! Ela não ia arrumar nada (eu também não queria). 

Ela ia reorganizar!!! Ou seja, trocava-me os copos pelos pratos, trocava as meias pelas cuecas (a mexer nas minhas cuecas!), mudava-me a mobília de sitio, reorganizava os meus livros...

A tampa saltou-me literalmente quando um dia a fritar ovos e precisava da escumadeira e não a encontrava em lado nenhum. Ligo à sogra que me diz que obviamente estava ao pé dos detergentes porque escumadeira fazia lembrar espuma... Juro que não estou a brincar.

 

 A última vez que estive doente por causa de uma  gripe que me deixou de caixão à cova sem forças para nada, a minha sogra tirou a tarde para me ir buscar as crianças à escola, fazer o jantar e tratar do que fosse preciso. Saiu só quando eu já estava à noite na cama a dormir.

 

 Faz tudo o que as crianças querem, tudo, tudo, tudo. E se sabe que não devia, pede às crianças para guardar segredo e não contarem à mãe e isso tira-me do sério!

 

Está sempre disposta a ajudar, sempre!

 

 É a pior cozinheira do mundo!

 

 Sei que apesar dos nossos arrufos, ela não me trocaria por nora nenhuma.

 

 

E as vossas sogras como são? Que pérolas têm delas?

 

 

E como prometido, uma piada seca:

Diz um amigo para o outro:
– Sabes qual é o maior pesadelo para um homem?
– Não. Qual é?
– É  ter uma sogra chamada Esperança.
– Porquê?
– Porque a Esperança é sempre a ultima a morrer.

 

 

A imagem de cima é daqui

 

 

Bla bla bla

 

04
Jul19

Vamos falar de...os chineses não morrem?


Bla bla bla

Eu sei, devem pensar que estou louca, três post's num dia, mas hoje não deu para aguentar...

 

No inicio dia partilhei com alegria o nascimento de mais uma bebé na minha vasta família, que tem ascendência chinesa por parte da mãe. Podem espreitar aqui.

 

Andei aqui, toda babada, a mostrar a alguns colegas do trabalho, as fotos da bebé e eis que uma colega parva me pergunta porque é não há registos de mortos chineses em Portugal.

 

Sei que já muito se especulou sobre isto mas é só pensar na situação contrária, quantos portugueses morrem na China? Ou no estrangeiro?

Temos mais de 2 milhões de emigrantes, mas a maior parte quando se reforma volta ao seu país, já se sabe que temos a mania de ir morrer para "casa".

 

Com os chineses é o mesmo! Quantos chineses velhotes, reformados, veem por aí?

 

Muito a propósito, aconselho ainda a consulta do Polígrafo Sic disponível aqui no sapo, barra preta superior... ou podem ver aqui também.

 

 

Bla bla bla

04
Jul19

Vamos falar de...família colorida


Bla bla bla

A minha família é muito grande!

Os meus avós, paternos e maternos, tiveram mais de cinco filhos cada.

Os seus filhos, os meus pais e os meus tios, tiveram uma média de três filhos.

 

As recordações que tenho de infância são portanto barulhentas e sobrepovoadas!

Uma animação!

 

Só na minha geração começaram a haver relacionamentos  .

A família começou a ficar colorida.

Primeiro, dois filhos de uma prima com pai angolano. Têm aquela corzinha deliciosa de café com leite.

Depois, um primo que casou com uma brasileira que lhe deu um menino lindo com a pele naquela cor de barro macia.

Um outro primo teve um filho com uma rapariga cabo verdiana e daí resultou uma menina linda, morena de olhos verde esmeralda.

E hoje, minha gente, com nascer do sol que lhe deu o nome, chegou a Xia!

Sei que ainda é cedo, acabadinha de nascer, uma recém nascida que ainda só vi por foto mas dá para perceber que a combinação de nosso sangue mouro com a da "minha" prima chinesa deu qualquer coisa de muito extraordinário!

 

 

A foto do nosso piquenique anual do próximo ano vai ter ainda mais cor e é com muito orgulho que vos digo que esta mistura de ascendências na nossa família só nos torna mais ricos!

 

 

Bla bla bla

 

03
Jul19

Vamos falar de... Precisa de ajuda?


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avaria.jpg

 

Ontem ao sair do local onde tinha o carro estacionado, passei por um rapaz que estava junto ao seu carro, de capô (capot?!) aberto e olhar perdido.

Como boa samaritana que sou perguntei simpaticamente Precisa de ajuda?, não fosse o rapaz precisar de outro carro para ligar cabos de bateria, água, ou o telemóvel para chamar o reboque...

Ele sorriu imediatamente e disse que sim, com um ar meio aparvalhado.

Perguntei-lhe o que precisava e ele disse que não sabia.

???

Eu: Quer chamar o reboque?

Ele: Não mas podemos ficar a conversar ou beber um café...

Eu: (?!?) Nisso não o posso ajudar... Boa tarde! E segui o meu caminho...

 

 

E foi isto... para eu aprender a não falar com estranhos!

 

 

Imagem daqui

 

 

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02
Jul19

Vamos falar de...cabelos


Bla bla bla

Desde que me lembro de ser gente que tenho o cabelo comprido.

Comprido mesmo.

Quase a tocar no rabiosque.

Quando era mais nova o meu cabelo era liso, lisinho, estilo alisamento japonês. E era tão fininho que os elásticos e ganchos escorregavam  pelo cabelo abaixo.

 

 

Na juventude fiz algumas asneiras.

Permanentes.

Ondulações.

Pintura. Já pintei o cabelo de várias cores. Do preto ao loiro. Do vermelho ao azul. Até de laranja.

 

 

Já me deixei disso à muito tempo.

Agora o meu cabelo já não é 100% liso mas também não tem ondulação; tem corpo.

É castanho mas tende a clarear muito no verão.

É extremamente comprido. Quase que toca na cintura.

Na praia posso facilmente usar o cabelo para esconder o peito, se tirasse o sutiã. Tipo sereia. Ou Eva no Paraíso.

 

 

Não tenho grandes cuidados comigo, mas trato do meu cabelo.

É bonito e lustroso. Tenho muito orgulho nele.

 

 

Corto-o com bastante frequência.

De 3 em 3 meses. Para fortalecer.

Tenho aquele corte escadeado em V.

 

 

Hoje aproveitei a hora de almoço e fui cortá-lo a um salão das redondezas.

Disse que queria manter o corte, era só acertar as pontas.

 

 

Lavou, penteou, mediu.

 

Rodou a cadeira para ela:

Cabeleireira: Ponha a cabeça para baixo sff.

Eu: Para baixo?

Cabeleireira: Sim! Para baixo! Tipo avestruz!

(What?!?!?!?!) Ok! Baixo a cabeça. Ela lá começa a pentear-me o cabelo do avesso, puxa de um lado, puxa do outro, junta ao meio e ZÁS!

Sim, ZÁS!!! Tesourada no cabelo!

Mandou-me pôr a cabeça para trás outra vez e voltou para trás de mim.

Corta de um lado, corta do outro.

Nos meus pés começo a ver mais cabelo do que o costume.

 

Eu (em tom de brincadeira nervoso miudinho): Olhe que eu só quero cortar as pontas!

Cabeleireira: Sim, sim! Já cortei o que era preciso, agora só estou a acertar.

 

Lá acaba e vai de puxar o secador e a escova, que eu rejeito porque não gosto de brushings, explico que prefiro ao natural.

Cabeleireira: Deixe-me só tirar então o excesso e dar aqui um jeitinho para ver como ficou.

 

 

Ok! Seca, seca, seca, estica com a escova para um lado, dá um rolezinho para o outro, Pronto já está!, e vira a cadeira.

 

 

O coração pára...

 

 

... depois dispara!

 

 

O meu cabelo cabelo pela cintura... está ligeiramente abaixo dos ombros.

 

 

Quando olho ao espelho não me reconheço.

Não é que fique mal, mas falta-me cabelo.

 

 

O que vale é que cresce rápido. Espero!

 

 

Lição a reter: não mudar NUNCA de cabeleireira.

 

 

Bla bla bla

 

 

 

01
Jul19

Vamos falar de...silly season


Bla bla bla

Parece que a silly season já se quedou por aqui.

Pensam vocês (E BEM minha gente) quando é que não cá esteve, QUANDO é que aqui não se disse pouco mais que disparates?

 

 

Mas não foi só a este cantinho que a silly season tocou.

Há vários blogs em férias, outros em manutenção, alguns em blackout...

 

 

Esperemos por melhores dias, que os ausentes regressem, para nosso gáudio e entretém. Eu ando por aqui, mas não tenho muito que dizer, já se sabe.

 

 

Bla bla bla

01
Jul19

Vamos falar de...A Estrela de Gonçalo Enes, Rosa Lobato Faria


Bla bla bla

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Este é mais um dos romances históricos da Rosa Lobato Faria, também ele sobre um marinheiro português que de facto existiu na realidade, Gonçalo Enes.

 

Se tivesse de escolher entre A Estrela de Gonçalo Enes e A Flor de Sal (podem ver aqui) escolheria o segundo, porque o Afonso Sanches mexeu mais comigo e gostei mais da construção e do paralelismo.

Contudo, recomendo para quem gosta de romances históricos mais leves.

 

Sinopse

Trata-se de uma obra leve e descontraída sobre a vida e aventuras de dois personagens quase esquecidos da História de Portugal, mais especificamente da Época das Descobertas. São personagens reais se bem que quase todo o enredo seja ficcionado.

Gonçalo Enes ficou na História pela descoberta das grutas de Tassili N’Ajjer.
Trata-se de um jovem órfão de pai, nascido e criado na aldeia algarvia de Bensafrim.
Encantado pela estrela Sirius, que o ilumina e encanta durante toda a vida, o jovem Gonçalo, desiludido por um amor impossível, abre o seu destino às incríveis aventuras do Império que El-rei D. Afonso sonhava construir.
Pelas aldeias indígenas de África, pelas cidades encantadas de Marrocos, pelas areias misteriosas do deserto, Gonçalo leva consigo o espírito de aventura e coragem que transformou este pequeno país num mundo inteiro de esperança e riqueza.

Fica, desta "estória", o encanto de um tempo ido, em que a pobreza se enganava com grandes sonhos, do tamanho do Império. Um livro belo e fresco, descontraído, sem ambições mas que encanta pela extraordinária simplicidade e singeleza da escrita de Rosa Lobato Faria.
Gonçalo, mal-amado e desprezado, vive no sonho, mas um sonho que o faz feliz. A amizade, a camaradagem, a fidelidade ao sonho são valores que fazem dele um herói, mesmo que esquecido pela História, como tantos outros que, anonimamente, construíram as páginas mais brilhantes da nossa história.

 

 

 

imagem daqui

 

 

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