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Vamos falar de... Bla bla bla

Vamos falar de... Bla bla bla

29
Abr19

Vamos falar de...pés


Bla bla bla

Apesar de o meu último emprego ter sido numa multinacional de renome (ou talvez por isso?!?), as suas politicas em relação aos funcionários (e a tudo o resto) eram muito modernas.

 

Uma das coisas que estranhei inicialmente foi o facto de não haver dress code.

No meu primeiro dia, lá fui eu toda pipi, armada em menina betinha do escritório e dei de caras com o pessoal vestido com roupa banal, ténis, calças rasgadas, corte de cabelo marados, pircing's e tatoos à mostra. Senti que estava em casa!

 

Com o passar dos anos, acabei por dar os meus fatos monocromáticos a amigas e acabei de vez com os saltos altos. Vá, com excepção de uma ou outra sandalinha no Verão, nunca com muito  mais do que 5cm's de altura.

Passei a fazer pouco de amigas, escravas dos saltos altos, que passavam o dia a queixar-se dos pés, rendida que estava eu aos meus ténis e sabrinas.

 

Quis o destino, ou na verdade EU, que eu mudasse de emprego.

E eis-me agora aqui, numa empresa nacional, conservadorissima da boa moral, bons costumes e com dress code formal a rigor.

Por cá, a maior libertinagem a que os funcionários se podem dar, é à sexta-feira com o casual friday, deixando apenas e somente a gravata em casa, JAMAIS o fato.

As senhoras podem usar uma calça de ganga (escuras e sem rasgos ou apliqués) nesse dia mas desde que o resto da vestimenta seja formal, com blazer e saltos, por exemplo.

 

Portanto está, que fui obrigada a voltar aos saltos altos e hoje, tive a (IN)feliz ideia de vir com um par novo, novinho em folha, e encontro-me neste belo estado.

feet.jpg

(Não, este pezinhos não são os meus, a imagem é daqui)

 

Felizmente, sou uma mulher prevenida e trouxe umas sabrinas escondidas na mala. Acabei de as calçar porque estava literalmente quase a desfalecer de dores pelo aperto e falta de circulação sanguinea.

Não quero saber, despeçam-me à vontade, mas hoje os meus pés não aguentam mais massacre...

 

 

Bla bla bla

 

 

24
Abr19

Vamos falar de...Diário do Cão vs Diário do Gato


Bla bla bla

Há quem conheça esta piada, mas muitos não. E como há por aqui tantos lovers de gatos e cães achei que era o meu dever partilhá-la convosco.

 

 

Diário do Cão

cão.jpg

8:00 - Comida, uhuu… a minha coisa preferida!

9:30 - Passeio de carro... a minha coisa preferida!

9:40 - Passeio no parque.. a minha coisa preferida!

10:30 – Festas na barriga o... a minha coisa preferida!

12:00 - Ossos... a minha coisa preferida!

13:00 - Brincar no jardim... a minha coisa preferida!

15:00 - Dormir... a minha coisa preferida!

16:00 – Perseguir a minha cauda… a minha coisa preferida!

17:00 - Comida... a minha coisa preferida!

19:00 - Jogar bola… a minha coisa preferida!

20:00 – WOW! Ver TV com meus donos… a minha coisa preferida!

23:00 – Dormir na cama... a minha coisa preferida!

 

 

Diário do Gato

gato.jpg

DIA 752 - Os meus captores continuam a insultar-me com pequenos objetos bizarros que abanam à minha frente. Eles comem lascivamente carne fresca, enquanto eu sou forçado a comer cereais secos. A única coisa que me faz seguir em frente é a esperança de escapar e a suave satisfação que sinto ao arruinar a mobília ocasionalmente. Amanhã talvez coma outra planta da casa.

 

 

DIA 761 - Hoje, a minha tentativa de matar meus captores, passando pelo meio das suas patas enquanto eles caminhavam quase teve sucesso, tenho de tentar fazer isto no topo das escadas. Numa tentativa de repugnar e repelir estes vis opressores, eu mais uma vez me induzi a vomitar na sua cadeira favorita ... tenho de tentar isto na cama deles.

 

DIA 762 - Dormi durante todo o dia para que eu pudesse irritar os meus captores através da privação do sono, fazendo apelos incessantes por comida a altas horas da noite.

 

DIA 765 - Decapitei um rato e trouxe-lhes o corpo sem cabeça, na tentativa de fazê-los perceber aquilo de que eu sou capaz, e de tentar causar medo nos seus corações. Eles apenas acharam carinhoso e condescenderam sobre o quão bom gato eu era ... Hmmm. Não correu como eu tinha planeado.

 

DIA 768 - Finalmente estou ciente do quão sádicos eles são. Sem nenhuma razão aparente, fui escolhido para a tortura da água. Desta vez, no entanto, incluiu uma substância química que me queimava chamada "shampoo". Que mentes doentes poderiam inventar tal líquido. O meu único consolo é o pedaço de polegar ainda preso entre os meus

dentes.

 

DIA 771 - Houve algum tipo de reunião com os seus cúmplices. Fui colocado na solitária durante todo o evento. No entanto, eu podia ouvir o barulho e sentir o cheiro desagradável dos tubos de vidro que eles chamam de "cerveja". Mais importante, ouvi que o meu confinamento era devido ao meu poder das "alergias". Tenho de aprender o que é isso e como usá-lo para minha vantagem ...

 

DIA 774 - Estou convencido de que os outros cativos são lacaios e talvez informantes. O Cão é libertado diariamente e parece mais do que feliz em voltar. Ele é obviamente atrasado mental. O Pássaro, por outro lado, tem que ser um informante. Ele dominou a sua língua medonha (algo parecido com a fala comum) e fala com eles regularmente. Tenho certeza de que ele relata todos os meus movimentos. Devido à sua atual colocação na sala de metal, a sua segurança está garantida. Mas eu posso esperar, é só uma questão de tempo.

 

Dia 775 - Os horrores! A pior criatura que meus captores poderiam ter planeado para me atormentar era outro hediondo Gato! Não suporto o modo como ele se deita ao comprido por aí e me olha como se soubesse mais do que eu. Aquela criatura parece desprezar-me tanto quanto eu a desprezo a ela. Eu tinha a vã ideia de que outra criatura da minha própria espécie me poderia ajudar a conspirar contra os vilões que me prendem; agora vejo que estava errado. Que criatura horrível! No entanto, eles cochicham sobre nós dois. Será que eles não conseguem ver a minha superioridade inata? 

 

Dia 776 - O outro gato e eu, apesar de não nos suportarmos, conseguimos os dois fazer xixi copiosamente atrás do sofá, no chamado tapete "felpudo". Aprendi com o meu rival e comecei a dormir em cima das cabeças dos meus captores, na esperança de sufocá-los. 

 

Dia 777 - Os guardas têm muito interesse nos nossos resíduos. Eles certificam-se de que peneiram a areia e tiram tudo. O interesse deles em caca não me surpreende. Afinal, eles gostam do cão. 

 

Dia 778 - O outro gato parece ter interesse em cópula, o que meus captores cedo irão "resolver" (graças a eles pelo seu sadismo). Contei-lhe sobre a tortura das unhas e ele nem sequer acreditou em mim. Mostrei-lhe minhas patas mutiladas e ele ofegou de horror. 

 

Dia 779 - Sim, eles são monstros, mas estou tão feliz. Eles consertaram o outro gato. É sádico, é doentio, é desumano, é o que grande líder deles, Bob Barker, comanda, mas - a Esfinge seja louvada - eu apoio-os de todo o coração! 

 

Dia 780 – Andei metido no Catnip esta noite. No auge de tudo, eu tive uma visão, uma revelação alucinógena: eles são os prisioneiros e eu sou o captor! Como é que eu não percebi isto antes?

 

 

Isto faz-me sempre rir!

 

Não sou a autora destes textos (infelizmente), a mim só me coube a pobre tradução(desculpem lá qualquer coisinha).

 

 

Pesquisei pela internet a quem caberia a autoria deste maravilhoso texto para lhe poder dar aqui o devido crédito e eis o que descobri:

  1. A origem está neste cartoon feito por Dan Piraro e da qual ele fala aqui.

    Bz CAT DIARY 1995 SM.jpg

  2. Depois deste cartoon, as pessoas foram partilhando e acrescentando as mais variadas versões do diário do Gato e do Cão (quem conta um conto acrescenta-lhe um ponto, já se sabe!).
  3. Houve várias pessoas que tentaram ter os créditos da autoria do texto mas o cartoon do Dan Piraro é o que data publicamente com maior antiguidade (1995).
  4. Caso tenham ficado com curiosidade pesquisem o blog do Dan Piraro, o BiZaRro Blog.

 

 

Eu cá tenho gatos... dois

Mas calma! Também gosto (e muito) de cães...

 

 

Bla ba bla

 

23
Abr19

Vamos falar de...afinal havia(m) outra(s)


Bla bla bla

Descobri que tenho por aqui homónimas.

 

No titulo digo que afinal havia(m) outra(s) mas acho que neste caso a outra sou eu, atendendo a que fui a última a aparecer por aqui.

 

Já as conhecem?

 

Temos a Bla Bla Bla, Coisas sérias, futilidades & companhia que andou por aqui durante mais de 10 anos mas, desde que em 31-12-2018 voltou para Portugal, se remeteu ao silêncio.

 

E temos ainda O meu Blog Bla Bla Bla que anda por aqui desde o inicio do ano.

 

Qualquer semelhança juro que é pura coincidência!

 

 

Bla bla bla

23
Abr19

Vamos falar de...afinal havia outra


Bla bla bla

(Quem se lembrou imediatamente da Mónica Sintra ponha a mão no ar )

 

Não é que seja cínica ou não acredite no amor mas acho que são poucos aqueles que nunca se depararam com esta situação.

 

Na minha vida passada eu já disse esta frase.

Mais do que uma vez.

Sempre com muita pompa e circunstância, muito drama e lágrimas envoltas. 

 

Hoje em dia já não tenho essa preocupação.

Não, o meu Querido não é um Santo nem eu não sou ingénua ao ponto de pôr as mãos no fogo por ele.

Já são muitos anos a virar frangos juntos e entre nós os dois conseguimos estabelecer que, se houver vontade de pular a cerca, pulamos juntos, ou seja, com o consentimento um do outro.

Imagino que se estão a perguntar se isto resulta...

A verdade é que nunca chegou efetivamente a acontecer.  E não, não somos os dois muito santos, só com os olhinhos virados um para o outro.

O que acontece é que sempre que aparece alguém que interessa ao outro dizemos a verdade, contamos logo. E o que acaba sempre por acontecer a seguir é que. no meio da conversa, acabamos por implodir os dois, um no outro, e a atração pelo terceiro(a) desaparece.

É uma parvoíce eu sei.

 

As mulheres tendem a relacionar muito o sexo com sentimentos, mas sexo é sexo. É libertação.

 

Ainda não aconteceu mas se acontecer não vai ser um drama porque os sentimentos  guardamos só para nós os dois.

 

Sei que 95% das pessoas que lerem este post vão ficar com pena de mim, a pensar:

"Coitadinha! O marido dela não a ama plenamente a ela, como o meu marido gosta de mim"

"O meu maridinho NUNCA quis/quer/quererá comer mais ninguém a não ser a mim."

ou ainda

"Eu amo tanto o meu marido que nunca tive vontade de ter mais ninguém".

 

O que posso eu responder?

rolleyes.png

Imagem daqui

 

 

(Ainda se nota muito que estou de mau humor?!)

 

 

Bla bla bla

23
Abr19

Vamos falar de...posso oferecer-te um livro? #2


Bla bla bla

Hoje é o dia mundial do livro e tinha de fazer alguma coisa especial para o assinalar.

 

Já comprei um livro hoje.

 

E fiz um post aqui à uns dias para oferecer um livro que tinha a mais (podem ver aqui) ... Ninguém o quis.

 

 

Trouxe-o hoje comigo, está guardado na minha mala.

 

Como trabalho numa zona de Lisboa onde há muitos turistas (onde é que não há turistas em Lisboa nos dias de hoje?!) pensei em ir ter com algum(a) estrangeiro(a) que se cruzasse no meu caminho e oferecê-lo. Mas tenho vergonha, sou tímida, ia ter de explicar...

 

Pensei em deixá-lo no metro, para quem o quisesse agarrar, mas não fui capaz de o abandonar.

 

Tenho o livro na mala e pesa uma tonelada.

 

 

Bla bla bla

 

17
Abr19

Vamos falar de... Superstições


Bla bla bla

figas.jpg

imagem daqui

 

 

Deste muito nova que sou apaixonada pelas ciências do oculto.

O meu género literário favorito é o realismo mágico.

Quando era mais nova era perigosamente viciada no horóscopo.

Cheguei a ter um baralho de tarot na adolescência.

Sempre tive uma paixão por bruxas.

 

Com a entrada na vida adulta e com mais conhecimento do mundo esta panca foi passando.

Hoje odeio horóscopos.

 

Contudo, toda a gente tem superstições em que acredita, embora às vezes não as partilhem com os outros ou nem sequer se apercebam que as têm.

 

 

As que mantenho até hoje são:

- adoro as sextas-feiras 13, acho que são dias de sorte;

- acredito que se chover no meu dia de anos é sinal de sorte;

- uso cuecas azuis na passagem de ano;

- penso em coisas boas que quero que se realizem à meia-noite da passagem de ano;

- não deixo roupa estendida na corda a secar na noite de passagem de ano;

- sopro as velas de aniversário, mordo e peço mesmo um desejo;

- peço um desejo quando vejo uma estrela cadente;

- nunca fui capaz de fingir estar doente para me escapulir seja ao que for porque acredito que “Deus” castiga;

- quando me cruzo com coisas que supostamente são conhecidas por dar azar encaro-as como sinal de sorte (estou a falar de passar por baixo de escadas, ver gatos pretos, esse tipo de coisas);

- se sentir a orelha esquerda a arder é porque alguém está a falar mal de mim e mordo o dedo mindinho da mão esquerda para que essa pessoa morda a língua.

 

 

Sei que são tudo baboseiras sem sentido mas por lado acredito que todas estas coisas no fundo estão relacionadas com vibrações, lei da atração, auto sugestão. Por acreditar nisso e pelo sim pelo não, as minhas superstições são todas positivas.

 

 

E vocês? Têm alguma?

 

 

Bla bla bla

16
Abr19

Vamos falar de... antes e depois dos 30


Bla bla bla

Nos últimos anos, tenho-me vindo a aperceber que há coisas que fazia quando tinha 20 que já não posso, ou melhor, não devia fazer, depois dos 30.

 

 

  • Fazer uma direta: A bem da verdade nunca fui muito forte nesta porque sou uma cu de sono mas, se aos 20 já era difícil, aos 30 é impossível.

 

  • Apanhar uma bebedeira: Embora a ressaca seja igual aos 20 ou aos 30 a diferença está na duração da mesma. Por uma noitada nos copos levo agora um dia e meio a recuperar. Fico fisicamente doente, com os músculos moles e doridos e uma vontade de morrer. Prometo que nunca mais bebo assim… até à próxima vez.

 

  • Comer uma tablete de chocolate inteira: Inteira, inteirinha e de uma só vez, em menos de uma hora. Sou viciada em chocolate desde sempre e sempre fiz isto mas ultimamente só consigo chegar até meio e arrependo-me sempre, tais são as dores de estômago e azia com que fico a seguir. Eu sei que a diabetes está à minha espera mas não vale a pena darem-me na cabeça porque não chego lá.

 

  • Pintar o cabelo de rosa choque e usar minis mini-saias: Nunca pintei o cabelo desta cor é verdade mas aos 20 era mais arrojada com cores e cortes; ter filhos e um trabalho de gente crescida obriga-nos a transparecer que somos pessoas mais sérias, sábias e maduras. (Deve ser por isso que fiz uma tatuagem pequena num local semi descoberto para me lembrar que por baixo de calças de vinco e do blazer monocromáticos ainda lá estou EU debaixo escondida.)

 

  • Sexo em locais públicos: Já temos casa pelo que não se justifica o risco e incómodo. Já lá vai o tempo em que os pais estavam em casa e por isso tinha de ir para o carro, praia, parque de estacionamento… agora temos um cama king size onde, salvo se as crianças estiverem por perto, não corremos o risco de ser apanhados com as calças pelos tornozelos… ou sem elas.                                     Não invalida que surgindo a oportunidade (e vontade) não se possa riscar mais um spot da sex list.

 

 

Esqueci-me de alguma coisa tenho a certeza… do que foi??

 

 

Bla bla bla

15
Abr19

Vamos falar de... como provar que eu não sou ela?


Bla bla bla

Quando iniciei este blog imaginei que pudesse acontecer muita coisa...

Que a minha identidade fosse descoberta.

Que não houvesse ninguém interessado em ler o que venho para aqui escrever.

Que fosse atacada por haters (até agora foi só um, e muito fraquinho).

Que chegasse ao ponto em que eu não tivesse absolutamente nada para escrever.

 

O que nunca imaginei que acontecesse foi isto.

Nunca imaginei que o meu blog pudesse provocar problemas conjugais.

Eis que este fim de semana recebi um email de uma rapariga (chamê-mos-lhe Maria) com um pedido de ajuda.

Pelo que me explicou a Maria é uma leitora assídua do meu blog, não tem contudo perfil sapo e nunca publicou qualquer comentário. 

Diz a Maria que gosta muito dos meus post's (vá-se lá saber porquê!?) e tendo-se identificado comigo começou também a ler os livros que aqui recomendei.

Entretanto o marido da Maria, que ao parece é um bocadinho ciumento decidiu ir cuscar-lhe o telemóvel, histórico do browse incluído. E deu comigo.

O problema é que, ao que parece, eu e a Maria temos mesmo muita coisa em comum. Temos tanto em comum que o marido acredita que este blog é feito pela Maria.

 

Eu disse que tinha duas crianças; a Maria tem dois filhos.

Eu disse que trabalhava no Marquês de Pombal; a Maria trabalha na Avenida.

Eu disse que não utilizava redes sociais; a Maria também não.

E depois leu e está a ler exatamente os mesmos livros que eu.

 

Claro que não bate tudo certo entre a minha vida e a da Maria.

Eu fui ao Eros, a Maria não.

Eu tenho 32 anos, a Maria tem 36.

Eu amamentei as minhas crianças até aos 2 anos, a Maria amamentou até aos 6 meses.

Obviamente deverão existir mais discrepâncias. Mas... o marido arranjou uma explicação. A Maria obviamente inventou ou alterou alguns detalhes para o caso de ser descoberta!

 

Confesso que fiquei meio parva a ler o email de uma leitora que me pedia ajuda para eu provar que eu era eu e não ela. Fiz o que me pediu e troquei cerca de 4 emails seguidos com ela, aliás com ele, porque depois de ela enviar o email em que me descrevia a situação acima descrita, ele confiscou-lhe o telemóvel e ficou a trocar emails comigo confirmando assim que eu não era ela.

 

Cheguei a pensar que fosse uma brincadeira, de muito mau gosto, de alguém que não tivesse mais nada que fazer e que quisesse divertir-se às minhas custas. Até pode ter sido, fico a torcer para que tenha sido isso.

 

Mas se não for, imagino então que tenha ganho mais um hater e que tenha perdido uma leitora.

 

Querida Maria, se chegares a ler isto, quero que saibas que lamento imenso que este meu parvo blog te tenha causado tamanhos transtornos.

Vou abster-me de comentários relativamente ao que penso sobre toda esta situação para evitar mais atritos.

 

Vou também repensar o que ando afinal aqui a fazer, nunca pensei que o que quer que eu escrevesse aqui pudesse afetar a vida de quem quer que fosse.

 

 

Bla bla bla

 

 

 

12
Abr19

Vamos falar de...O Urso


Bla bla bla

Vou aproveitar que é 6ª feira e dedicar este follow Friday para o querido Urso.

 

O Urso anda por aqui com o blog Diário de um Urso desde Dezembro de 2018, mas os veteranos daqui já o conhecem de outro blog anterior que eu não tive oportunidade de conhecer.

 

 

O Urso é também um dos autores do blog Sensuais Palavras, onde iniciou um post descrevendo uma fantasia, ou quiçá, experiência ,de um homem no mundo do bondage, sado, submissão. Contudo, até agora apenas nos presentou com a 1ª parte, num único post. Esperemos que recupere e venha desvendar o desenlace da estória que eu não suporto deixar leituras a meio.

 

 

No blog Diário de um Urso, o Urso vem partilhar connosco os seus desabafos que infelizmente nos últimos tempos transpiram tristeza, solidão, abandono, pesar… sempre que eu lá passo é para lhe dar na cabeça, sou de natureza mais animada, e tento puxá-lo para cima, dar uma animadela, pedir para ele tentar abrir a janela, deixar entrar mais luz e ver mais cores no meio de tanta escuridão. Mas não é fácil. Há pessoas que simplesmente são mais negativas, com mais propensão para depressão, mas na minha opinião, vale sempre a pena tentar, ainda para mais tratando-se do Urso!

 

 

O Urso foi o PRIMEIRO a fazer um comentário no meu blog!

Ele não sabe, provavelmente, mas eu já conhecia o blog e seguia-o sem o seguir oficialmente. E como é que eu dei com ele? O Urso estava em todo o lado!

Em qualquer blog aqui desta blogoesfera do Sapo que eu entrasse, lá estava sempre um comentário do Urso, sempre simpático, amigo e cordial, nunca o vi criticar ninguém.

 

Sei portanto que muitos o conhecem e, a todos me dirijo para vos lembrar que o Urso esteve lá para vocês, é a nossa vez de ir lá ter com ele e apoiá-lo neste momento difícil.

 

 

Urso, no teu primeiro post do diário escreveste e passo a citar “Prometo que desta vez não desisto, vai haver dias meus dias em que tudo vai parecer muito escuro, que nada tem solução, dias no s recaídas, não posso prometer que vou estar sempre bem, estaria a mentir, mas posso prometer que com o vosso apoio vou lutar para vencer esta adversidade.”

 

Tens aqui o meu apoio espero que cumpras a tua promessa!

 

Bla bla bla

 

11
Abr19

Vamos falar de... Posso oferecer-te um livro?


Bla bla bla

bridge of clay.png

Não sou nenhuma boa samaritana nem tenho nenhuma parceria com editores ou livreiros (que pena!).

 

Acontece que comprei o livro Bridge of Clay do Markus Zusak mal saiu, ainda não tinha tido oportunidade para o ler e, entretanto, ofereceram-me a versão em português que saiu à pouco mais de uma semana. Geralmente prefiro ler a versão original mas a versão portuguesa foi-me oferecida portanto vou ler essa.

Fiquei triste por abandonar aquele livro na minha estante por ler, pelo que me decidi a oferecê-lo e, não conhecendo muita gente que leia em inglês, porque não oferecê-lo aqui...

 

(Um pequeno à parte...) O titulo original como podem ver é Bridge of Clay que  pode ser traduzido para A Ponte de Clay já que Clay é o nome de um dos personagens ou até para a Ponte de Barro, contudo a Editorial Presença achou que em português ficava melhor traduzir o título para Nada Menos que um Milagre. Ainda não li o livro, só comecei hoje, secalhar faz todo o sentido mas odeio quando fazem isto, tanto com livros como nos filmes ou séries.

 

Alerto que só o posso entregar em mãos durante a semana na zona do Marquês de Pombal em Lisboa, pelo que caso pretendam envio por correio têm de suportar os custos de envio, penso que o correio verde seja a melhor opção e tem custo de cerca de € 4,75 nacional e € 19,00 internacional

Edito para dizer que com a ajuda do blog dos Descontos descobri que é possivel enviar livros através do correio editorial, que fica muito mais barato; podem ver como funciona no post Enviar livros: poupar dinheiro com tarifa editorial ou no site dos CTT. (Um grande obrigada pela ajuda )

 

Não creio que vá haver muita gente a querer mas para evitar disputas e como não quero a responsabilidade de ser eu a assumir a escolha do contemplado ficará decidido através do sistema Random (https://www.random.org).

 

Quem quiser (relembro que o livro é em inglês e que não assumo os custos de envio) basta comentar este post com a frase "Eu quero bla bla bla!"; a cada comentário que contenha esta frase será atribuído o nº correspondente à ordem do comentário.

 

Não serão válidos nem contabilizados os comentários de Anónimos já que anónimos há muitos, e se há forma de os identificar confesso que desconheço.

Não serão válidos nem contabilizados os comentários repetidos mesmo que contento a frase, sendo apenas considerado o primeiro comentário com a frase de cada utilizador.

 

Só serão considerados os comentários realizados até às 23:59 de 22-04-2019.

O sorteio será realizado dia 23-04-2019 e publicado aqui no blog.

 

Bla bla bla

 

10
Abr19

Vamos falar de...O Prenúncio das Águas, Rosa Lobato Faria


Bla bla bla

prenuncio das aguas.png

Como já tinha referido aqui decidi adquirir e reler toda a obra da Rosa Lobato Faria, uma das minhas escritoras de eleição.

 

Desta vez, o O Prenúncio das Águas que, embora ficcional, nos remete inevitavelmente para o episódio real da submersão da Aldeia da Luz pela barragem do Alqueva.

 

O livro é narrado por cinco personagens; cada capítulo vai alternando entre a Filomena, o professor Ivo Durães, a Ausenda, o pequeno Pedro e a Tia Sebastiana, o que nos vai viciando à medida que a leitura, a estória, a trama e a intriga se desenrolam.

 

Um livro onde se sente e se mistura uma vez mais a paixão avassaladora com o ódio visceral. Prenúncio das águas que são simultaneamente fonte de vida e de morte.

 

 

Sinopse

Tendo como pano de fundo Rio dos Anjos, uma pequena aldeia condenada a ficar submersa pelas águas de uma futura barragem, cinco narradores falam de si, do passado, do presente e do futuro, inundado de ausência. Através dos seus testemunhos, vai-se construindo um panorama de amor, ciúme, traição e vingança, à medida que a aldeia caminha para um fim inevitável.

«São raros os escritores que, como a autora de O Prenúncio das Águas, detêm uma extraordinária fluência discursiva aliada a uma poderosa imaginação criadora, "viciando" o leitor nos jogos da paixão, do ciúme e da vingança. Em fundo, um universo ficcional onde o fantástico e o real se entrelaçam. Como ponte entre ambos, a complexidade simbólica da água: fonte de vida, centro de amor, agente de morte. Canto do cisne de uma aldeia real e mítica, luz que brilhará para sempre no fundo das águas.» Teresa Martins Marques

 

 

Bla bla bla

09
Abr19

Vamos falar de... amigos diferentes


Bla bla bla

As pessoas com quem me dou e de quem sou mais próxima são muito dispares entre si. Sempre fui uma pessoa muita dada e sempre me dei com toda a gente.

 

Já desde os tempos de escola que nunca pude dizer que pertencia e este ou àquele grupo de pessoas porque tendo a gostar e a relacionar-me com pessoas isoladamente provenientes dos diversos grupos que existam à volta.

 

Na escola as minhas melhores amigas eram:

  • Uma amiga de infância que é o meu total oposto; ainda hoje não conseguimos perceber como é que sendo tão diferentes ficámos tão amigas mas o certo é que de todas é a única amizade que se mantém até ao dia de hoje;
  • uma rapariga gótica com quem partilhava os pensamentos mais negros, o gosto por roupas pretas e de quem copiei o famoso risco preto por baixo do olho, carregadíssimo, e que fazia parecer um guaxinim;
  • uma rapariga popular que me me apresentou a meio mundo e ainda me conseguiu transmitir preciosas dicas de moda, ensinando-me que mesmo usando só vestuário preto ou em cores monocromáticas era possível ter um aspeto minimamente apresentável (embora confesse, se baseasse basicamente em decotes e caças justas);
  • um autêntico geek que também era meu vizinho do prédio ao lado e grande amigo de infância;
  • três raparigas tagarelas que estavam sempre a par dos mexericos todos;
  • um pequeno grupo de 4 rapazes que me permitia estar no meio deles como sendo mais um do grupo e que assim me permitiu perceber como é que os homens rapazes viam as mulheres raparigas.

 

Haviam mais pessoas com quem na altura me dava, mas basicamente, podia resumir-se a isto.

Estes meus amigos não se davam uns com os outros, preferiam obviamente a companhia de pessoas com quem tinham mais interesses em comum.

Só eu é que era assim, meio apátrida, sempre a saltitar entre eles.

 

Passando para a minha vida adulta, acho que as diferenças entre as pessoas com quem me dou ficaram menos acentuadas, contudo se juntasse os meus amigos e amigas mais próximas ia ficar uma miscelânea de pessoas muito engraçada, são todos diferentes, que conheci em diversos meios e cada um deles conhece uma parte diferente de mim.

O mais certo era que cada um deles ficasse a pensar como é que eu me dava com o outro, o que  poderíamos ter em comum...

 

Continuo a não me dar muito com pessoas em grupo, dou-me melhor individualmente.

 

Pensando bem a fundo e se me tentar armar em psicóloga, psiquiatra, psicoterapeuta ou outra coisa qualquer do género, diria que esta minha tendência para me tresmalhar da manada poderá indicar que na verdade o que eu tenho é medo da rejeição, que rejeito a competição, que receio a estandardização, que sofro de compromissofobia e tenho o vicio do ecletiquismo.

Mas não sou psicóloga, e o que sei é que gosto de me dar com toda a gente e que quem se dá comigo gosta de mim porque aceito toda a gente de igual e tenho um pedacinho de todos.

 

Bla bla bla

05
Abr19

Vamos falar de...Terra de Neve de Yasunari Kawabata


Bla bla bla

Tenho de confessar que foi extremamente difícil ler este livro. Nunca deixo um livro a meio, não sou capaz de abandonar uma leitura, por isso, tive mesmo de me obrigar ao martírio de o terminar.

 

Não sou grande fã de literatura japonesa, salvo uma ou outra exceção.

Não tenho grandes conhecimentos sobre a cultura e costumes japonês, tão diferentes dos nossos, e isso obviamente é um obstáculo à correta compreensão das obras.

 

A descrição na sinopse de “amor de perdição” na sinopse é, na minha opinião, exagerada.

Há algumas descrições e analogias bonitas mas no geral achei extremamente aborrecido.

 

O senhor Yasunari Kawabata que me desculpe, obviamente que o problema é meu, sou uma leiga nestas matérias e acredito que a obra no seu original seja mais interessante… e com isto não estou de todo a denegrir a tradução feita!

 

Yasunari Kawabata foi galardoado com o prémio Nobel da Literatura em 1968 mas dificilmente me convencem a pegar noutro livro deste escritor.

 

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Sinopse

Terra de Neve é a história de um amor de perdição passado no meio da desolada beleza da costa oeste do Japão, uma das regiões mais nevosas do mundo. É aí, numas termas isoladas de montanha, que o sofisticado Shimamura conhece a geisha Komako, que se entrega a ele sem remorsos, sabendo de antemão que a sua paixão não pode perdurar.

 

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03
Abr19

Vamos falar de...Pássaros de Seda de Rosa Lobato Faria


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Á quase uma década atrás, uma colega de trabalho que comigo partilhava o amor aos livros e à leitura, insistiu muito para eu ler um livro da sua escritora de eleição, Rosa Lobato Faria, que na altura eu apenas conhecia da televisão.

Fiquei encantada com o primeiro livro e li acabei por ler os outros onze que a minha colega tinha em apenas 40 dias… não foi nenhuma proeza, os livros são muito pequenos, de leitura fácil e altamente viciantes.

 

Decidi recentemente que tinha de ter todos os livros escritos pela Rosinha e nada melhor do que começar pelo primeiro que li.

 

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Pássaros de Seda. Um livro sobre as voltas da vida, de estórias entrelaçadas com estórias, de estórias com gente dentro. Todos os livros da Rosa são assim.

 

Já viram que sou suspeita, amo esta senhora de paixão e não me conformo que só a tenha descoberto postumamente porque gostaria de lhe ter dito, nem que fosse por uma cartinha, o quanto gosto dos seus livros, das suas estórias, da sua cadência…

 

Sinopse

Graças à qualidade eterna do carácter de minha mãe e ao consequente travão que ela pôs à entrada do "progresso" naquela casa, a Pedra Moura guardou para sempre a sua transcendência de lugar mágico.
O reino dos contos de fadas e dos autos de Natal, o mundo dos antigos aromas e sabores, o sítio da infância, o refúgio ideal para nascer e para morrer.
Assim terminam as memórias de Mário, um dos protagonistas de Os Pássaros de Seda, um livro sobre a condição humana, que opõe os valores perenes da infância, do maravilhoso e do amor à precariedade das paixões e dos transes da fortuna.

 

Boa leituras!

Bla bla bla

03
Abr19

Vamos falar de...livros


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Antes de entrar no ensino primário aprendi a ler com a minha mãe.

Primeiro foi aprender as letras alfabeto, depois começar a juntá-las...

p + a = pa

t + o = to

pa + to = pato

,e por aí fora.

Já a minha criança mais velha também aprendeu a ler assim, aos 5 anos, antes de entrar na escola, e de forma muito natural e quase autónoma. Não tenho mérito nenhum por lhe ter ensinado, não tenho nenhum truque milagroso ou método infalível para ensinar as crianças a ler.

Imagino que a minha mãe tenha aprendido a ler da mesma forma ainda que nunca lhe tenha perguntado para ter a certeza.

Isto para explicar que os hábitos de leitura lá por casa são como uma espécie de herança de família, está nos nossos genes (embora tenha saltado alguns familiares), faz parte de nós.

 

Quando entrei no 1º ano passei a ir todas as 6ª feiras à biblioteca onde podia requisitar um livro por semana, e escolhia sempre daqueles já sem desenhos que eram maiorzitos e assim rendiam mais e, desta forma, criei em mim um vicio de leitura permanente que se mantem até aos dias de hoje e que acredito que não vá acabar nunca.

 

Aos 11 anos apanhei a febre dos romances de cordel da Harlequin, daqueles que saiam de oferta na compra das revistas de mexericos com nome de mulher. A minha mãe não me deixava lê-los na altura por serem eróticos e portanto pouco recomendados para meninas de tão tenra idade mas, como ela também os comprava, eu conseguia surripiá-los sem que ela desse conta e, quando não conseguia, contava com a ajuda de uma tia mais nova que provavelmente se revendo em mim, mos oferecia ou emprestava às escondidas.

 

Aos 13 anos apaixonei-me pelo realismo mágico dos autores latino-americanos com Isabel Allende e Gabriel Garcia Marques.

 

Quando cheguei aos 17 comecei a ler os grandes clássicos.

 

Agora leio de tudo um pouco.

 

Quem me conhece sabe que tenho sempre um livro na mala, que estou sempre a ler qualquer coisa.

 

Outro hábito que tenho é o de partilhar livros. Acredito que existe um livro para cada pessoa e gabo-me de boca cheia de que conhecendo minimamente uma pessoa consigo com certeza encontrar um livro que lhe dê prazer a ler.

Já consegui converter alguns amigos em leitores habituais e tenho algumas amigas que me pedem sempre recomendação antes de ler um livro.

Adoro emprestar livros e ando sempre a impingi-los às pessoas à minha volta porque não gosto de os ter parados na estante a ganhar pó.

 

Quando leio sinto-me em paz.

Quando gosto muito de um livro TENTO ler devagarinho para não chegar ao fim rápido.

Quando acabo um livro muito bom sinto uma alegria por o ter descoberto e lido mas ao mesmo tempo, sinto um vazio por ter acabado.

Sou apaixonada por livros.

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