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Vamos falar de... Bla bla bla

Vamos falar de... Bla bla bla

31
Mai19

Vamos fala de...Dia dos Irmãos


Bla bla bla

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Dia dos Irmãos

 

Ao longo da minha vida já me perguntaram várias vezes se preferia ou não ter um irmão, se pudesse escolher.

 

Não pedi para ter um irmão mas ainda não tinha 3 anos quando ele nasceu, portanto não devia ter grande conceito do que isso significava.

 

 

Eu e o meu irmão sempre fomos cão e gato.

 

Não me lembro de ter ciúmes dele em pequena.

Lembro-me de adorar as gargalhadas, gordas e deliciosas, de bebé, que ele dava quando o fazia rir.

Depois, começou a crescer. Era birrento. Teimoso. Chorão.

 

 

Quando fez 6 anos ficou mais forte que eu. Eu tinha 8 anos mas era um pau de virar tripas.

Acho que foi por essa altura que as lutas começaram. As minhas pernas passaram a ser roxas. Ás vezes ficava com peladas no cabelo.

Eu não lhe batia, ou melhor, batia mas apenas para me defender, não conseguia magoá-lo depropositadamente porque ele era o MANO MAIS PEQUENO!

(Se calhar é por isso que ainda hoje um dos meus pesadelos recorrentes é que preciso de bater em alguém para me defender e bato mas por muita força que faça é como se estivesse dentro de água, com movimentos lentos, sem força... )

 

 

Ás vezes odiava-o.

Fazia-me a vida negra. Sempre a mexer nas minhas coisas. A estragar tudo. A roubar-me o comando da televisão. A bater-me.

 

 

Entretanto fomos crescendo.

Já não lutamos. Mas temos uma relação de amor-ódio.

Arranjamos sempre alguma coisa para discutir mas passa rápido e nunca nos zangamos nem ficamos ressentidos.

 

 

Se eu pudesse escolher? Teria o meu irmão SIM! Fez-me terrores na infância mas não a imagino sem ele!

 

 

E o facto é que todos os amigos que conheço que não têm irmãos dizem sentir que não ter irmãos é como ter um vaziozinho por preencher.

 

 

Talvez por isso eu nunca quis ter só um filho.

Mas morro de pena da minha criança mais velha...os primogénitos sofrem sempre às mãos dos irmãos mais novos...

O síndrome do primogénito existe!

 

 

Para o meu irmão (que provavelmente nunca há-de ler isto) mando muito amor , carinho e beijinhos.

 

 

Bla bla bla

 

Imagem daqui

31
Mai19

Vamos falar de... Levaram Annie Thorne, C. J. Tudor


Bla bla bla

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Não costumo ler este género de livros. Entenda-se, best sellers e top's de vendas que vejo serem "papados" por toda a gente nos transportes. Geralmente fujo deles a sete pés.

 

Não comprei este livro, foi-me emprestado por uma colega com a garantia de que eu ia gostar. Só que não. Ou mais ou menos...

 

O livro é um thriller, meio policial, contando pelo personagem Joe Thorne, professor de profissão, que regressa à sua terra natal para após receber um email misterioso "Sei o que aconteceu à sua irmã. Está a acontecer de novo."

 

Com apenas 8 anos, a sua irmã Annie havia estado desaparecida por 48 horas até que é encontrada mas, qualquer coisa nela havia mudado, já não era a mesma menina e os muitos dos seus comportamentos eram assustadores.

 

Na minha opinião o livro lê-se bem, vamos descortinando a pouco e pouco o que se passou, não é maçudo mas também não se pode dizer que seja empolgante.

Gostaria de ter lido mais sobre Annie, sobre o que aconteceu depois. São poucas as passagens que não são assim suficientes para criar o clima de terror e medo prometido.

 

A trama é um pouco rebuscada, como é normal neste género, mas não é mesmo assim das piores.

 

A reviravolta que a escritora quis fazer no fim, o famoso twist, é que deixou muito a desejar.

Sei que a maior das pessoas adora estes inesperados reversos. Eu também gosto mas quando fazem sentido, quando são pensados e trabalhados em condições. Este só acontece no último capitulo, em cerca de 5 páginas, muito curto, desconexo, desenxabido, parece que foi feito em cima do joelho.

 

É um livro que se lê bem, recomendo a quem goste deste género de mistérios, é engraçado sem ser espetacular.

 

 

Sinopse

Naquela altura…

Uma noite, Annie desapareceu. Sumiu da sua cama. Houve buscas, apelos. Todos pensaram o pior. E depois, miraculosamente, após quarenta e oito horas, ela voltou. Pensou-se que não queria ou não conseguia dizer o que lhe acontecera.
Mas alguma coisa aconteceu à minha irmã. Não sei explicar o quê. Só sei que quando voltou, já não era a mesma. Não era a minha Annie. Não queria admitir de forma alguma que às vezes tinha um medo de morte da minha irmãzinha…

Agora…

O e-mail chegou à minha caixa de correio há dois meses.
Quase o apaguei de imediato, mas fiz clique para abrir:

SEI O QUE ACONTECEU À SUA IRMÃ. ESTÁ A ACONTECER DE NOVO.

Quando a minha irmã tinha oito anos, desapareceu… mas depois voltou. O pior dia da sua vida não foi quando a irmã foi levada… foi o dia em que ela voltou.

 

 

Imagem daqui

 

Bla bla bla

 

30
Mai19

Vamos falar de...Dia da Espiga


Bla bla bla

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Sou alfacinha de gema.

Tal como os meus pais.

E avós.

E bisavós.

 

Nunca soube na infância o que era ir passar as férias do Verão à santa terrinha.

Também não somos muito crentes e lendas, estórias e crendices de antigamente não passaram de geração em geração na minha família.

Aprendi a tomar-lhe o gosto apenas pela literatura.

 

O Dia da Espiga era, até à uns anos, um total mistério para mim, nunca tinha ouvido falar dele até ao dia em que a minha sogra me ofereceu um pão embrulhado num pano e um ramo de flores que eu deveria de guardar durante um ano. Achei aquilo muito pouco higiénico e comecei logo a reclamar que aquilo ia apodrecer tudo e atrair bicharada. Mas ela garantiu-me que não, que era o dia da espiga, que aquilo ia se manter intacto tal como estava porque  o dia da espiga era também o "dia da hora", porque havia uma hora, que era ao meio-dia, em que tudo parava, "as águas dos ribeiros não correm, o leite não coalha, o pão não leveda e as folhas se cruzam". (Como não ficar encantada depois de uma descrição destas?!)

 

Cada flor neste ramo tem um simbolismo:

  • Espiga: pão
  • Malmequer: fortuna
  • Papoila: amor
  • Oliveira: paz
  • Alecrim: saúde
  • Videira: alegria

 

Apesar de ter achado muita piada a este costume e tradição, foi apenas nesse ano que cumpri este ritual porque desde então não houve ano em que me conseguisse lembrar que era dia da espiga; quando dava conta já tinha passado.

 

Mas hoje, estava eu a passear na minha hora de almoço, quando vejo uma senhora a vender raminhos de flores. Lá comprei um raminho e vou levar para dar à sogra que vai ficar toda contente por ter um raminho novo para pendurar atrás da porta da despensa . Acho que o ramo que comprei só não tem o alecrim e a videira.

 

E vocês? Fazem alguma coisa do género neste dia?

 

Bla bla bla  

29
Mai19

Vamos falar de....Feira do Livro Lisboa 2019 #1


Bla bla bla

#1 - A primeira visita

 

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A primeira ronda está feita!

 

Comecei pelo lado esquerdo (de quem sobe).

 

Está um calor infernal!

Com 34º graus, talvez não seja uma boa ideia fazer andar pelo Parque Eduardo VII ao meio dia. A parca sombra que os toldos dos quiosques oferecem não é suficiente.

Nota mental para a próxima visita: Levar uma garrafa de água fresca. Levar um chapéu. Levar sapatos confortáveis!!!

 

Mais bancas!

Este ano há muitas bancas, creio que são mais de 300, e portanto há também muitos mais livros. Há muito por onde escolher o que pode tornar a nossa escolha mais difícil.

 

O cheiro!

Algumas bancas emanam um forte odor a naftalina ou creolina ou que raio é aquele pivete que se entranha nas narinas e nos deixam enjoados e com vontade de fugir.

 

Hora H

Nas informações indicaram que a Hora H (com descontos mínimos de 50%) só vai decorrer de 3 a 6 de Junho das 21H ás 22H.

Quem visita a feira durante o dia não tem direito

 

Não vi oferecerem nem vi ninguém a passear-se com  os sacos de pano que divulgam oferecer.

 

Preços!

Não vi nenhuma promoção estonteante. Ronda tudo os 20%, o que ao preço a que os livros estão se traduz em média num desconto de cerca de 2€. Como aproveito sempre para comprar livros em campanhas (geralmente online confesso) não notei grande diferença.

 

Ainda não comprei nada porque estou a fazer o reconhecimento primeiro.

 

Hum... relendo isto não parece muito bom... Mas não se fiem em mim e no que eu digo e VÃO!

Eu também vou voltar... várias vezes.

 

 

Bla bla bla

28
Mai19

Vamos falar de...ansiedade


Bla bla bla

Ando sempre a mil a hora! 

 

A minha cabeça parece uma geringonça cheia de engrenagens que ao girarem fazem girar outras e mais outras e penso em tudo ao mesmo tempo, uma coisa leva a outra, muitas vezes sem qualquer ligação e está tudo interligado e penso em tudo a fundo sem chegar ao fundo de nada, é um novelo, dois ou três novelos, todos emaranhados entre si.

A modos que isso se traduz mentalmente num cansaço descomunal e fisicamente em taquicardias, ataques de ansiedade, inquietação, alergias entre os dedos das mãos, caspa, sono, insónias e na impossibilidade física de estar quita e sossegada como se tivesse dado três linhas seguidas de farinha para o nariz.

 

Ando sempre a mil mas nem sempre me afeta assim. Hoje sim.

 

Apetece-me saltar da cadeira e fugir daqui a correr. Mas estou no emprego e sou preguiçosa.

 

Portanto nestas alturas tento focar-me no trabalho, tento acalmar-me e lidar com uma coisa de cada vez.

 

Se não vier aqui com tanta frequência, se demorar a responder, se não andar a cagar postas de pescada nos vossos blogs... é apenas porque ando alucinada. Não ando desligada, estou por aqui, visito outros blogs, mas o resto deixo para depois (raios para a procrastinação, malvada!) e... peço desculpa se entretanto me esquecer.

 

Não se preocupem que isto passa e de resto sinto-me bem

 

 

Bla bla bla

 

 

 

24
Mai19

Vamos falar de...por-no-gra-fia


Bla bla bla

Alerto que este post contém linguagem e conteúdo impróprio para menores e que pode ferir algumas suscetibilidades.

Deixo este alerta porque nem sempre os conteúdos que publico são deste género e não quero que comecem a ler com a ideia de que vou dissertar sobre o tema do título de forma conservada.

Atenção que abaixo é só javardice mesmo.

 

 

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Há alguns anos atrás, na pausa para o café da manhã com a colega do costume, a moça desatou-me num pranto (ok, estou e exagerar! mas estava com lágrimas nos olhos e um profundo olhar de dor e consternação ) por causa de algo que tinha descoberto sobre o marido e que a deixara sem saber o que fazer.

Pensei automaticamente que o tivesse apanhado numa infidelidade. 

 

Começa ela a contar-me que se tinha ido deitado a dormir e deixado o rico marido no escritório a trabalhar. Deu voltas e voltas na cama mas não conseguia adormecer pelo que se levantou e foi ver dele (já estão a ver onde é que isto vai dar?).

 

Encontrou o marido escarrapachado à frente do PC, com os olhos vidrado e meio encarneirados (palavras dela, não minhas!) a bater uma valente e vigorosa punheta (palavras minhas, não dela! ela utilizou o termo socialmente correto:"estava a masturbar-se").

A minha colega contou-me isto com verdadeira  consternação e, nesta parte, escapou-lhe mesmo um lágrima.

Eu perguntei-lhe então: "E viste com quem é que ele estava a falar?"

E ela: "A falar?!? Ele não estava a falar com ninguém?"

E eu, espantada: "Não?!"

E ela: "Não, claro que não. Ele estava a ver... (em sussurro) por-no-gra-fia."

E eu: (Pausa em silêncio, à espera) "Só isso?!"

E ela: "Como assim só isso? Nunca imaginei que o Nelo (nome verdadeiro, temos pena!) visse essas coisas! E agora o que é que eu faço?"

 

Bem, já perceberam agora. Eu ri-me e disse-lhe que não via mal nenhum nisso, que o meu Querido via muita por-no-gra-fia, que quando o apanhava em flagrante ia lá e via (na verdade não VIA muito) com ele, e que mesmo eu gostava de ver sozinha...

Som de pratos a quebrar! Não se ouviram com ouvidos humanos mas acreditem que os vi estalar nos olhos dela enquanto a via reconsiderar toda a imagem que tinha de mim e do meu bom senso.

Ela ficou muito embaraçada, explicou que isso não ia de acordo com os ideais dela, que eu não levasse a mal mas que achava que essas coisas não eram muito típicas em "pessoas de bem".

 

Escusado será dizer que se acabaram os nossos encontros para o café da manhã, ela começou a arranjar desculpas e eu também não insisti. Felizmente ao fim de 3 meses eu mudei de emprego e também nunca mais a vi na vida.

Não que eu tenha vergonha, que nisto não tenho mesmo.

Não faço ideia como é que ficou resolvido o "problema", nem sei se continuam felizes e casados até hoje. Nem tenho curiosidade em saber.

 

Acho que todos os homens veem a pornografia como uma coisa normal e banal. Quantos de vocês homens não tens grupos com amigos Whatsapp só para partilharem vídeos de gajas boas e de gajas boas a levar com "ele"?

E as mulheres aqui? Alguma tem grupo de amigas com quem trocam javardices deste género? Provavelmente não. Eu tenho uma amiga com quem partilho os vídeos que o Querido partilha comigo do grupo de punheteiros dele. E ela também envia os que gama do marido dela para mim. Tenho pena de não ter mais amigas com quem possa trocar badalhoquices...

 

Eu pessoalmente gosto de ver trios (duas para um), gosto de ver grupos tudo ao molho e fé no quer que seja, e gosto de ver vídeos de pessoas no bem bom sem saberem que estão a ser filmadas por câmaras ocultas ou de vigilância.

 

E vocês?

 

Bla bla bla

23
Mai19

Vamos falar de... Dívidas


Bla bla bla

Sabem aquela frase "casa de Ferreiro, espeto de pau"?

 

Pois é, é com muita vergonha que admito que se aplica a mim e com maior vergonha admito ainda que estou vergada pelas dívidas.

 

Infelizmente à uns anos atrás vi-me obrigada a contrair uma série de empréstimos para fazer face a despesas correntes como a renda, creches, água, luz e gás, despesas que uma casa traz *.

 

Tinha um ordenado miserável, cerca de 450 €, ordenado mínimo na altura, e o dinheiro não chegava para tudo.  De modo a que recorri ao crédito pessoal na esperança de tentar viver com um poucochinho mais de desafogo.

LOL!

 

Quando começou a apertar para pagar o crédito nº 1, fiz o crédito nº 2.

E por aí fora.

 

Cheguei a ter três trabalhos em simultâneo para pagar as contas.

Mas se no emprego principal o ordenado já era o mínimo, nos dois part-time's que tive recebia ainda menos de metade desse valor.

E assim se deu inicio a este ciclo vicioso!

 

Neste momento, metade do meu ordenado vai para pagar estes seis (6!!!) créditos e a situação vai manter-se assim por mais 24 meses... 2 ANOS!!!

 

Contudo e felizmente  posso dizer que neste momento tenho a situação mais ou menos controlada. Não digo totalmente para não agoirar.

 

Estou a fazer pagamentos superiores para ir amortizando os que têm taxa de juro mais elevadas e montantes em dívida  mais pequenos para me ver livre destes primeiro.

 

Sei, com conhecimento de causa que não sou a única nesta situação, infelizmente. E quis tocar neste tema precisamente para alertar para os perigos do crédito "fácil" e para o ciclo que esse pedido pode criar.

Já vi muita gente pedir créditos e a pedir € 500 a mais do que necessitava para poder usar em qualquer eventualidade, uma comprinha extravagante, um jantar fora, um fim de semana, ou até mesmo só para ter, e a coisa pode correr mal precisamente por isso. É que são só mais € 500, mas esse dinheiro gasta-se e custa às vezes quase o dobro, em impostos, juros, TAN's, TAEG's  e eteceteras... € 500 custam € 750...

 

 

E vocês? Como vão de finanças? 

 

 

* "água, luz e gás, despesas que uma casa traz" - da música Diálogo de Regula.

 

 

Bla bla bla

 

22
Mai19

Vamos falar de...faltar a eventos escolares


Bla bla bla

Aproxima-se o final de mais um ano letivo, o que lá por casa se traduz em festas de final de ano (vezes dois), festa de finalistas, festival da música, festival da dança, festival da educação física... cinco eventos em cinco dias diferentes, em horas díspares e ao longo de quatro semanas.

 

Infelizmente não tenho liberdade para poder largar o trabalho e compensar as horas em falta, quer seja antes quer depois.

O horário e assiduidade aqui são coisas muito religiosas que têm de ser obrigatoriamente cumpridas.

 

O meu horário é das 08h às 18h.

Demoro pelo menos 1hora a chegar a "casa".

Pelo que ir e voltar não é viável.

O que fazer então se as "festinhas" dos miúdos são a uma terça-feira às 11:30?, a uma quinta-feira às 14:45?, a uma sexta-feira às 17:00 e a uma segunda-feira às 10:30? ???

 

Ponto 1: Porque não fazerem as festas todas no mesmo dia?

Ponto 2: Porque não ao sábado?

Ponto 3: Na impossibilidade do sábado, porque não ao fim do dia?

 

Para mim o ponto 1 é fulcral!

Reclamei (obviamente) e responderam que não podiam fazer nada mas que não me preocupasse pois podiam dar-me o papel para o trabalho... Eu respondi "Pois mas assim que eu entregar os 4 papéis para o trabalho o meu patrão entrega-me o papel para o desemprego!".

 

Nas escolas apregoa-se muito que os pais devem aparecer, estar presentes, envolver-se... obviamente que eu concordo, mas como fazê-lo com estes horários?

 

Já olharam para a cara de uma criança quando num evento deste género não têm ninguém da família a quem acenar, ao contrário dos seus amiguinhos que têm a mãe, o pai, os avós e uma tia de que ninguém gosta mas que vai a todas?!

E quantos dos que estão presentes não pensarão que essas crianças que lá estão sem nínguem a assistir é porque são os pais que não querem saber, que não interessados...?

 

A primeira e até agora última vez que faltei a um evento destes e recebi um vídeo de que quem lá estava desatei num pranto e o meu  partiu-se em mil cacos...

 

Bla bla bla

 

21
Mai19

Vamos falar de...Alma e os Mistérios da Vida, Luísa Castel-Branco


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Tenho de confessar que estava um bocado reticente a ler este livro. O tema interessou-me imenso mas a autora deixa-me de pé atrás. Nada contra a senhora, mal a conheço, mas não a sabia escritora...

 

Comecei a ler e confesso que ao inicio fiquei surpreendida porque gostei e fiquei presa ao livro, cada minutinho livre de que dispunha lá estava eu agarrada para ler mais um bocadinho.

Mas...

 

O livro está divido em quatro partes. Assim que terminei a primeira parte e comecei a segunda, voltei até atrás para ver se estava a ver/ler bem.

Acontece que a primeira parte é como uma carta de umas das personagens que no fundo está a contar a estória de Alma.

Passando a primeira parte a estória começa a ser contada por um narrador heterodigiético.

Obviamente que a linguagem teria de ser diferente mas as mudanças na narrativa, na forma, na métrica são tão gritantes que a sensação que fiquei foi de que a primeira parte do livro foi escrita por uma pessoa e que as restantes partes foram escritas por outra pessoa completamente diferente, que tentou acompanhar mas que não sabia tão bem o que estava a fazer.

 

Muitos pormenores eram repetidos e reproduzidos em duplicado ainda em que personagens diferentes e a ordem em que os detalhes e ápartes eram dados era completamente despropositada.

 

Há ali um salto de 10 a 15 anos, que ainda que eu perceba a ideia de que para os tempos bons não haja estória, faria algum sentido explorar.

 

A personalidade da Alma não condiz a meu ver com as suas vivências.

 

Confesso que fiquei extremamente desiludida, porque ao inicio parecia-me que tinha tudo para correr bem e ser um bom livro. Ficou aquém...

 

Alerto que raras vezes acontece isto mas a sinopse está perfeita neste caso. O primeiro paragrafo fala de magia e depois é basicamente o que está escrito com alguns pormenores no meio que não acrescentam nada, nem fundo...

 

Sinopse


A história de uma mulher invulgar num país mergulhado nas trevas da ditadura.

"Na noite em que nasceste, madrugada adentro, coisas estranhas aconteceram". Começa assim a história de Alma. Depois dessa madrugada o destino da criança de cabelos cor de fogo estava traçado. Na pequena aldeia todos a olhavam, a menina especial como um ser estranho, rejeitada pelo povo e pela família, restava-lhe refugiar-se na Ti Efigénia, também ela isolada do resto das pessoas e considerada bruxa.
Anos mais tarde a mãe de Alma, que a considerava uma inútil, envia-a para Lisboa como criada de servir. Na casa de Dona Sofia a menina de cabelos cor de fogo é acolhida e educada como a filha que Sofia não teve e pela primeira vez Alma sente-se amada e desejada.
Alma vai estudar para Coimbra onde conhece os prazeres da vida académica, do sexo e Ricardo. Inesperadamente Sofia morre e Alma regressa a Lisboa.
Para superar o desgosto muda-se para Paris, mas acaba por voltar à capital, reencontra Ricardo e, apesar do casamento deste, vivem uma relação proibida de onde nasce Pedro. Alma nunca revela a Ricardo que têm um filho, mas o destino encarrega-se de cruzar os caminhos de pai e filho.

 

Bla bla bla

 

16
Mai19

Vamos falar de...pillow princess


Bla bla bla

Andei no vai não vai se havia de partilhar isto aqui ou não... e porque não?!

 

Aqui à uns tempos atrás decidi que estava na altura de satisfazer uma curiosidade minha. Enchi-me de coragem e contei ao Querido que ficou a salivar mais do cão do Pavlov «, incrédulo em como podia estar tão tremenda sorte em presenciar tamanho espetáculo.

Infelizmente tive de explicar que não era para o bico ou olhos dele, era algo que eu tinha de fazer sozinha, ver como se sentia e depois, correndo bem, logo se via se lhe dava tão grandioso presente. Sem promessas!

 

Então, uma noite lá me aprontei toda, calças e top bem justos, cabelos soltos ao vento, saí de casa deixando o meu Querido com lágrimas nos olhos, qual cachorrinho abandonado, por eu não o deixar acompanhar-me.

 

Fui direta para o bairro alto e entrei num bar que pelas minhas pesquisas era frequentado pela comunidade gay. Entrei e pude ter a confirmação, embora com muita pena minha, houvessem muitos mais homens do que mulheres.

 

Pedi um shot para ganhar coragem e uma bebida para me sentar e esperar. Estava sozinha e não esperei por muito. Uma rapariga morena de cabelos pretos e lisos, lisos, lisos, veio ter comigo e perguntou-me se estava à espera de alguém. Eu, que já tenho a escola toda à muito tempo, o que é que respondi? "Agora já não!"

 

Fomos conversando, bebendo, rindo muito, até que eu disse (e juro que aqui foi ingenuamente) que precisava de ir à casa de banho. Ela não disse nada mas levantou-se e veio comigo, entrou, fechou a porta, agarrou-me, e começamos a beijar-nos contra a porta.

Passámos uns minutos naqueles amassos, first base only, mas, apesar de estarmos empolgadas, a verdade é que não passava disso.

 

Até que ela parou, olhou para mim e disse "Espera! Tu és uma pillow princess? É que eu também sou!". Eu fiquei meio aparvalhada e decidimos sair dali e conversar lá fora. Confessei-lhe que eu não era lésbica, nem podia dizer que era bissexual, era uma bi-curiosa e que era a primeira vez que estava a "experimentar".

Ela riu, felizmente não ficou chateada, mas efetivamente não estávamos à procura do mesmo, ou melhor, estávamos exatamente à procura do mesmo e assim não ia dar.

 

Fomos cada uma para seu lado e eu voltei para casa para contar ao Querido a minha experiência, que embora incompleta, não deixou de lhe fazer as delicias essa noite.

 

 

 

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Pillow  Princess = Expressão que descreve alguém, maioritariamente mulheres LGBTQ , que preferem receber mais estimulação sexual do que a dar.

 

 

 

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14
Mai19

Vamos falar de...O Pranto de Lúcifer, Rosa Lobato Faria


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Sei que sou suspeita, mas não posso deixar de elogiar este livro magnífico da RLF.

 

Felizmente tive a sorte de ter uma mãe que me encheu (e enche) de amor e carinho mas infelizmente, a minha mãe não teve a mesma sorte que eu e, talvez por isso este livro me diga tanto. Ando agora na dúvida se o partilhe com a minha mãe ou não porque receio que lhe traga más recordações.

 

Não posso acrescentar mais do que o que já vem na sinopse, não quero ser acusada de ser uma spoiler, mas não posso deixar de partilhar convosco este trecho que já vem mesmo no fim do livro: e do qual gostei tanto:

"Ás vezes fico a pensar nestas últimas palavras do meu pai e concluo que todos, sem exceção, temos as lágrimas do diabo a correr-nos nas veias, como temos, se calhar, o sorriso de Deus a passar-nos no coração. Por isso, somos tão bons e tão maus, tão incertos e contraditórios, capazes de grandes heroísmos e das piores vilezas."

 

 

Sinopse

Esta é a história de uma família original contada pela mais nova de quatro irmãs, Bernardette, que cresceu correndo Portugal de lés a lés com os pais, autênticos saltimbancos que tanto apresentavam espetáculos de Almeida Garrett como um número em que Marinela, a mãe, parecia morta.
Bernardette relata como foi viver na corda bamba nessa viagem constante, rica em aventuras e imprevistos, mas sempre precária. Foi do pai que herdou a capacidade de sonhar, de encarar a vida e o mundo de forma idílica, mas até que ponto é possível conciliar o sonho com a vida?
O Pranto de Lúcifer é um romance simultaneamente divertido e dramático, cruel e poético, que nos revelou o talento de Rosa Lobato de Faria.

 

 

Bla bla bla

09
Mai19

Vamos falar de...sutiã... ou soutiens


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Imagem daqui

 

 

Confesso que costumo-me gabar-me (para mim mesma, não aos outros) de que sei escrever sem dar erros ortográficos e sem recorrer ao uso do corretor automático (NOTA IMPORTANTE: sim, segundo o novo acordo ortográfico).

Contudo mal começo a escrevinhar este post reparo que tenho dúvidas sob a forma correta de escrever o que familiarmente chamo de porta-mamas.

Afinal o que é mais correto? Escrever sutiã (à Tuga) ou soutien (à Franciú)??? Dúvidas, dúvidas...

 

Mas voltando ao que verdadeiramente me trouxe aqui... a primeira coisa que faço quando chego a casa é descalçar-me e tirar o sutiã/soutien e, amigos, a sensação de alívio é única! Pessoalmente, sinto que passei o dia presa num colete de forças e quando o tiro Ufa! Até que enfim, finalmente livrei-me dele!.

 

O que muitas me leva então a pensar no porquê de me sujeitar a tal constrangimento. A verdade é que não preciso efetivamente de o usar.

O meu peito não é demasiado pequeno nem demasiado grande, não está vergado pelo peso e apesar de já não ter 20 anos e ter passado por duas gravidezes e ter estado num total de 4 anos e meio a amamentar (!!!), continuo a ter o peito arrebitado, aponta mesmo é frente, posso-me gabar que é bem jeitosinho.

 

Hoje há sutiãs/soutiens para de todos os tipos, push up, super push up, balcony, com e sem aro, com e sem alças, torpedo, demi, triângulo, cobertura total, desportivo, bra, wonder bra... é à escolha da freguesa. Eu uso sempre o mesmo modelo que comprei em várias cores mas o meu sonho era poder não usar sutiã/soutien... mas não posso porque tenho na ideia que fica demasiado sugestivo e que é inapropriado

 

 

Bla bla bla

 

 

 

 

07
Mai19

Vamos falar de...Nada menos que um Milagre


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Cheguei ao fim de mais um livro do Markus Zusak. Acabei de ler Nada Menos do que um Milagre que no original é Bridge of Clay, confesso que prefiro o título original e que para mim faz muito mais sentido.

 

Em 496 páginas é narrada a estória dos cinco irmãos Dunbar no qual o 4º irmão, Clay, tem obviamente lugar de destaque, embora seja o irmão mais velho, Matthew, que a narra.

A narrativa está constantemente a saltitar no tempo e no espaço.

 

O livro tem um tom triste, sabemos imediatamente que algo mau vai acontecer, ou melhor, já aconteceu, mas que por outro lado existe também algo de bom que dali adveio. Esperança. 

 

Fiquei fã do Zusak com a Rapariga que roubava Livros e ele conquistou-me por completo com o I am the Messenger (que ainda não há traduzido para português, Editorial Presença tratem disto sff!!!). 

Deste livro gostei mas sei que não é um livro que vá agradar a toda a gente.

 

 

Sinopse

Clay olhou para trás uma última vez antes de mergulhar - de emergir e voltar a mergulhar - rumo a uma ponte, a um passado, a um pai. E nadou nas águas douradas pela luz.

Os cinco irmãos Dunbar vivem - lutando, amando e chorando a morte da mãe - no caos perfeito de uma casa sem adultos. O pai, que os abandonara, acaba de regressar. E tem um pedido surpreendente: algum deles aceita ajudá-lo a construir uma ponte? Clay, um rapaz atormentado por um segredo que esconde há muito, aceita. Mas porque está ele tão devastado? O que o leva a aceitar tão extraordinário desafio?

Esta é a história de um rapaz apanhado numa espiral de sentimentos, um rapaz disposto a destruir tudo o que tem para se tornar na pessoa que precisa de ser. Diante dele, ergue-se a ponte, a visão que irá salvar a sua família - e salvá-lo a ele próprio. Será um milagre e nada menos que isso.

Simultaneamente um enigma existencial e uma busca pela redenção, esta história de cinco irmãos em plena juventude, numa casa sem regras, transborda energia, alegria e emoções. Escrita no estilo inimitável de Markus Zusak, é um tour de force de um autor que conta histórias com o coração

 

 

Bla bla bla

03
Mai19

Vamos falar de...Ler por Aí


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Sempre que começo um livro parece que estou assim meio esfaimada. Começo e devoro, consumo, raramente paro antes de de chegar à 50ª página.

Geralmente, esse é o número de páginas que demoro a tirar as minhas conclusões e a saber se vou gostar de um livro ou não.

Leio sempre até ao fim, nunca deixei um livro a meio.

 

Se o livro não me agradar muito leio rápido, para acabar depressa... mas ás vezes é difícil.

Se estiver a adorar o livro tento ler devagar, um capítulo de cada vez, para durar mais tempo... mas ás vezes é difícil.

 

Quando acabo um livro muito bom fica um vazio, um vazio bom e mau. E esta é uma coisa difícil de explicar e compreendo que difícil de entender para quem não ama assim os livros, as suas estórias, as suas personagens, os seus laces e desenlaces.

 

 

Fiquei muito contente ao descobrir o blog Ler por Aí e descobrir que não estava sozinha, que não era só eu a sentir-me assim. Por isso decidi aproveitar este follow friday pra vos convidar a visitar o blog

 Ler por Aí.

 

Gosto muito da Patrícia e da Catarina. Temos em comum o amor pelos livros. 

 

A Catarina fez a descrição perfeita dos livros da Rosinha e que passo a citar  "Adoro a escrita da Rosa Lobato Faria, tanto nos põe uma manta quentinha pelas costas como nos dá um estalo na cara.". Quem já leu sabe que é assim mesmo e que esta frase está deliciosa e perfeita.

 

Acho que eu e a Patrícia já lemos praticamente os mesmos livros e geralmente as nossas opiniões são coincidentes. Desde que passei a conhecer este blog e vou ler um livro, aproveito e voe espreitar se também já o leram e o que acharam. 

 

Quem gosta de livros vai certamente gostar deste blog.

 

 

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02
Mai19

Vamos falar de... dançar (à vontade!)


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Embora não o faça com muita frequência gosto de sair à noite, beber uns copos e dançar. Mas nem sempre foi assim. Durante uma boa meia dúzia de anos deixei mesmo de o fazer.

 

Quem sai à noite sabe como estão as coisas agora, é muito difícil estar sossegado a dançar porque há sempre alguém a dar um "roça", a oferecer um copo, a segredar-nos algum impropério ao ouvido.

Á uns anos atrás eram as mulheres que eram mais assediadas mas o jogo agora inverteu-se, as mulheres são ao magotes, os homens estão em desvantagem numérica e estão todos escolhidos e mesmo os escolhidos podem sempre mudar de equipa pelo que as mulheres usam as armas todas para agarrarem os homens, já se sabe que no "amor", no sexo e na guerra vale tudo, quem foi ao mar perde o lugar.

 

Uma coisa que me enerva desde sempre é quando vou sair com amigas e vamos para a pista duas ou três a dançar e às tantas quando damos conta formou-se um circulo de "mangueiras" à nossa volta. Não vamos dar show nenhum, estávamos só a dançar, mas agora está toda aquela gente a olhar para nós e já não podemos estar à vontade porque se nos dá para abanar um bocadinho o cu saltam nos de certeza em cima.

 

Fartinha destes filmes e das confusões daí por vezes resultantes deixei de dançar à noite por uns valentes anos...

 

Até que descobri... as discotecas gays!

Fui com um grupo de amigas numa despedida de solteira por piada e acabámos todas apaixonadas. Abanámos o rabo à vontade, houve algumas que ficaram em sutiã, dançamos completamente à vontade e descontraídas e nem um gajo se aproximou de nós  Os homens lá não nos ligam nenhuma, já as mulheres não nos largam mas isso acaba por ser divertido e é motivo para outra conversa

 

Desde então quando nos dá a vontade de dançar à desgarradas é lá que vamos.

 

E vocês onde vão quando só querem dançar?

 

 

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